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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; horror</title>
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		<title>O Iluminado (Stephen King)</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 00:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo hotel tem fantasma, diz uma personagem de O Iluminado (do escritor norte-americano Stephen King) em determinado momento. O problema é que diz sem saber quais são os fantasmas que andam pelos corredores do Overlook, localizado em uma região que fica completamente isolada em tempos de nevasca. Jack Torrance e sua família (a esposa Wendy [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/03/O-Iluminado.jpg" alt="" width="229" height="328" />Todo hotel tem fantasma, diz uma personagem de <em>O Iluminado</em> (do escritor norte-americano Stephen King) em determinado momento. O  problema é que diz sem saber quais são os fantasmas que andam pelos  corredores do Overlook, localizado em uma região que fica completamente  isolada em tempos de nevasca. Jack Torrance e sua família (a esposa  Wendy e o filho Danny) vão passar o inverno no hotel, de modo a cuidar  dessse para que quando chegasse época de receber hóspedes novamente, ele  estivesse impecável.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é que King vai montando aos  poucos uma bomba relógio. O que acontecerá no Overlook durante o frio  não é mistério para o leitor, que a todo momento recebe elementos de uma  tragédia que está por vir: o homem contratado para o mesmo serviço de  Jack em um inverno anterior matou mulher e filhos. Jack tem problemas  com a bebida, e mais do que isso, simplesmente surta do nada – incluindo  no histórico o fato de ter quebrado o braço do filho uma vez. E somando  a tudo isso, temos Danny, o “iluminado”, que consegue ler mentes, ver  fantasmas e prever o futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5260"></span>É  interessante que King tenha conseguido escrever uma obra de horror tão  arrepiante quando foge do recurso típico das histórias do gênero,  famosas por assustarem pelo que não mostram, o que não contam. Em <em>O Iluminado</em> quanto mais se revela mais assustador ele fica. Jack em uma determinada situação encontra um <em>scrapbook</em> com histórias do Overlook, recheadas de mortes violentas o que de certa  forma nos apresenta aos fantasmas que rondarão os corredores do hotel.  Ou ainda no começo da estadia da família Torrance, quando o gerente  pergunta ao telefone como está Jack e ele diz irônico “Fique tranquilo  que ainda não matei minha esposa e filho, estou deixando isso para o fim  da estação quando estiver mais entediado”.</p>
<p style="text-align: justify;">E é realmente assustador, porque foge  também daquela máxima de que fantasmas não podem fazer nada contra você.  Os fantasmas do Overlook podem e fazem de tudo com as personagens da  história. E então outros elementos vão começando a contribuir para a  atmosfera de terror, como o barulho do elevador subindo e descendo  sozinho, ou mesmo quando até Wendy passa a escutar os fantasmas  circulando pelo hotel.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, acredito que <em>O Iluminado</em> seja um livro em dois: ele tem seus momentos de terror puro, que é  quando foca nos fantasmas, mas também de suspense, quando Jack começa a  enlouquecer e já sabemos o que estará por vir. Nesse segundo momento  Stephen King é genial, desenvolvendo uma narrativa de tirar o fôlego,  que mal dá tempo do leitor se recuperar e já coloca mais tensão nos  eventos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos que já conhecem o filme fica a  pergunta de qual é melhor, e eu acho que eles acabam sendo tão  diferentes que não tem muito como comparar. É quase como se Kubrick  tivesse aproveitado o básico do enredo de Stephen King e com isso fez a  versão para o cinema. Há diversos elementos do livro que ficaram de fora  (talvez por funcionar unicamente nos livros, como os topiários que  “protegem” o Overlook da estrada), e mais do que isso, a condução da  narrativa se dá de formas diferentes nas duas mídias.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso é difícil escolher o melhor entre filme e livro Mas quanto ao segundo, é certo que <em>O Iluminado</em> não deve nada às melhores histórias de fantasmas já escritas, e ainda  traz um ótimo suspense, que deve agradar a todos os fãs do gênero.</p>
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		<title>Atividade Paranormal 2</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Mar 2011 11:16:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem o Fábio perguntou se eu queria ver um filminho com ele, coisa que não fazemos desde setembro do ano passado. Aí topei, mesmo sendo Atividade Paranormal 2 (bom, eu tenho cá minhas reservas sobre os &#8220;2&#8243;1 , sabe como é). Já tínhamos visto o primeiro, que até deu uns bons sustos fora um erro [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2011/03/paranormalactivity2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5238" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="paranormalactivity2" src="http://www.anica.com.br/files/2011/03/paranormalactivity2.jpg" alt="" width="214" height="317" /></a>Ontem o Fábio perguntou se eu queria ver um filminho com ele, coisa que não fazemos desde setembro do ano passado. Aí topei, mesmo sendo <a title="atividade paranormal 2" href="http://www.imdb.com/title/tt1536044/" target="_blank">Atividade Paranormal 2</a> (bom, eu tenho cá minhas reservas sobre os &#8220;2&#8243;<sup><a href="http://www.anica.com.br/2011/03/06/atividade-paranormal-2/#footnote_0_5237" id="identifier_0_5237" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Para provar minha teoria, o melhor filme 2 de todos os tempos n&atilde;o &eacute; 2, &eacute; 5, que &eacute; O imp&eacute;rio contra-ataca. E De volta para o futuro 2 vem como a exce&ccedil;&atilde;o que comprava a regra, h&aacute;!">1</a></sup> , sabe como é). Já tínhamos visto o primeiro, que até deu uns bons sustos fora um erro e outro que agora eles teriam a oportunidade de arrumar, mas a verdade é que o segundo filme escorrega nos mesmos problemas do anterior, e é até um pouco mais chato.</p>
<p style="text-align: justify;">O que temos nessa história são os eventos que antecedem os ataques do demônio à casa de Micah e Katie, que vimos no primeiro filme. O foco agora é a família da irmã de Katie (Kristi), que acabou de ter um bebê. Nos primeiros dias da criança na casa, alguém invade a casa e faz a maior bagunça sem levar nada a não ser um colar que Katie tinha dado para a irmã. Kristi e o marido Daniel resolvem colocar câmeras por todos os cômodos, o que então começa a registrar as atividades paranormais.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5237"></span>O tal do demônio não começa sutilmente como foi com Micah e Katie, já chega tocando o horror (há, sem intenção do trocadilho!). Algumas cenas são bem fortes, mas a verdade é que o que me deixou com medo é que a atenção da entidade estava concentrada no bebê, Hunter. E bem, eu tenho um bebê em casa, que as vezes acorda no meio da noite chorando e adivinha se você não lembra disso na hora que o tal do Hunter acorda chorando? Sim, eu sei, é uma coisa idiota, especialmente agora de manhã, mas nas condições ideais de temperatura e pressão acabaram fazendo diferença.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(E adivinhe se hoje no meio da noite o Arthur não resolveu dar uma choradinha, só dar aquele friozinho na barriga da mãe dele, né? &gt;&lt;)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Mas fora isso, <em>Atividade Paranormal 2</em> é um filme fraco em todos os sentidos, sobretudo o terror. É muito tempo de lenga-lenga sem a ação do demônio, quebrando a tensão criada pela atividade noturna. E quiseram ser mais sutis em alguns detalhes, mas se você está meio desatento acaba passando batido e aí nem assusta (porta abrindo quando a pessoa não vê, móbile mexendo sozinho, mulher aparecendo atrás do cara e depois sumindo, etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">A explicação para o motivo pelo qual a entidade estava atacando a família de Kristi também é uma coisa meio sem pé e nem cabeça, o que acaba influenciando um pouco na quebra da tensão. Talvez o ideal é que não tentassem explicar e deixassem só o registro da atividade mesmo.  De qualquer forma, acreditem, conseguiram ideia para um <a title="atividade paranormal 3" href="http://www.imdb.com/title/tt1778304/" target="_blank">Atividade Paranormal 3</a>, que reza a lenda virá ainda esse ano. Se eu já tenho minhas reservas sobre os &#8220;2&#8243;, imagina os &#8220;3&#8243;.</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_5237" class="footnote">Para provar minha teoria, o melhor filme 2 de todos os tempos não é 2, é 5, que é O império contra-ataca. E De volta para o futuro 2 vem como a exceção que comprava a regra, há!</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>Demônio</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 23:33:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para vocês verem como é o tempo: coisa de uns dez anos atrás, se um filme chegasse com o nome M. Night Shyamalan, você botaria fé e correria para o cinema. Aí depois de tantos fracassos do diretor, quando sai algo dele você fica com aquele pé atrás de quem acha que tem mais o [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2011/01/MV5BMTgxMTI1OTY2N15BMl5BanBnXkFtZTcwMzY3NTU2Mw@@._V1._SY317_CR00214317_.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5144" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="Devil" src="http://www.anica.com.br/files/2011/01/MV5BMTgxMTI1OTY2N15BMl5BanBnXkFtZTcwMzY3NTU2Mw@@._V1._SY317_CR00214317_.jpg" alt="" width="214" height="317" /></a>Para vocês verem como é o tempo: coisa de uns dez anos atrás, se um filme chegasse com o nome M. Night Shyamalan, você botaria fé e correria para o cinema. Aí depois de tantos fracassos do diretor, quando sai algo dele você fica com aquele pé atrás de quem acha que tem mais o que fazer da vida do que ficar perdendo tempo com filme ruim.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi mais ou menos o que senti sobre Demônio (<a title="demônio" href="http://www.imdb.pt/title/tt1314655/" target="_blank">Devil</a> lá fora), que chegou no Brasil no final de novembro do ano passado. Ok, é só o roteiro, não foi dirigido pelo Shyamalan, mas de qualquer forma o nome dele está envolvido. Por isso, fiquei enrolando o máximo possível até que resolvi dar uma chance, já que pelo menos o enredo parecia bem legal: cinco pessoas presas em um elevador, sendo que uma delas é o demônio.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5143"></span>E sabe, as coisas começam bem. Temos dois elementos básicos conduzindo a trama: o pessoal preso no elevador e o policial que estava pelas redondezas investigando um suicídio e que passa a cuidar do caso do elevador. Aos poucos descobrimos que ninguém dentro do elevador é exatamente uma pessoa &#8220;do bem&#8221;, assim como descobrimos que o policial está se sentindo extremamente infeliz porque acabou de perder a mulher e o filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, a parte do policial eu achei meio forçada, dava para ter ficado sem tudo isso e o filme teria sido de mediano para bom. Mas toda a coisa da perda da esposa ficou meio forçada no final, e a conclusão em si foi de uma pieguice sem tamanho. Se o filme focasse apenas nas pessoas do elevador acredito que teria sido melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Até porque ali temos horror psicológico até bem interessante, que toma como base principalmente a situação em que temos que lidar com estranhos, pessoas que simplesmente não sabemos o que podem fazer. Quando isso se desdobra na paranóia, em que qualquer um pode ser o culpado, o suspense fica ainda melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como disse, infelizmente incluiram a história paralela do policial e a família. Eu não vou entrar em detalhes porque pode estragar algumas surpresas, mas quem viu eu tenho certeza de que há de concordar comigo sobre ter ficado meio forçado.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, não é algo que tenha sentido como uma perda de tempo total. E pelo que fiquei sabendo o filme faz parte de uma trilogia, <em>The Night Chronicles</em>, que mistura o sobrenatural com a vida urbana moderna. Negócio é ver se eles não estragam uma ideia boa nos outros filmes, né?</p>
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		<title>Ficção de Polpa Vol.1 (Vários)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Dec 2010 20:54:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de tudo uma história para ilustrar. Há uns anos fui assistir uma adaptação de Sonhos de uma noite de verão da FAP, dita como releitura modernizada. Esperei bastante para contar essa última parte para meu marido porque sabia que ele não iria gostar muito disso, e resolvi que o melhor momento era já no [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/files/2010/12/polpa1-350-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" />Antes de tudo uma história para ilustrar. Há uns anos fui assistir uma adaptação de <em>Sonhos de uma noite de verão</em> da FAP, dita como releitura modernizada. Esperei bastante para contar  essa última parte para meu marido porque sabia que ele não iria gostar  muito disso, e resolvi que o melhor momento era já no meio do caminho  para o teatro. A resposta dele foi um “Ah, não, vão colocar um Puck  repentista na peça!”. Não, não colocaram. A peça foi excelente mas isso  não vem ao caso. O que importa disso é um sintoma da criação artística  no Brasil: esta necessidade de colocar as ditas “cores” nacionais em  tudo que se faz, como se apenas isso validasse o que foi criado como  algo “brasileiro”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="ficção de polpa" href="http://www.naoeditora.com.br/catalogo/ficcao-de-polpa-volume-1/" target="_blank"><em>Ficção de Polpa</em></a> da Não Editora chega justamente para desmentir essa ideia. Ao convidar  vários escritores para formar a coletânea, a proposta segundo (Samir  Machado de Machado na introdução) era esta: criar um conto de ficção  científica, fantasia ou horror com completa liberdade temática. E os  autores souberam aproveitar essa liberdade sem usar o conto como “meio”  para apresentar brasilidades, eles fazem ficção brasileira, e de  qualidade – sem a artificialidade de elementos inclusos única e  exclusivamente para dizer que bem, é ficção feita no Brasil.<span id="more-5030"></span>Notei dois  padrões na maior parte dos textos: eles tendem mais ao horror (que eu  adoro), e grande parte deles fogem de situar o espaço. Quanto ao segundo  ponto, é possivel incluir também o fato de que muitas vezes não temos  os nomes das personagens. Então são histórias que podem se passar em  qualquer lugar. O que é excelente em se tratando de horror, porque  tomando os ensinamentos da Escola Allan Poe (há!) de Horror, o texto não  pode ter excessos que distraiam o leitor do efeito que se quer causar.  Se o escritor foca seus esforços em situar a personagem em um lugar  específico, ele já terá perdido o leitor para quando for partir para a  descrição desse local – que é muito mais relevante em histórias de  terror, a questão da imagem perturbadora a ser criada como um grande  quadro assustador.</p>
<p style="text-align: justify;">O legal no caso de Ficção de Polpa é que  os autores que recorrem à brasilidades o fazem de modo sutil, como um  elemento que faz parte da história. Há coesão, não há estranhamento.  Como no caso de <em>Cabeça-de-Arroz</em> (Annie Piagetti Müller), cuja  protagonista em dado momento revela que roubava arroz da despensa da  “madame”; ou ainda no conto de abertura, <em>O homem que criava fábulas</em> (Samir Machado de Machado), onde é dito que o casal criador de fábulas  tinha horror aos sem-terra. São apenas detalhes, que enriquecem a  história, com um propósito além de simplesmente tentar marcar que é um  conto que se passa no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o que temos em mãos é uma  coletânea para agradar com absoluta certeza qualquer fã do gênero. É  divertido e gostoso de ler, do começo ao fim. Alguns contos se destacam,  como sempre acontece em uma coletânea, mas todos estão em um nível de  bom para excelente. E há horror mesmo, e aqueles desfechos no estilo  “tapa-na-cara” que vemos escritores como Ray Bradbury fazer. Seria  injusto apontar favoritos, mas eu diria que <em>Carne</em> (Guilherme Smee) e <em>Os internos</em> (Gustavo Faraon) estão entre os que mais gostei. <em>O fígado</em> (Silvio Pilau) é simplesmente hilário, e <em>O Desvio</em> (Antônio Xerxenesky) vem lá cheio das referências que eu tanto gosto  (“Narciso acha feio o que não é espelho”? Não sei, mas gosto de  reconhecer meu universo cultural nas histórias).<em></em></p>
<p style="text-align: justify;">Eu adoraria falar um pouco de cada um,  porque realmente gostei de todos. Porém, acredito que parte da graça é  também ir se surpreendendo aos poucos, então vou deixar alguns para  vocês descobrirem. Mas acredite, vale a pena ler todo o <em>Ficção de Polpa</em>,  inclusive a “faixa bônus”, com um conto de Lovecraft. É a melhor  resposta que já consegui encontrar para a pergunta “É possível fazer  ficção especulativa no Brasil?”. Sim, é. E das boas. E o bacana é que  encarnando o espírito das revistas <em>pulp</em> que inspiraram o  projeto, o livro é bem baratinho (R$15,00) e a capa é muito legal,  lembrando justamente essas revistas. Se você gosta de horror, corre lá  no site da Não Editora e garanta o seu, porque dá para dizer sem medo  que tem gente nova no pedaço, e eles são de primeira.</p>
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		<title>Hell House (Richard Matheson)</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 16:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado em 1971 e sendo relançado agora no Brasil pela Editora Novo Século, Hell House foi escrito por Richard Matheson, o mesmo autor de Eu sou a lenda. E assim como Eu sou a lenda já ganhou versões para o cinema, eu só vi uma, mas bem, já nem lembro mais a razão, mas sei [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/11/hellhouse37.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4933" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="hellhouse37" src="http://www.anica.com.br/files/2010/11/hellhouse37-197x300.jpg" alt="" width="197" height="300" /></a>Publicado em 1971 e sendo relançado agora no Brasil pela Editora Novo Século, <em>Hell House</em> foi escrito por Richard Matheson, o mesmo autor de <a title="eu sou a lenda" href="http://www.anica.com.br/2006/08/01/vampiros/" target="_blank"><em>Eu sou a lenda</em></a>. E assim como <em>Eu sou a lenda</em> já ganhou versões para o cinema, eu só vi uma, mas bem, já nem lembro mais a razão, mas sei que não curti <a title="a casa da noite eterna" href="http://www.imdb.com/title/tt0070294/" target="_blank">A Casa da Noite Eterna (1973)</a>, dei três estrelinhas só. Então não tinha lá muitas expectativas sobre o livro, apesar de várias pessoas estarem lendo e elogiando.</p>
<p style="text-align: justify;">E o bom de não ter expectativas é que é possível se surpreender. Gostei muito do livro e colocaria fácil em uma lista de melhores histórias de fantasma que já li. Não só pelo fator assustador da história, mas pelo modo como Matheson desenvolve a narrativa, que foi muito bem sacado. Um grupo com quatro pessoas vai investigar uma mansão assombrada: um físico, a esposa dele, uma médium e um rapaz que conseguiu escapar da mansão anos antes.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4932"></span>Eles precisam passar uma semana na casa para provar para um ricaço se existe ou não vida após a morte. Obviamente, cada um deles têm uma visão bem formada sobre o que vão buscar na Mansão Belasco, portanto logo que entram já tendem a receber os fenômenos de acordo com suas ideias. Por exemplo, Dr. Barrett (o físico) não nega que cadeiras de balanço estão se mexendo sozinhas &#8211; ele só tem sua própria explicação científica para tal.</p>
<p style="text-align: justify;">É o tipo de coisa que rende momentos bem assustadores (e marcantes), especialmente quando vamos nos aproximando mais do final do livro e o que é melhor, deixa a pergunta sobre se são fantasmas mesmo ou não em suspenso para o leitor. Porque o foco da narrativa vai variando entre os quatro, fazendo com que os fenômenos sejam vistos com a interpretação deles para os eventos. Foi realmente uma saída muito bem sacada para a questão da assombração.</p>
<p style="text-align: justify;">E além disso, é claro, tem a questão de ser uma ótima história de horror. Algumas passagens são bem fortes, e a casa em si parece tornar-se uma personagem, no melhor estilo <em>A Queda da Casa de Usher</em> de Allan Poe. Aliás, tem uma referência ao Poe na história, então não acho que seja muito absurdo dizer que Matheson bebeu na fonte do terror de Poe para escrever a história, fazendo da loucura e o descontrole uma das maiores causas do medo.</p>
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		<title>Two Thousand Maniacs! (1964)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 17:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[two thousand maniacs]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem filme que volta e meia é citado em lista de referências e favoritos de pessoas que você considera ter bom gosto, ou ainda, que fazem filmes que você gosta. É o caso de Faster, Pussycat! Kill! Kill!, sobre o qual comentei brevemente tem coisa de um mês. Agora finalmente tive a oportunidade de conferir [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-4750" href="http://www.anica.com.br/2010/09/09/two-thousand-maniacs-1964/2000maniacs/"><img class="size-full wp-image-4750 alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" title="2000maniacs" src="http://www.anica.com.br/files/2010/09/2000maniacs.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Tem filme que volta e meia é citado em lista de referências e favoritos de pessoas que você considera ter bom gosto, ou ainda, que fazem filmes que você gosta. É o caso de <a title="faster" href="http://www.anica.com.br/2010/08/09/insanidade/" target="_blank">Faster, Pussycat! Kill! Kill!</a>, sobre o qual comentei brevemente tem coisa de um mês. Agora finalmente tive a oportunidade de conferir Two Thousand Maniacs!<sup><a href="http://www.anica.com.br/2010/09/09/two-thousand-maniacs-1964/#footnote_0_4749" id="identifier_0_4749" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="eu n&atilde;o tenho certeza se o t&iacute;tulo brasileiro ficou como Man&iacute;acos mesmo">1</a></sup>, produção de 1964 com roteiro e direção de Herschell Gordon Lewis.</p>
<p style="text-align: justify;">É aquela coisa, você espera uma certa inocência de filmes anteriores a década de 70. Inocência não no sentido do horror em si (oi, <a title="os inocentes" href="http://www.imdb.com/title/tt0055018/" target="_blank">Os Inocentes</a>, <a title="13 fantasmas" href="http://www.imdb.com/title/tt0053559/" target="_blank">13 Fantasmas</a> e <a title="a casa dos maus espíritos" href="http://www.imdb.com/title/tt0051744/" target="_blank">A Casa dos Maus Espíritos?</a>), mas mais na ausência do gore. Eu pelo menos fico com a impressão que as coisas eram mais sutis, ficava mais naquela coisa de você imaginar do que você de fato ver as cenas cheias de sangue. Talvez por isso <em>Two Thousand Maniacs!</em> tenha me surpreendido (positivamente, é claro).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4749"></span>A história é até meio boba. Tem lá seis pessoas que são conduzidas até uma cidadezinha que está comemorando um centenário (imagina-se que seja o da cidade, certo?). O negócio é que não trata-se de um mistério, mas um filme de terror, então logo de cara quem está assistindo fica sabendo o que é o tal do centenário: para se vingar de um massacre na época da <a title="guerra de secessão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Secess%C3%A3o" target="_blank">guerra de secessão</a>, uma cidade inteira pega seis pessoas vindas do norte para que sejam torturadas e mortas no sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Lógico, os turistas do norte não ficam sabendo disso logo de cara, o que acaba causando até uma certa ironia como quando do primeiro assassinato, no qual a vítima acaba virando carne do churrasco que os outros vão participar. E no meio disso tudo muito sangue, membros decepados e gritos, como eu pelo menos não recordo ter visto em filmes da época. As atuações são sofríveis (o casal de protagonista chega ao extremo da tosquice), mas no final das contas acabam colaborando para fazer de <em>Two Thousand Maniacs!</em> uma experiência bem divertida.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez o único porém seja a cena de maltrado ao gatinh&#8230; ok, estou brincando (embora eu realmente não goste disso, blé!). Mas o filme peca um pouco na conclusão. Aquela velha história: horror dos bons acaba no clímax, você não prolonga a história. Ali temos o clímax e depois toda uma enrolaçãozinha, que até valeria a pena se fosse melhor conduzida, digamos assim.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é, se você assiste para se divertir, é uma boa pedida. Fiquei sabendo de continuações (inclusive uma com Robert Englund), mas hum, fica sempre aquele pé atrás quando a tal da continuação já é de 2000 e pouco. Aquela coisa, você espera muito mais de um filme moderno. Em tempo: enquanto eu escrevia a conclusão do post me dei conta de que estava sendo injusta com o <a title="blood feast" href="http://www.anica.com.br/2008/12/16/blood-feast/" target="_blank">Blood Feast</a>, também do Gordon Lewis, mas lançado um ano antes (e muito, muito ruim!).</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_4749" class="footnote">eu não tenho certeza se o título brasileiro ficou como Maníacos mesmo</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>The Human Centipede (First Sequence)</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 15:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema europeu]]></category>
		<category><![CDATA[first sequence]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[the human centipede]]></category>

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		<description><![CDATA[O que esperar de um filme cujo título traduzido seria A centopéia humana? Tosquice, certo? Estávamos para assistir já tem quase dois meses, mas sempre acabávamos desistindo por conta de algum programa da tv a cabo ou outro filme que não prometesse tanta tosqueira. Juro, eu achava que veria um terror levezinho, tendendo mais pelo [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a rel="attachment wp-att-4672" href="http://www.anica.com.br/2010/08/21/the-human-centipede-first-sequence/the-human-centipede/"><img class="alignright size-medium wp-image-4672" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/2010/08/The-Human-Centipede-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" /></a>O que esperar de um filme cujo título traduzido seria A centopéia humana? Tosquice, certo? Estávamos para assistir já tem quase dois meses, mas sempre acabávamos desistindo por conta de algum programa da tv a cabo ou outro filme que não prometesse tanta tosqueira. Juro, eu achava que veria um terror levezinho, tendendo mais pelo <em>terrir</em> para ser sincera &#8211; algo como aquele <a title="o ataque dos tomates assassinos" href="http://www.imdb.com/title/tt0080391/" target="_blank">O Ataque dos Tomates Assassinos</a>, mas bem, a verdade é que não tem nada de comédia em <a title="the human centipede" href="http://www.imdb.com/title/tt1467304/" target="_blank">The Human Centipede (First Sequence)</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Dirigido pelo holandês Tom Six e ganhador de alguns prêmios em festivais de terror, a história tem um começo meio inconstante: primeiro vemos um homem contemplando uma imagem de três cachorros e então atacando um caminhoneiro que parou na beira da estrada. Ok, isso promete. Mas logo após essa sequência, passamos para a apresentação do que seriam as protagonistas da história, duas amigas viajando pela Europa (e aí somando ao plot de <a title="hostel" href="http://www.imdb.com/title/tt0450278/" target="_blank">O Albergue</a> logo chegamos a conclusão que viagens pela Europa são perigosas, ahn?). Elas estão no meio do nada a caminho de uma festa quando o pneu do carro fura e eis que elas acabam parando para pedir socorro na casa do sujeito que atacou o caminhoneiro.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4671"></span>É aí que o filme <em>realmente</em> começa. Logo descobrimos que o sujeito é um médico especializado em separar gêmeos siameses. E que bem, ele é meio lelé, digamos assim. Ele está trabalhando em um projeto para fazer o oposto do trabalho pelo qual é reconhecido, no caso unir corpos. Sim, os três cachorros da foto do começo do filme estão unidos através de uma operação realizada pelo médico maluco. E por médico maluco pense em filhodaputa de maluco. Aquela coisa básica do clichê: sádico, pouco se importando com as vítimas, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify">Você passa um momento achando que será mais suspense que horror, e que veremos aí uma história de duas americanas tentando escapar do <em>Herr Doktor</em>, mas hum, más notícias, as coisas não ficam bem por aí. E é bem esse elemento que fez diversas pessoas abandonarem as salas de cinema durante a exibição, e reza a lenda que algumas vomitaram enquanto assistiam. O que Tom Six faz com a ideia da centopéia humana é mostrar de menos mas dar muito material para a imaginação de quem está vendo.</p>
<p style="text-align: justify">Eu não quero me prolongar muito sobre isso caso contrário eu estaria contando o filme todo e aí você nem precisaria assistir. Mas digamos que é bizarro, é nojento, é provavelmente muito pior do que qualquer um desses horrores que envolvem tortura (como <em>O Albergue</em>, que acabei de comentar). Mas talvez valha a pena conferir justamente por pensar em como é possível uma história causar tanta repulsa sendo que realmente acaba lidando mais com sugestão do que com o visual.</p>
<p style="text-align: justify">Eu fui pesquisar sobre o filme e fiquei sabendo que está prevista uma sequência, que aí sim seria bem mais visual. Aí eu já não sei se seria tão legal, pode ficar só nojento e bem, escatologia por escatologia vai lá e vê <em>two girls one cup</em> que eu acho que o efeito dá na mesma. E para quem ficou frustrado ao descobrir que o filme não é terrir, vale a pena acompanhar <a title="lol" href="http://www.imdb.com/title/tt1467304/board/nest/163196296?p=1" target="_blank">esse tópico no fórum do imdb</a> após assistir ao filme. Alguns posts são impagáveis, sério.</p>
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		<title>A Maldição do Demônio (1960)</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 13:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[a maldição do demônio]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[la maschera del demonio]]></category>
		<category><![CDATA[mario bava]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, vamos começar pelo título do filme, até para evitar confusões. Aqui no Brasil deve existir uma penca de &#8220;maldições do demônio&#8221;, mas eu estou adotando a tradução tal como consta no IMDb. Se foi livre, se é oficial, eu não posso dizer. A única coisa que posso ajudar para que você não procure pelo [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/07/lamaschera.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4496" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/lamaschera-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /></a>Ok, vamos começar pelo título do filme, até para evitar confusões. Aqui no Brasil deve existir uma penca de &#8220;maldições do demônio&#8221;, mas eu estou adotando a tradução tal como consta no IMDb. Se foi livre, se é oficial, eu não posso dizer. A única coisa que posso ajudar para que você não procure pelo filme errado é dar o título original, <a title="la maschera del demonio" href="http://www.imdb.com/title/tt0054067/" target="_blank">La maschera del demonio</a> (até porque mesmo em inglês ele tem vários títulos, hehe). Esta produção italiana é de 1960, dirigida por Mario Bava e levemente baseada em um conto de Gogol chamado <a title="viy" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Viy_%28story%29" target="_blank">Viy</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Eu gosto de filmes antigos de terror, mas às vezes por serem &#8220;inocentes&#8221; demais acho que acaba faltando justamente o elemento &#8220;horror&#8221; na história. Não que isso seja uma regra, alguns dos melhores que vi são os mais antigões (como <a title="os inocentes" href="http://www.imdb.com/title/tt0055018/" target="_blank">Os Inocentes</a>, citado recentemente nos comentários aqui do Hellfire, ou ainda <a title="a casa mal assombrada" href="http://www.imdb.com/title/tt0051744/" target="_blank">A Casa Mal Assombrada</a>). Mas sabe como é, às vezes você acaba se decepcionando com a falta de cenas realmente assustadoras.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4495"></span>O engraçado é que pensando bem, <em>A Maldição do Demônio</em> não é realmente assustador. Mas é tão bem feito que você até acabaria indicando para algum amigo que é fã do gênero. O enredo é sobre uma bruxa e seu ajudante<sup><a href="http://www.anica.com.br/2010/07/11/a-maldicao-do-demonio-1960/#footnote_0_4495" id="identifier_0_4495" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="curiosidade: na vers&atilde;o original, &eacute; a bruxa e o irm&atilde;o. Acabaram tirando a rela&ccedil;&atilde;o incestuosa nas dublagens em ingl&ecirc;s">1</a></sup> que amaldiçoa uma família, jurando retornar para destrui-la. Aqui é meio misturado elementos de satanismo e vampirismo, mas de uma forma bem interessante: aquela parte da manhã na qual o vampiro precisa se esconder do sol (típico das lendas, certo?) ele realmente está morto, apodrecido &#8211; não tem aquela coisa &#8220;romântica&#8221; de parecer só alguém dormindo.</p>
<p style="text-align: justify">Lógico, tem algumas coisas meio bobinhas, como o médico se apaixonando pela princesa e praticando atos heróicos em nome do amor (gasp!). Mas fora isso, tudo funciona bem, especialmente no que diz respeito à bruxa &#8211; desde as cenas iniciais da maldição (narrada em off, envolvendo Inquisição e uma máscara cheia de pregos por dentro) até à conclusão. O tom que persiste não é exatamente o de horror, mas o mistério está sempre ali, de forma envolvente.</p>
<p style="text-align: justify">Por algumas críticas que li por aí, bastante gente dá valor à parte estética do filme, o que é realmente algo a se notar. Aquela coisa: em um tempo sem computação gráfica, eles conseguem alguns efeitos que mesmo hoje em dia não são tão bem feitos (a parte da bruxa em contato com a princesa é realmente impressionante). E uou, reza a lenda que é o filme de horror favorito do Tim Burton, que tal heim?</p>
<p style="text-align: justify">No final das contas não entra naquela lista de filmes assustadores, mas vale a pena ver pelo suspense e pelo capricho que nem sempre são típicos de filmes assim. Além do mais, em tempos em que o pessoal tem focado mais em remakes do que em algo original, vale a pena ver alguma coisa saindo da mesmice como é o caso, não?</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_4495" class="footnote">curiosidade: na versão original, é a bruxa e o irmão. Acabaram tirando a relação incestuosa nas dublagens em inglês</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>Horror espanhol</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 19:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[exorcismo]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>
		<category><![CDATA[quem pode matar uma criança?]]></category>

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		<description><![CDATA[Então que segui a sugestão do Jedan e assisti Quem pode matar uma criança? (no original, ¿Quién puede matar a un niño?). Eu não vou escrever um post dizendo que estou surpresa, porque a verdade é que há muito que tenho percebido o quanto eles mandam bem quando o assunto é horror. Vocês sabem, um [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/06/wckac1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4461" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/wckac1-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a>Então que segui a sugestão do Jedan e assisti <a title="quem pode matar uma criança?" href="http://www.imdb.com/title/tt0075462/" target="_blank">Quem pode matar uma criança?</a> (no original, <em>¿Quién puede matar a un niño?</em>). Eu não vou escrever um post dizendo que estou surpresa, porque a verdade é que há muito que tenho percebido o quanto eles mandam bem quando o assunto é horror. Vocês sabem, um dos meus filmes favoritos é uma produção hispano-mexicana, <a title="espinha do diabo" href="http://www.imdb.com/title/tt0256009/" target="_blank">A Espinha do Diabo</a>. E tem pouco tempo chegou <a title="[rec]" href="http://www.imdb.com/title/tt1038988/" target="_blank">[REC]</a>, que até ganhou uma versão americana, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify">Enfim, não foi surpresa. Mas ao mesmo tempo, <em>Quem pode matar uma criança?</em> surpreende pelo modo como lida com a ideia de horror. O filme é de 1976 e começa com uma sequência de trechos de documentários e reportagens mostrando guerras e as consequências dessas para as crianças. Muda então para um casal em férias que decide visitar uma pequena ilha na região, e quando chegam lá descobrem que não há adultos no lugar.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4460"></span>Ok, você é espertinho e sabe juntar o título com essas informações, e sabe o que vem a seguir. O fato é que seja lá qual for a razão (a explicação não fica clara no filme), as crianças passaram a atacar os adultos, por isso a ilha só é habitada por elas no momento em que o casal chegue. Mas aqui vem o que comentei sobre como a ideia de horror é trabalhada. Para começar, a ambientação. Temos aquele conceito fácil do horror acontecendo à noite, em tempestade, no frio. Enfim, aqui temos o oposto. É uma ilha, e antes mesmo de perceberem que lá só vivem crianças, o casal se dá conta do calor dos infernos.</p>
<p style="text-align: justify">E esse calor vai tomar conta de toda a história, do começo ao fim &#8211; dando ênfase para o clima claustrofóbico em cenas típicas de filme de horror nas quais os mocinhos tentam fugir se encondendo em um quarto, por exemplo. E mais do que isso, a própria ideia de tornar as crianças os vilões &#8211; sim, eu sei, eu vi <a title="children of the corn" href="http://www.imdb.com/title/tt0087050/" target="_blank">Colheita Maldita</a> também, mas vamos lembrar que tem um intervalo de quase 10 anos entre o lançamento espanhol e o americano &#8211; acaba criando a ideia genial que é a que dá título para o filme: quem é que pode matar uma criança? Como reagir?</p>
<p style="text-align: justify">Muito bom, mesmo. Foge da mesmice e desenvolve a tensão de um modo muito interessante. O mesmo não pode ser dito do também espanhol <a title="exorcismo" href="http://www.imdb.com/title/tt0071478/" target="_blank">Exorcismo</a>. De 1975, o filme peca um pouco na montagem da narrativa em si. O começo parece ter sido feito às pressas, com um evento correndo atrás do outro sem muita chance de desenvolver bem personagens e afins: Leila participa de um ritual satânico (wtf!) e é possuída por um demônio. Entre o ritual e a possessão de fato temos muito blablabla, incluindo um irmão que pega a empregada, um motorista alemão meio taradão, crimes acontecendo na família, etc.</p>
<p style="text-align: justify">E com tanta enrolação, o que acaba acontecendo é que você pode passar uns 40 e tantos minutos achando que é só uma história de assassinato e que o culpado é o motorista taradão, mas eis que tchans, finalmente começa a parte de possessão e a coisa engrena. Quanto a isso ficou realmente legal, uma pena que tenham dedicado uma parte tão pequena do filme para isso. De qualquer modo, acho que pelos minutos finais, o pessoal que é fã de filmes do tipo pode acabar pelo menos se divertindo.</p>
<p style="text-align: justify">De qualquer modo, para quem está meio sacudo com o horror que tem saído lá das terras do Tio Sam, vale a pena ficar atento aos espanhóis. E não precisa necessariamente sair cavocando produções dos anos 70, mesmo atualmente esse pessoal tem mandado muito bem, como comentei acima. E por favor, fujam desses remakes americanos. Se é para ver o que eles estão fazendo, que seja o original, certo?</p>
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		<title>Festa estranha com gente esquisita</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 13:57:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[heartless]]></category>
		<category><![CDATA[herança paranormal]]></category>
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		<category><![CDATA[romero]]></category>
		<category><![CDATA[survival of the dead]]></category>
		<category><![CDATA[the signal]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu era até bem tolerante sobre filmes de terror, pensava assim &#8220;ok, você sabe que está vendo algo que serve para se divertir, então não vá cobrar genialidade do entretenimento&#8221;. Mas depois de uma série de filmes maizomeno eu fico pensando aqui, se as boas opções estão se esgotando ou se os hormônios zoados da [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2010/06/horror_movie.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4433" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/horror_movie-300x182.jpg" alt="" width="300" height="182" /></a>Eu era até bem tolerante sobre filmes de terror, pensava assim &#8220;ok, você sabe que está vendo algo que serve para se divertir, então não vá cobrar genialidade do entretenimento&#8221;. Mas depois de uma série de filmes maizomeno eu fico pensando aqui, se as boas opções estão se esgotando ou se os hormônios zoados da gravidez estão esculhambando meu gosto para filmes, não só comida. Não é que eu tenha odiado, mas faz tempo que não vejo um filme e me empolgo um monte pensando &#8220;Uou, tenho que indicar esse para um amigo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Enfim, vamos a um esquema meio pá-pum, checando o que vi até o momento. Eu queria fazer uma menção honrosa ao <a title="valhalla rising" href="http://www.imdb.com/title/tt0862467/" target="_blank">Valhalla Rising</a>, que embora não seja de terror é tão bizarro que quase parece um. Lembrei na hora da imagem que eu tinha de filme europeu antes de começar a assisti-los, era exatamente aquilo, hehe. Mas ok, vamos à lista.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-4432"></span><a title="the signal" href="http://www.imdb.com/title/tt0780607/" target="_blank"><strong>The Signal</strong></a>: Uma transmissão misteriosa faz com que as pessoas fiquem violentas. A história é contada sob três pontos de vista, de personagens que tem relação entre si: a garota, o namorado e o amante. É esquisitão e tem alguns momentos impagáveis como a festa de ano novo com um cadáver, mas acaba perdendo o pique quando chega mais próximo da conclusão. Achei que rolaria um twist básico na história, mas não é bem isso. Vale pela curiosidade. Não sei se saiu aqui no Brasil, a produção é de 2007.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="the skeptic" href="http://www.imdb.com/title/tt0493451/" target="_blank"><strong>Herança Paranormal</strong></a>: O título original é &#8220;The Skeptic&#8221; (o cético) e cheirava tão forte aos clichês de filme de horror que tinha tudo para ser bacana. Sujeito cético (há, por isso o título) herda uma casa de uma tia que odeia. Descobre logo depois que a casa é mal assombrada e então o rapaz começa a rever seus conceitos sobre o sobrenatural. Esse aqui tem o tal do twist no final, mas ele meio que esculhamba a história que já estava meio maizomeno. Produção de 2009, deve ter saído direto em dvd aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="survival of the dead" href="http://www.imdb.com/title/tt1134854/" target="_blank"><strong>Survival of the Dead</strong></a>: Eu ia escrever um post só sobre o filme, mas a verdade é que fiquei tão decepcionada, mas tão decepcionada que não conseguiria sair de um parágrafo, no qual diria como Romero está estragando uma trilogia perfeita com filmes ruins como esse ou Terra dos Mortos. Aqui, um grupo tenta se esconder em uma ilha e descobrem que lá as pessoas decidiram manter os zumbis vivos e &#8220;sob controle&#8221;. Parece que Romero viu <a title="fido" href="http://www.anica.com.br/2007/10/02/fido/" target="_blank">Fido</a>, gostou, mas não sacou bem a história e aí fez isso.  Eu dormi nos minutos finais, sério. Fuja. É de 2009, aparentemente sem previsão de estreia no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="heartless" href="http://www.imdb.com/title/tt1220214/" target="_blank"><strong>Heartless</strong></a>: Esse aqui ganhou o prêmio da bizarrice. O pior é que até que é legal, sério. Rapaz de rosto marcado por uma mancha em forma de coração jura que começou a ver demônios nas ruas de Londres. E aí que ele acaba encontrando uma chance de ter um rosto &#8220;normal&#8221;, o que pode lhe custar um pouco caro. Tem o Jim Sturgess de <a title="across the universe" href="http://www.anica.com.br/2008/10/10/across-the-universe/" target="_blank">Across the Universe</a> no papel principal, e surpresa! Também tem twist no final. Aqui não chega a comprometer, mas é até bem previsível. Filme interessante, não sei se sai aqui no Brasil, mas vale a pena procurar, nem que seja pela curiosidade.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="martin" href="http://www.imdb.com/title/tt0077914/" target="_blank"><strong>Martin</strong></a>: Mais um do Romero, mas esse aqui pelo menos é curioso. Rapaz que acredita ser um vampiro (Martin) vai viver na casa de um primo que está disposto a destrui-lo. O legal aqui é mais pela apresentação da figura do vampiro, sem grandes pirações e mais próxima da realidade, digamos assim. Mas é um filme esquisito com alguns momentos meio &#8220;WTF?&#8221;, vale principalmente para quando Martin liga para uma rádio local para contar sobre suas experiências sob o apelido de &#8220;O Conde&#8221;. Interessante, pelo menos não lembra o lixo recente que foi Survival of the Dead. E bem, é Romero lidando com outro tipo de monstro, né?</p>
<p style="text-align: justify">A saber, comecei a ver a continuação de Abismo do Medo (<a title="the descent 2" href="http://www.imdb.com/title/tt1073105/" target="_blank">The Descent 2</a>) mas larguei mão na primeira meia hora. Esse sim, ruim de danar. E o pior que até que começava de uma ideia bacana, poderia ter dado certo.</p>
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