• Noturno (Guillermo Del Toro e Chuck Hogan)

    Eu não me canso de comentar aqui que um dos meus filmes de terror preferidos de todos os tempos é A Espinha do Diabo, com roteiro e direção do Guillermo Del Toro. E tem um dos filmes mais bacanas que vi recentemente que também carrega a assinatura do Del Toro, O Labirinto do Fauno. Então é natural que eu tenha ficado extremamente curiosa sobre o tal do “livro de terror de Guillermo Del Toro”, certo? Poisé, acabei encomendando The Strain (que chegou nessa semana nas livrarias brasileiras como Noturno), fazendo essa pequena equação na minha cabeça: imagens horripilantes no cinema + bons sustos no cinema = certeza de que na literatura será assim.

    Bem. Não é bem assim. É uma obra muito legal, e dá para dizer que pelo menos uns dois terços dela pegam fogo e fazem você devorar todas as páginas. Mas chega para o final e perde o gás. É quase como se fosse uma montanha-russa cheia de loopings que acaba numa sequência meio boba de retas. O resto desse post eu vou dividir em dois tópicos: PARA OS QUE SABEM QUEM SÃO OS VILÕES DO LIVRO e PARA QUEM NÃO FAZ A MENOR IDEIA DE QUEM SÃO OS VILÕES DO LIVRO. Para Noturno ser uma experiência bacana, eu acho fundamental que você tente buscar menos informações possíveis sobre o livro quando for ler, então caso se enquandre no segundo caso, leia só essa parte. MESMO.

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  • 2001: Uma Odisseia no Espaço (Arthur C. Clarke)

    Eu não sei quantos de vocês já viram o filme de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisseia1 no Espaço. Reza a lenda que é o melhor filme de ficção científica de todos os tempos, opinião que eu não posso contrariar uma vez que essa nem é minha praia. Verdade seja dita, essa nunca foi minha praia. O fato de viver com um nerd acaba trazendo certas consequências, e uma delas é de quando em quando ler um sci-fi. Mas ok, eu acho que fico ali com o Philip K. Dick mesmo, não me leve à mal Arthur C. Clarke.

    Nada contra espaçonaves e afins. É só que é descritivo demais. Obviamente eu fico pasma ao constatar que o cara conseguiu “profetizar” muito do que viria no campo das viagens espaciais, mas quando eu leio um livro eu espero mais do que a descrição de um quadro, digamos assim. E antes que comecem a atirar pedras: eu gostei do livro. Só não achei que seja um daqueles que mudaram minha vida após a leitura. Li porque a narrativa flui bem, porque tinha curiosidade e porque, diabos! Porque dizem que o livro explica aquele final wtf do filme.

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    1. sou só eu ou vocês também acham estranho o título pós-reforma ortográfica? []

  • How to Survive a Horror Movie

    howtosurvive(All the Skills to Dodge the Kills, por Seth Grahame-Smith)

    Aviso desde o princípio que não adianta, esse livro é para os fãs dos filmes de terror. Ou pelo menos para quem já assistiu meia dúzia de clássicos do gênero, como as séries A Hora do Pesadelo, Sexta-Feira 13 e Poltergeist, ou outros títulos famosos como O Iluminado e O Sexto Sentido. Caso contrário, passe longe porque o livro soará tipo piada interna, da qual você é a parte que está por fora e não entenderá absolutamente nada.

    Recado dado, vamos comentar sobre o livro então. Escrito por Seth Grahame-Smith, trata-se de um guia de sobrevivência para aqueles que de algum modo foram parar no que o autor chama de Terrorverse. O humor do livro é construído a partir de clichês dos filmes de terror, mais ou menos como aqueles que listei aqui no ano passado e lógico, nas ótimas tiradas do Grahame-Smith quando mistura horror com o mundo real.

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  • Pá-pum cinéfilo (parte III)

    Minhas férias acabaram e acabei reduzindo o ritmo das sessões de filmes, mas ainda assim dá para fazer pelo menos um último Pá-pum cinéfilo (ou fazer uma categoria disso, vá saber). Lembrando que aqui você poderá encontrar a primeira parte dos comentários e aqui a segunda parte. Dois mais antigos na lista, duas barbadas do Oscar desse ano e um Del Toro de lambuja porque vocês sabem, adoro filme baseado em gibi. Comecemos então.

    wall_e Wall.E (2008): Desde que essa animação chegou aos cinemas eu tive ‘n’ oportunidades de assisti-la, mas por alguma razão sempre deixava para lá. Não era por falta de vontade de ver, porque TANTA gente elogiava que era óbvio que não era ruim. E não é mesmo. Pelo contrário, é excelente. Daquelas histórias inocentes e fofas, com personagens que cativam pelas ações, não pelas palavras (até porque o filme quase não tem diálogos). É impossível não se encantar pelo robozinho e pelas pessoas e máquinas que ele encontra (até mesmo o vilão uma espécie de HAL 9000. E o melhor: apesar da mensagem ecológica, não é piegas (ou pelo menos não no nível vergonha alheia da pieguice). Primeiro nota 10 que esse ano, na minha opinião e barbada para Oscar de melhor animação.

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  • Pá-pum cinéfilo (parte II)

    Ontem eu comecei uma lista com breves comentários sobre os filmes que assisti agora em janeiro (férias, iei!), mas resolvi dividir a lista em duas partes para que não ficasse um texto muito longo (daqueles que ninguém lê, menos a Roberta para quem sempre dedicarei meus posts mais compridos). Se você chegou agora através de Google ou algo que o valha, a primeira parte dos comentários está aqui. Então sem mais enrolações, vamos lá para o Pá-pum cinéfilo parte II.

    myblueberrynights_posterUm Beijo Roubado (2007): Sabe aqueles filmes bonitinhos em que nada realmente relevante acontece, mas mesmo assim você vai até o fim e acha bem bacana? Poisé. Porque em Um Beijo Roubado temos Norah Jones como Elizabeth, uma garota que viaja o Estados Unidos trabalhando como garçonete, conhecendo pessoas que mudam sua vida e blablabla. Se for pensar bem, é tipo um Na Natureza Selvagem de menina, mas sem mato e sem bocó morrendo de fome no final. Gostei muito de alguns diálogos, embora outros fossem ahn… sabe daqueles que o cara fala um monte de coisa de uma forma cool mas no final não disse nada com nada (Wait, what?)? Poisé. A metáfora da torta de blueberry, por exemplo, eu ainda não saquei, para ser bem sincera. Aquilo era para ser algo para animar o humor da menina? Era uma cantada? Era só um treco para estabelecer uma relação entre o rapaz e Elizabeth? Se alguém souber explicar, por favor, é só usar os comentários abaixo. Mas sim, é um filme bem legal. E tem a Cat Power, iei.

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  • Pá-pum cinéfilo (parte I)

    promocaocinemaEstou nos últimos dias das minhas férias e resolvi aproveitá-los assistindo filmes, sabe como é. Oscarizáveis, alguns do ano passado que deixei passar batido, velharias que morria de vergonha por nunca ter visto… o básico. Então, ao invés de fazer váááários posts sobre o que tenho visto, resolvi fazer um só com comentários breves mesmo. Até porque eu ainda acho que nunca ninguém chega até o fim dos posts mais longos mesmo, há, há.

    Então, fora A Duquesa (indicado ao Oscar de Melhor Figurino e de Melhor Direção de Arte) e Repo! The Genetic Opera (Paris indicada ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante) dos quais já falei por aqui, vamos lá para o pá-pum cinéfilo. De repente serve pelo menos como sugestão de filme para ver (ou evitar!), se você estiver meio à toa na vida num dia friozinho como o de hoje, hum.

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  • Filmes de vampiros

    let_the_right_one_in_posterEntão que com a chegada de Crepúsculo (o filme) no Brasil começaram os listões de filmes de vampiros nos nossos jornais. O G1, por exemplo, fez uma listinha dos vampiros mais pop do cinema. Eu resolvi fazer um top5 sobre isso hoje nem tanto por causa desse revival todo, mas porque seguindo a sugestão lá do nerd-o-rama, assisti ao Let the right one in, filme sueco que lembra bastante Crepúsculo quanto ao enredo (adolescente se apaixona por uma vampira, etc.), mas que no desenvolvimento não tem nada a ver com a adaptação da obra da Meyer.

    Porque aqui o tom que pesa é o do horror. Mesmo o romance entre Oskar e a vampira Eli é extremamente sombrio, com o menino a todo tempo entre o medo (medo mesmo) e a curiosidade. Enfim, é um filme bacaninha e fica aí de sugestão para a macharada que não quer saber de sacarose e quer mais é sangue e sustos. Terminado o momento dica do dia, vamos agora ao top5…

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  • Finalizando a história dos outros

    Hoje em dia infelizmente não sofro mais desse mal, porém durante a infância eu era uma criança bastante criativa.  E provavelmente dada a muitos silêncios, se for levar em consideração o grau de pirações. Por exemplo, lembro que quando ainda não sabia ler eu ficava inventando história para as figurinhas que vi nos gibis da Mônica – inclusive achava que o botão do travesseiro do Chico Bento era um mosquito venenoso e ele estava indo dormir sem perceber o perigo que se aproximava dele e…

    … ok, acho que deu para entender. Mas sabe, o pior é quando eu acabava de certa forma acreditando na minha versão dos fatos. Por exemplo, eu não assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate até o fim (o antigo) e até assistir a versão nova, eu jurava de pé juntos que o Willy Wonka usava pedacinhos de crianças em suas receitas e que o final provavelmente consistia na pirralhada salvando a própria pele e ganhando chocolate de graça por toda a eternidade. O que me faz pensar que preciso assistir até o fim. Nas férias, quem sabe.

    (É, devaneio total. Para não perder a viagem, aproveite para conferir os campeões do Melhores Momentos do Meia Palavra)


  • Mystic River (Dennis Lehane)

    Há coisa de quatro anos atrás eu terminei meu post falando de Sobre Meninos e Lobos com um “Veja o filme, leia o livro”, indicando um link para a tradução do romance de Dennis Lehane no qual o filme de Clint Eastwood foi adaptado. O fato é que eu mesma não segui minha indicação e só agora finalmente li a obra. E eu poderia até me arrepender por ter demorado tanto para ler um livro tão bom, mas o fato é que não ter mais a lembrança da versão cinematográfica na cabeça provavelmente ajudou muito na hora da leitura.

    Eu lembrava das atuações brilhantes do elenco (portanto lembrava do elenco), mas parava aí. Não lembrava de mais nadica de nada da história, e foi quase como ler pela primeira vez. E, levando em conta que é um policial, isso é muito bom.

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  • Flash Pops 3 – A Vingança dos Nerds

    Lembram do joguinho de música de filmes? Pois é, saiu uma versão nova, o “Música de filmes 3“. Há de se considerar que são 8:30 da manhã, que eu mal terminei o meu café, que estou meio de ressaca por causa do churrasco de ontem à noite etc. etc. etc. para explicar meu placar até o momento: 14 de 64. Justificativas à parte, eu acho que esse está mais complicadinho sim. Ainda tem daqueles casos em que a letra da música entrega o nome do filme, mas na maioria a música não tem letra e alguns são claramente de filmes mais antigos, e wtf, nos anos 40 e 50 as músicas eram quase todas iguais, fala sério (hehehe). Enfim, para quem não viajou e está curtindo um começo de feriado com chuva (como eu), fica aí a sugestão do Quickbeam lá da Valinor para matar o tempo.


  • Terrorzinho da semana

    Ahááá, fazia tempo que não comentava aqui sobre filmes de terror recém assistidos. Por coincidência nessa semana eu vi dois bastante diferentes, quer dizer, no final das contas o sangue e os gritos de pavor eram os mesmos, o interessante mesmo eram as causas do horror. Um deles aparentemente já saiu no Brasil, chama-se As Ruínas (tem cara de filme que vai direto para dvd), o outro é Todos Amam Mandy Lane, que pelo visto não tem previsão de estréia por aqui.

    No caso de As Ruínas o que faz a diferença é o modo como o terror é construído – até porque convenhamos, plantas assustadoras já vimos até em A Pequena Loja dos Horrores, de 1960. Mas a situação que deixa as personagens encurraladas no topo de um templo maia ao ponto de algumas delas até enoluquecerem é realmente muito legal.

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