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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; HQs</title>
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		<title>Retalhos (Craig Thompson)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 18:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O leitor desavisado que pega um volume de Retalhos, do artista norte-americano Craig Thompson, provavelmente levará um susto. O livro tem quase 600 páginas, um número atípico quando se fala em graphic novels. Se você tem algum medo ou preguiça sobre catataus, saiba já de antemão que Retalhos vale a pena, com uma história simples Thompson agarra a atenção [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/retalhos-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" />O leitor desavisado que pega um volume de <em>Retalhos</em>, do artista norte-americano Craig Thompson, provavelmente levará um susto. O livro tem quase 600 páginas, um número atípico quando se fala em <em>graphic novels</em>. Se você tem algum medo ou preguiça sobre catataus, saiba já de antemão que <em>Retalhos</em> vale a pena, com uma história simples Thompson agarra a atenção do leitor que só deixa o livro de lado quando já chegou ao fim, que vem mais rápido do que se espera.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Retalhos</em> é uma HQ autobiográfica, na qual Thompson retrata um pouco de sua infância e adolescência em Wisconsin, focando principalmente em sua relação com o irmão e com uma garota que conhece em um acampamento religioso, Raina. Aliás, talvez mais importante que a relação dele com essas pessoas, seja a relação dele com a religião: Thompson aparece como um menino extremamente devotado, que não sabe situar ao certo o que é pecado em sua vida e parece estar sempre carregando esse tipo de culpa. A chegada de Raina parece levar esse sentimento ao máximo, até o momento em que Thompson finalmente encara de frente a religião e o que pensa dela.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5611"></span>O tom da história mescla a inocência da juventude com aquela melancolia de quando observamos o passado já como adultos. Mesmo os momentos mais doces da vida de Thompson são sempre marcados com uma nota de tristeza, seja por algo que já passou e ele perdeu, seja por algo do que ele se envergonhava – como o fato de não proteger o irmão como achava que deveria ter protegido. Os momentos mais leves da história, aliás, são justamente quando ele descreve as noites quando ainda dividia a cama com o irmão, mostrando aquela relação típica que qualquer um que também tenha um irmão reconhecerá automaticamente: as provocações, os desafios, mas acima de tudo o amor de um pelo outro.</p>
<p style="text-align: justify;">A arte também é bastante importante na hora de transmitir as emoções do narrador. Algumas imagens permanecem na cabeça mesmo após a leitura de <em>Retalhos</em>, seja com a representação do pai dando uma bronca nos filhos, aparecendo enorme e ameaçador para as crianças. Ou a inocência da expressão do irmão de Thompson ao ir para o quarto com o babá, quando você sabe que não é para algo bom. Os momentos com Raina, então, falam ainda mais, sem necessidade de qualquer texto: o abraço, o beijo ou mesmo o modo como ela sai de sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O título original de <em>Retalhos</em> é “Blanket” (cobertor/colcha), tomando o presente que foi dado por Raina para Thompson. Se tomarmos o nome original, vemos a ideia da proteção, seja a que ele não oferece para o irmão ou a que ele gostaria de oferecer para Raina (e que de certa forma Raina lhe dá). Mas confesso que gosto mais do nome em português. A imagem dos retalhos da colcha feita por Raina como uma alegoria dos retalhos do passado do artista, que colocados lado a lado formavam essa linda história, tal como vemos nesta <em>graphic novel</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Bastante sensível e realmente cativante, <em>Retalhos</em> prende o leitor em um lugar que parece estar sempre nevando, onde o frio e branco predominam, assim como aqueles momentos que deixamos mais escondidos na memória. Vencedor de diversos prêmios voltados para os Quadrinhos (incluindo o Eisner), é sem sombra de dúvidas leitura obrigatória para quem gosta de HQs, e uma boa pedida para quem ainda acha que isso é só coisa de criança.</p>
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		<title>Sandman: Noites Sem Fim</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 23:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 2003, quando Noites Sem Fim foi publicado, houve muita agitação por parte dos fãs de Sandman de Neil Gaiman. Não foi à toa: já tinham passado sete anos desde a publicação da última história do último arco, O Despertar, e mesmo assim algumas perguntas ainda estavam pendentes e, mais do que isso, aquele gosto [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/219875_4.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-14284" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="219875_4" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/219875_4-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a>Em 2003, quando <em>Noites Sem Fim</em> foi publicado, houve muita agitação por parte dos fãs de <em><a title="sandman" href="http://blog.meiapalavra.com.br/category/artes/quadrinhos/sandman-quadrinhos/" target="_blank">Sandman</a></em> de Neil Gaiman. Não foi à toa: já tinham passado sete anos desde a publicação da última história do último arco, <a title="Sandman: Despertar" href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/2011/05/08/sandman-despertar/" target="_blank">O Despertar</a>, e mesmo assim algumas perguntas ainda estavam pendentes e, mais do que isso, aquele gosto de &#8220;quero mais&#8221; que a leitura de <em>Sandman</em> sempre deixa. Era a oportunidade de rever personagens queridas, de voltar ao Sonhar e ter uma pequena amostra do que aconteceria se Neil Gaiman não tivesse resolvido criar uma série com começo e fim. E o resultado não decepciona.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividido em sete histórias, cada uma com um perpétuo como personagem principal, Gaiman conta com um excelente time de ilustradores, um por capítulo. Em alguns casos a parceria inédita em Sandman rende ótimas surpresas (o que dizer de Desejo de Milo Manara, por exemplo?), e as já conhecidas satisfazem a nostalgia do fã. O trabalho ficou tão bom que além de ganhar diversos prêmios, ainda foi a primeira <em>graphic novel</em> a aparecer na lista de mais vendidos do New York Times. A seguir, comentários capítulo por capítulo de <em>Noites Sem Fim</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5549"></span><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/death.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14285" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="death" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/death.jpg" alt="" width="192" height="249" /></a>Morte e Veneza</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com arte de P. Craig Russell, com quem Gaiman já havia trabalhado no premiadíssimo <em>Ramadan</em>, a história mostra duas histórias paralelas: de uma ilha que possui um encanto que protege todos seus habitantes da Morte (na realidade, Alain acredita que a proteção é contra o Tempo, não a Morte), e das andanças e pensamentos do que se conclui ser um soldado pelas ruas de Veneza (jamais esquecera seu encontro com a Morte quando criança). Como o título já deixa claro, é uma história da Morte, e traz muito daquele jogo de referências tão conhecido de Neil Gaiman, sendo as mais evidentes o conto <em>A máscara da morte rubra</em> de Edgar Allan Poe, além do óbvio <em>Morte em Veneza</em> de Thomas Mann. É uma história carregada de sutilezas, e tem aquele traço típico dos outros encontros da Morte com os humanos que rendem ótimas reflexões. É um bom jeito de abrir a coletânea de histórias, sem sombra de dúvidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>O que eu experimentei do Desejo<a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/ManaraEntrevista_sandman_noites_sem_fim_desejo_manara.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-14286" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="ManaraEntrevista_sandman_noites_sem_fim_desejo_manara" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/ManaraEntrevista_sandman_noites_sem_fim_desejo_manara-300x290.jpg" alt="" width="200" height="190" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com arte de Milo Manara, que conseguiu retratar como poucos a beleza e androginia que a personagem Desejo acaba pedindo. A escolha do ilustrador também se confirma como excelente porque com nenhum outro personagem seria possível ter uma história que envolvesse elementos com um tom tão sexy e ao mesmo tempo tão puro como a de Desejo. A dualidade está sempre presente, nessa história de uma moça que se apaixona e busca a ajuda de Desejo. Aqui mais uma referência literária de Robert Frost e o poema <a title="fire and ice" href="http://www.poemhunter.com/poem/fire-and-ice/" target="_blank">Fire and Ice</a>, que fala tão bem dessa dualidade, e talvez até dê para extrapolar a leitura pensando na relação entre o amor e a guerra que a história acaba estabelecendo. É lindíssima, tanto o texto e quanto a arte deixam isso evidente. Desejo não mereceria menos do que isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/6a00d83451b66d69e200e5526fa1c98833-320pi.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-14287" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="6a00d83451b66d69e200e5526fa1c98833-320pi" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/6a00d83451b66d69e200e5526fa1c98833-320pi-300x241.jpg" alt="" width="240" height="193" /></a>O coração de uma estrela</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com arte de Miguelanxo Prado, a história de Sonho é talvez uma das que mais traz informação extra sobre o que já se publicara em Sandman, o que é até bastante previsível se levar em consideração que ele <em>é o Sandman</em>. Para quem acompanhou os arcos de <a title="Sandman: Prelúdios e Noturnos" href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/2011/03/06/sandman-preludios-e-noturnos/" target="_blank">Prelúdios e Noturnos</a> até <a title="Sandman: Despertar" href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/2011/05/08/sandman-despertar/" target="_blank">Despertar</a> sabe que se há uma característica forte da personagem é a absoluta falta de sorte no amor &#8211; nenhum de seus relacionamentos dá certo. Aqui vemos o romance de Sonho por uma estrela, Kilalla, que não tem um final feliz por conta de Desejo. É a história que mostra o rompimento entre os irmãos, e é também interessante porque mostra Delírio ainda como Deleite (os olhos estão da mesma cor, roupas arrumadas, nada a ver com a personagem que se vê nos arcos de Sandman). Apesar de gostar dessas informações extras, eu não gosto muito da história em si, até porque em Sandman mesmo os outros romances de Sonho foram muito melhor retratados.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Quinze retratos de desespero<a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-14288" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair-e1316266372692-291x300.jpg" alt="" width="191" height="200" /></a><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/The_Sandman_-_Endless_Nights_p099-Despair.jpg"><br />
</a><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">A história de Desespero é simplesmente genial. Com arte Barron Storey e design de Dave McKean (famoso pelas capas de <em>Sandman</em>) vemos exatamente o que o título diz: quinze retratos de desespero. São quinze pequenos recortes, a visão de quinze momentos que representam o desespero. A primeira fala de Desespero e si, as outras são as breves histórias-desespero. A arte passa perfeitamente a sensação de desespero, algo que lembra um tanto a loucura, o que seria uma consequência do desespero. Algumas histórias são brevíssimas, como a 11ª, que diz apenas &#8220;É um escritor cujas histórias já foram todas contadas. É um artista, e dedos que nunca vão capturar a visão&#8221;. Vale a pena ir além da leitura e estudar os retratos, há muito na arte que em alguns momentos fala até mais do que o texto.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/delirio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14289" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="delirio" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/delirio.jpg" alt="" width="160" height="224" /></a>Adentrando</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Seguindo o casamento perfeito entre a arte e o texto, aqui os desenhos de Bill Sienkiewicz representam muito bem o que seria Delírio. Na história pessoas ajudam Delírio a se salvar da própria insanidade. Num fluxo caótico de palavras e imagens, é como se realmente entrássemos no reino de Delírio, ou estivéssemos vendo seus pensamentos. Até por causa disso ela possa parecer confusa inicialmente e pedir mais do que uma única leitura, mas vale a pena &#8211; até porque é uma das personagens mais carismáticas de Sandman, e de fato rendeu uma ótima história.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Na Península<a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_06destructi.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-14290" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="sandman_endless_06destructi" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_06destructi.jpg" alt="" width="145" height="210" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como Destruição é o Perpétuo que deixou seus domínios e pouco sabemos dele, o charme dessa história é justamente <em>ser sobre ele</em>. Com arte de Glenn Fabry, a história mostra arqueólogos escavando uma península do futuro. Exatamente isso. Nas palavras de um dos arqueólogos, eles escavam o futuro. <em>Na Península</em> tem relação com <em>Adentrando</em>, já que Destruição aparece com Delírio, e essa diz para uma das arqueólogas que os outros irmãos pediram para que ele ficasse por perto dela, porque ela estivera doente recentemente. É uma história legal, com uma personagem legal e que só dá é aquela vontade de que Gaiman tivesse mostrado mais de Destruição nos outros arcos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_h07.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14291" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="sandman_endless_h07" src="http://meiapalavra.megadodo.com.br/files/2011/09/sandman_endless_h07.jpg" alt="" width="190" height="240" /></a>Noites Sem Fim</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como já era de se esperar, o livro fecha com a história de Destino. A história foi originalmente escrita para ser ilustrada por <a title="moebius" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Giraud" target="_blank">Moebius</a>, mas com a saúde debilitada a responsabilidade acabou ficando com Frank Quitely. É bastante breve, apenas oito páginas com pouco texto, mas no final das contas isso representa bem a própria personagem Destino, que fala pouco. É basicamente uma descrição de Destino e seu livro, que por si só é um pouco de uma história sobre a vida. É uma pena realmente que seja tão curto, Destino é uma personagem tão misteriosa que seria um deleite para os fãs saber mais dele do que já foi contado anteriomente.</p>
<p style="text-align: justify;">***<br />
Assim fica a pergunta: se eu nunca li <em>Sandman</em> antes, posso ler <em>Noites Sem Fim</em>?  É até possível, porque no final das contas não tem nada que vá estragar a experiência quando você decidir seguir o que foi publicado anteriomente. O problema é que algumas noções básicas se fazem necessárias para compreender as histórias, como o que são os Perpétuos e quem são eles. Sabendo isso, a leitura de Noites Sem Fim tem tudo para ser mais do que agradável, um verdadeiro prazer &#8211; e um convite para retornar ao que Gaiman escrevera antes.</p>
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		<title>Morte na Mesopotâmia seguido de O caso dos dez negrinhos</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Dec 2010 14:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando se fala em histórias policiais, Agatha Christie é sempre citada. Seus livros estão entre os mais traduzidos no mundo (naquela lista seleta que entra a Bíblia e Shakespeare), o que lhe rendeu o apelido de a Rainha do Crime. Para quem já a conhece as histórias, a boa notícia é que estão chegando no [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/12/morte_na_mesopotamia_baixa2.jpg" alt="" width="180" height="263" />Quando se fala em histórias policiais,  Agatha Christie é sempre citada. Seus livros estão entre os mais  traduzidos no mundo (naquela lista seleta que entra a Bíblia e  Shakespeare), o que lhe rendeu o apelido de a Rainha do Crime. Para quem  já a conhece as histórias, a boa notícia é que estão chegando no Brasil  através da L&amp;PM adaptações feitas para os quadrinhos, das quais  pude conferir <em>Morte na Mesopotâmia seguido de O caso dos dez negrinhos</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto <em>Morte na Mesopotâmia</em> quanto <em>O caso dos dez negrinhos</em> foram roteirizados por François Rivière. É óbvio que muito se perde na  adaptação, mas Rivière consegue fazer um trabalho razoável na  transposição do texto para a linguagem dos quadrinhos. Talvez apenas <em>Morte na Mesopotâmia</em> tenha sofrido alguns cortes que atrapalharam um pouco o ritmo, mas <em>O caso dos dez negrinhos</em> segue eletrizante do começo ao fim – tal como na obra escrita por Agatha Christie.<span id="more-5016"></span>Um ponto  positivo, aliás, é que a editora tenha optado a não recorrer ao  chatíssimo ato politicamente correto de traduzir o título conforme o  americano, e não o original britânico. <em>Ten little niggers</em> nos Estados Unidos ficou conhecido como <em>And Then There Were None</em> e aqui no Brasil já estão saindo algumas edições como <em>E não sobrou nenhum</em>, ao invés de <em>O caso dos dez negrinhos</em>.  Convenhamos, mudança completamente desnecessária já que ao longo de  todo o texto a rima dos dez negrinhos é evocada o tempo todo, atribuindo  sentido ao título.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a arte da HQ, <em>Morte na Mesopotâmia</em> ficou por conta do artista Chandre e <em>O caso dos dez negrinhos</em> é de Frank Leclercq. O primeiro parece mais moderno, até na questão das  cores, e o segundo lembra muito o bom e velho traçado das histórias de  Dylan Dog, inclusive talvez ficasse melhor se fosse preto e branco, e  não colorido. Acredito que ambos os artistas deram conta de ilustrar o  que não poderia aparecer no diálogo direto do texto nos quadrinhos,  talvez com Chandre exagerando um pouco na expressão das personagens  quando assustadas, mas acho que era necessário nessa história.</p>
<p style="text-align: justify;">O que me intrigou é porque Leclercq  desenhou Wargrave como o ator Vincent Price. Foi apenas uma homenagem ou  o ator já havia encarnado a personagem em alguma adaptação  cinematográfica? Não consegui achar informações sobre isso, mas não tem  como negar, Wargrave é a cara de Price.</p>
<p style="text-align: justify;">No final das contas foi divertido ler  Agatha Christie em quadrinhos, algo que até então eu ainda não tinha  feito. A leitura é rápida, um bom entretenimento e pode agradar várias  idades. Inclusive pode funcionar como incentivo para os mais jovens que  estão começando a desenvolver o hábito de leitura, já que com uma boa  diversão podem ficar curiosos pelos livros de Agatha, que são ainda  melhores.</p>
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		<title>Ao coração da tempestade (Will Eisner)</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 10:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[ao coração da tempestade]]></category>
		<category><![CDATA[will eisner]]></category>

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		<description><![CDATA[- Mas pai, por que você não continuou trabalhando com arte em vez de entrar no mundo dos negócios? … Ainda dá tempo de voltar atrás. - Não dá mais para voltar atrás!! Estamos em uma jornada… a vida é uma viagem daqui até lá. - … E onde fica esse lá, papai? - Lá [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/12/65008_gg-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" />- Mas pai, por que você não continuou trabalhando com  arte em vez de entrar no mundo dos negócios? … Ainda dá tempo de voltar  atrás.<br />
- Não dá mais para voltar atrás!! Estamos em uma jornada… a vida é uma viagem daqui até lá.<br />
- … E onde fica esse lá, papai?<br />
- Lá é onde estoura o trovão… Longe daqui!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O diálogo entre o jovem Willie e seu pai Sam ilustra com perfeição o eixo principal de <a title="ao coração da tempestade" href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=65008" target="_blank">Ao coração da tempestade</a>,  HQ de Will Eisner que chega agora no Brasil pela Quadrinhos na  Companhia. Lançada originalmente em 1991, a obra tem forte tom  autobiográfico e mostra as lembranças de um jovem artista quando segue  em um trem em direção a Segunda Guerra.<span id="more-5013"></span>A imagem do  trem seguindo em frente e Willie vendo seu passado através da janela  remete ao diálogo citado, mostrando a vida como uma viagem. Alguns  detalhes nas ilustrações ajudam o leitor a situar-se quanto ao tempo,  quando certos acontecimentos aconteceram, mas a revisão do passado de  Willie não chega exatamente a ser linear: confunde-se com memórias dos  pais contando sobre suas vidas antes de casados, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">É no relato dos pais que vemos um tema recorrente no trabalho de Eisner (como pode ser conferido em <a title="avenida dropsie" href="http://www.devir.com.br/hqs/will_eisner.php" target="_blank">Avenida Dropsie</a>):  a construção dos Estados Unidos pelos imigrantes. O sentimento de ser  daquele lugar, mas não ser reconhecido como parte dele por outros  grupos. Aqui essa questão é ainda mais gritante, porque ele segue “ao  coração da tempestade” para defender esse país que em determinados  momentos não vê um judeu como parte do todo.</p>
<p style="text-align: justify;">As personagens são extremamente  cativantes porque são, antes de tudo, simples. Não querem mais do que  serem aceitos e viver bem (e quem não quer?). Eu diria que talvez a mãe  de Willie tenda um pouco para o esteriótipo de “mãe judia”, mas o pai  principalmente é encantador, com aquela postura meio sonhadora de quem  não se deixa perturbar pelas dificuldades.</p>
<p style="text-align: justify;">A arte de Eisner em <em>Ao coração da tempestade</em> também merece destaque. Em alguns momentos há uma sequência sem  qualquer fala das personagens, mas pelo traçado das expressões você  consegue captar bem mais do que palavras conseguiriam dizer. E ele  repete esse efeito várias vezes ao longo da história, sempre causando  essa mesma sensação.</p>
<p style="text-align: justify;">É sem dúvida uma grande <em>graphic novel</em>.  Um daqueles trabalhos que mostram a vida como o que é: multifacetada,  com momentos crus e de raiva com outros delicados e marcados pela  felicidade. E justamente por fazer isso de forma tão simples e clara,  Eisner conquista já nos primeiros quadrinhos, fazendo com que você só  largue <em>Ao coração da tempestade</em> quando Willie chega ao final da jornada.</p>
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		<title>Eleanor Rigby em Quadrinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 15:47:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[beatles]]></category>
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		<description><![CDATA[Minha música favorita de todos os tempos, em quadrinhos. Eu tive que colocar aqui no Hellfire. Dica do @edisonlsm, que viu no Dentro da Caveira. Clique na imagem para ampliar.]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Minha música favorita de todos os tempos, em quadrinhos. Eu tive que colocar aqui no Hellfire. Dica do @<a title="edison" href="http://twitter.com/#!/edisonlsm/status/1659125033340928" target="_blank">edisonlsm</a>, que viu no <a title="eleanor rigbvy" href="http://dentrodacaveira.blogspot.com/2010/10/revista-kamikaze-eleanor-rigby.html" target="_blank">Dentro da Caveira</a>. Clique na imagem para ampliar.</p>
<p><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/11/Eleanor-Rigby_01_Renan.jpg"><img class="size-medium wp-image-4926 alignnone" title="Eleanor Rigby_01_Renan" src="http://www.anica.com.br/files/2010/11/Eleanor-Rigby_01_Renan-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a> <a href="http://www.anica.com.br/files/2010/11/Eleanor-Rigby_02_Renan.jpg"><img class="size-medium wp-image-4928 alignnone" title="Eleanor Rigby_02_Renan" src="http://www.anica.com.br/files/2010/11/Eleanor-Rigby_02_Renan-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" /></a></p>
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		<title>Trailer de Dylan Dog: Dead of Night</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 12:05:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[CADÊ O GROUCHO?!!!!!!!!]]></category>
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		<description><![CDATA[Saiu o trailer de Dylan Dog: Dead of Night, com estréia prevista ainda para esse ano lá nos Estados Unidos (sabe-se lá quando aqui no Brasil). Meus comentários não são muito diferentes de quando começaram a publicar fotos e notícias da produção por aí, mas de qualquer forma o trailer pelo menos me deixou com [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a rel="attachment wp-att-4676" href="http://www.anica.com.br/2010/08/18/trailer-de-dylan-dog-dead-of-night/dead-of-night-dylan-dog-comic-con/"><img class="alignleft size-medium wp-image-4676" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2010/08/Dead-of-Night-Dylan-Dog-Comic-Con-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a>Saiu o trailer de <a title="dylan dog" href="http://www.imdb.com/title/tt1013860/" target="_blank">Dylan Dog: Dead of Night</a>, com estréia prevista ainda para esse ano lá nos Estados Unidos (sabe-se lá quando aqui no Brasil). Meus comentários não são muito diferentes de quando começaram a publicar fotos e notícias da produção por aí, mas de qualquer forma o trailer pelo menos me deixou com vontade de ver o filme.</p>
<p style="text-align: justify">A começar pelos pontos positivos: Brandon Routh foi uma boa escolha (aos fãs: Rupert Everett está velho e não convenceria mais como o Dylan), a caracterização da personagem está ok e dá para ver lá vários elementos que aparecem na HQ, beleza. Gostei de Personal Jesus na trilha também, embora minha versão favorita seja <a title="personal jesus" href="http://pipocamoderna.mtv.uol.com.br/?p=40554" target="_blank">a do Johhny Cash</a>. Pontos negativos: o plot parece chupado de Hellboy, e bem, pelo menos nos quadrinhos eles são beeem diferentes. E convenhamos, precisa colocar vampiro, lobisomem e zumbi tudo junto? Tem tanta história boa do Dylan que renderia um longa, não precisava apelar para a febre do momento. E continuo insistindo: CADÊ O GROUCHO?!!!</p>
<p style="text-align: justify">Mas tá aí o trailer para quem quiser dar uma conferida. Não achei com legenda nem em qualidade boa, mas se encontrar eu edito o post aqui, prometo. Para assistir, é só clicar <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=QKyFTX48BpE">aqui</a></strong> e ser feliz. Eu até ia colocar o video direto aqui, mas o wordpress 3 tá de sacanagem comigo e pedindo para deixar de ser a ferramenta utilizada por esse blog. Seriously.</p>
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		<title>A Pro: curta animado</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 11:56:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[a pro]]></category>
		<category><![CDATA[garth ennis]]></category>
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		<description><![CDATA[Já tinha comentado antes aqui no Hellfire sobre A Pro, HQ de Garth Ennis. Aí ontem eu vi que o arte-finalista Jimmy Palmiotti colocou no youtube uma versão animada da história, e fui conferir. É tosquinha e pula algumas piadas boas do material impresso, mas enfim, para quem tinha curiosidade e nunca conseguiu ler, fica [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify">Já tinha comentado antes aqui no Hellfire sobre <em>A Pro</em>, HQ de Garth Ennis. Aí ontem eu vi que o arte-finalista Jimmy Palmiotti colocou no youtube uma versão animada da história, e fui conferir. É tosquinha e pula algumas piadas boas do material impresso, mas enfim, para quem tinha curiosidade e nunca conseguiu ler, fica aí um jeito de conhecer. Para conferir, clique na imagem abaixo (se você for maior de 18 anos, é claro, porque eu não quero problemas com a justiça, há!).</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=jUrQugHJtLg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4491" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/a_pro_mat-e1278676565640-188x300.jpg" alt="" width="188" height="300" /></a></p>
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		<title>Paul is dead!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 14:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[beatles]]></category>
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		<category><![CDATA[turma da mônica]]></category>
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		<description><![CDATA[Acabei de ver no twitter, via @jussaraleite que viu no @conversando. É uma história da Turma do Penadinho com 28 referências às músicas dos Beatles. Quantas você consegue encontrar? Vendo meio por cima já achei 13. Para conferir, clique na imagem abaixo:]]></description>
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<p style="text-align: justify">Acabei de ver no twitter, via <a title="jussaraleite" href="http://twitter.com/jussaraleite/status/2310209149" target="_blank">@jussaraleite</a> que viu no <a href="http://twitter.com/conversando/status/2309327727">@conversando</a>. É uma história da Turma do Penadinho com 28 referências às músicas dos Beatles. Quantas você consegue encontrar? Vendo meio por cima já achei 13. Para conferir, clique na imagem abaixo:</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.monica.com.br/comics/paul/pag1.htm"><img class="aligncenter size-full wp-image-3823" src="http://www.anica.com.br/files/2009/06/paulpenadinho.jpg" alt="paulpenadinho" width="293" height="253" /></a></p>
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		<title>Tirinhas</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 12:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma coisa bacana que internet (mais precisamente o blog) trouxe foi a facilidade de publicar um texto e bem, de ser lido. A pessoa pode até não entender o que diabos você quis dizer, pode odiar ou adorar, mas você foi lido. E muitas vezes a relação de publicação e leitura se dá de graça, [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/06/eden.jpg"><img class="size-full wp-image-3769 alignright" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2009/06/eden.jpg" alt="eden" width="186" height="204" /></a>Uma coisa bacana que internet (mais precisamente o blog) trouxe foi a facilidade de publicar um texto e bem, de ser lido. A pessoa pode até não entender o que diabos você quis dizer, pode odiar ou adorar, mas você foi lido. E muitas vezes a relação de publicação e leitura se dá de graça, o que é ainda melhor. E aí o pessoal viu que isso funciona, e começou a usar para outras formas de expressão também, não só texto. Uma delas é a tirinha, que tem ficado cada vez mais comum por aí.</p>
<p style="text-align: justify">Sim, sim. Como tudo na internet há de se usar um filtro. Nem tudo é bom e tem muita cópia da cópia por aí. Mas algumas pessoas conseguem se destacar, não só pela originalidade mas também pela qualidade do que fazem. Por isso vou colocar aqui alguns links de sites que eu tenho acompanhado.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3768"></span><a title="wagner &amp; beethoven" href="http://www.apostos.com/wagnerebeethoven/" target="_blank">Wagner &amp; Beethoven</a>: sugestão da Nana, desde que ela indicou uma tirinha do Allan Poe eu volta e meia passo lá para ver se tem alguma atualização. Essa última dos <a title="contos de hoffmann" href="http://www.apostos.com/wagnerebeethoven/2009/06/contos_de_hoffmann_der_sandman.html" target="_blank">contos de Hoffmann</a> está hilária!</p>
<p style="text-align: justify"><a title="um sábado qualquer" href="http://www.umsabadoqualquer.com/" target="_blank">Um Sábado Qualquer&#8230;</a> : eu não lembro quem sugeriu, só lembro que era um link no twitter. De qualquer forma, muito, muito legal! Deus, Adão e Eva (hum, entendeu o nome agora?) e excelente senso de humor.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="Éden" href="http://www.kioskerman.com.ar/comics.html" target="_blank">Éden</a>: essa é argentina, sugestão do <a title="allan sieber" href="http://talktohimselfshow.zip.net/" target="_blank">Allan Sieber</a>. Aliás, vendo o trabalho do Kioskerman com o Éden e o do <a title="liniers" href="http://www.anica.com.br/2008/11/12/liniers/" target="_blank">Liniers</a>, estou chegando a conclusão de quem los hermanos tomaram um caminho muito mais bacana. As tiras são meio sonho, meio poesia.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="xkcd" href="http://xkcd.com/" target="_blank">xkcd</a>: eu não acredito que nunca comentei do xkcd aqui O_o Tirinha para nerds, sugestão do Fábio. Volta e meia eu não saco a piada porque ela vai mais para o lado da matemática e afins, mas as que fogem disso são ótimas.</p>
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		<title>Non si deve profanare il sonno dei morti</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 22:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Então, é uma produção franco-espanhola de 1974 dirigida por Jorge Grau que conta com dois diferentes títulos aqui no Brasil, &#8220;Zumbi 3&#8243; e &#8220;A Revanche dos Mortos Vivos II&#8221;. Nos Estados Unidos o filme ficou conhecido como &#8220;Don&#8217;t Open the Window&#8221; (lembram do trailer falso em Grindhouse chamado Don&#8217;t? Então, é meio que piadinha com [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2009/05/non_si_deve_profanare_il_sonno_dei_morti.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3746" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/non_si_deve_profanare_il_sonno_dei_morti-207x300.jpg" alt="non_si_deve_profanare_il_sonno_dei_morti" width="207" height="300" /></a>Então, é uma produção franco-espanhola de 1974 dirigida por Jorge Grau que conta com dois diferentes títulos aqui no Brasil, &#8220;Zumbi 3&#8243; e &#8220;A Revanche dos Mortos Vivos II&#8221;. Nos Estados Unidos o filme ficou conhecido como &#8220;Don&#8217;t Open the Window&#8221; (lembram do trailer falso em <a title="grindhouse" href="http://www.anica.com.br/2007/05/08/grindhouse/" target="_blank">Grindhouse</a> chamado <a title="don't" href="http://www.youtube.com/watch?v=6803Gu8tpuw" target="_blank">Don&#8217;t</a>? Então, é meio que piadinha com o título americano) e também &#8220;Let Sleeping Corpses Lie&#8221;. Ou seja, é um monte de nome e é bem provável que você já tenha assistido, só não está ligando o título à história.</p>
<p style="text-align: justify">Para situá-lo, vamos ao enredo: duas pessoas estão viajando no interior da Inglaterra, quando chegam em uma pequena cidadezinha que está servindo como campo de teste de um pesticida radioativo. O tal do pesticida não só deixa todos os bebês da região mais agressivos, como também faz com que os mortos voltem à vida e bem, essas duas pessoas têm o azar de estar no lugar errado na hora errada e são acusados dos crimes cometidos pelos zumbis.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-3745"></span>Sério, eu sei que pode soar meio maluca, mas a história funciona MUITO bem. Aumenta a tensão, porque enquanto o herói fica tentando provar para a polícia que a cidade está cheia de zumbis, a polícia tem absoluta certeza que ele e a garota que está com ele que estão cometendo crimes bárbaros que incluem inclusive incendiar pessoas. E aí os protagonistas precisam fugir dos zumbis *e* da polícia, que no final das contas deveria defendê-los.</p>
<p style="text-align: justify">Isso dá uma visão bacana sobre fimes com mortos-vivos. Porque normalmente temos as histórias <em>in medias res</em>, começando da metade digamos assim. E isso significa que a zumbizada já dominou geral e ninguém precisa ser convencido que esse tipo de coisa pode acontecer. Ali, por pegar desde o início, mantemos aquele pé na realidade, pensando por exemplo em como reagiríamos se uma viciada em heroína falasse que hum, um zumbi matou seu marido.</p>
<p style="text-align: justify">E mesmo o final é daqueles beeeeem surpreendentes, não num esquema M. Night Shyamalan, que atualmente tornou-se praticamente obrigatório em qualquer filme que tenha a pretensão de desenvolver alguma atmosfera de suspense. Eu não sei como passei tanto tempo sem nunca ter nem ouvido falar, estou pensando seriamente em colocá-lo no meu top5 de filmes de zumbi.</p>
<p style="text-align: justify">***</p>
<p style="text-align: justify">Mudando de assunto, continuo lendo <em>World War Z</em> (e continuo apaixonada) mas nesse meio tempo também pude dar uma conferida na adaptação para <a title="o pagador de promessas" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/05/22/o-pagador-de-promessas-hq/" target="_blank">HQ de O Pagador de Promessas</a> (muito boa!), e também n&#8217;<a title="o beijo das sombras" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2009/05/24/o-beijo-das-sombras-richelle-mead/" target="_blank">O Beijo das Sombras</a> de Richelle Mead (já leu todos os livros da Stephenie Meyer e ainda quer histórias de vampiro? Dá uma olhada nesse aí). Falei sobre eles lá no <a title="blog do meia palavra" href="http://blog.meiapalavra.com.br/" target="_blank">Blog do Meia Palavra</a>. E já que estou falando do Meia Palavra *e* da HQ de O Pagador de Promessas, estamos com uma <a title="50.000 posts" href="http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2998" target="_blank">promoção para quando chegarmos nos 50.000 posts</a>, dá uma passada lá para conferir <img src='http://www.anica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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