<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>.:Hellfire Club:. &#187; fernando pessoa</title>
	<atom:link href="http://www.anica.com.br/tag/fernando-pessoa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.anica.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 10:29:08 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Momento *SÓ PARA RAROS* do mês</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2003/12/02/momento-so-para-raros-do-mes-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=momento-so-para-raros-do-mes-2</link>
		<comments>http://www.anica.com.br/2003/12/02/momento-so-para-raros-do-mes-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2003 15:22:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[fernando pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[literatura portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[o banqueiro anarquista]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anica.com.br/?p=3548</guid>
		<description><![CDATA[O B A N Q U E I R O A N A R Q U I S T A (Texto Completo) &#8211; Fernando Pessoa Vale a pena, leiam!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p><a href="http://www.cfh.ufsc.br/~magno/bancanarco.htm">O B A N Q U E I R O A N A R Q U I S T A</a><br />
(Texto Completo) &#8211;  Fernando Pessoa</p>
<p>Vale a pena, leiam!!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anica.com.br/2003/12/02/momento-so-para-raros-do-mes-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Primeiro Fausto e etc.</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2003/11/26/primeiro-fausto-e-etc/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=primeiro-fausto-e-etc</link>
		<comments>http://www.anica.com.br/2003/11/26/primeiro-fausto-e-etc/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2003 03:02:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[fernando pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[literatura portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[primeiro fausto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anica.com.br/?p=3505</guid>
		<description><![CDATA[Pois então&#8230; estava na rua no momento em que desabou um dos maiores torós esse ano aqui em Curitiba (detalhe: vestida de branco ¬¬&#8217;), adoro minhas turmas de terça (ainda mais quando chegam quatro alunos novos dizendo que &#8220;Não gostaram da aula da Ana Carolina e queriam ficar na minha turma&#8221;) e eu cheguei a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p>Pois então&#8230; estava na rua no momento em que desabou um dos maiores torós esse ano aqui em Curitiba (detalhe: vestida de branco ¬¬&#8217;), adoro minhas turmas de terça (ainda mais quando chegam quatro alunos novos dizendo que &#8220;Não gostaram da aula da Ana Carolina e queriam ficar na minha turma&#8221;) e eu cheguei a conclusão que me desaponto muito com as pessoas porque espero delas coisas que elas não são (ou coisa do gênero).<span id="more-3505"></span></p>
<p>Ah, hoje na aula da Patrícia eu estava dando uma olhada no livro do Fernando Pessoa que a Sol me emprestou, aí me dei conta da grande injustiça que rola com o poeta. Falamos de Pessoa e logo vem um espertalhão dizendo &#8220;Tudo vale a pena&#8230; etc.&#8221; ou &#8220;o poeta é um fingidor&#8230; etc.&#8221; e colocam no limbo trabalhos LINDOS LINDOS LINDOS como <b>Primeiro Fausto</b>, um poema dramático dividido em quatro temas e o que ele chama de dois diálogos.</p>
<p>Para se ter idéia do que estou falando, vou colocar uma passagem do Terceiro Tema, que é <b>A falência do prazer e do amor</b>:</p>
<p><strong>XXI</strong></p>
<p>- Amo como o amor ama.<br />
Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.<br />
Que queres que te diga mais que te amo,</p>
<p>Se o que quero dizer-te é que te amo?</p>
<p>Quando te falo, dói-me que respondas<br />
Ao que te digo e não ao meu amor.</p>
<p>Ah! não perguntes nada; antes me fala<br />
De tal maneira, que, se eu fôra surda,<br />
Te ouvisse todo com o coração.</p>
<p>Se te vejo não sei quem sou: eu amo.<br />
Se me faltas [...]<br />
&#8230; Mas tu fazes, amor, por me faltares<br />
Mesmo estando comigo, pois perguntas -<br />
Quando é amar que deves. Se não amas,<br />
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,<br />
Mas tu és como nunca ninguém foi,<br />
Pois procuras o amor pra não amar,<br />
E, se me buscas, é como se eu só fôsse<br />
Alguém pra te falar de quem tu amas.</p>
<p>Quando te vi amei-te já muito antes.<br />
Tornei a achar-te quando te encontrei.<br />
Nasci pra ti antes de haver o mundo.<br />
Não há cousa feliz ou hora alegre<br />
Que eu tenha tido pela vida fora,<br />
Que não fôsse porque te previa,<br />
Porque dormias nela tu futuro.</p>
<p>E eu soube-o só depois, quanto te vi,<br />
E tive para mim melhor sentido,<br />
E o meu passado foi como uma &#8216;strada<br />
Iluminada pela frente, quando<br />
O carro com lanternas vira a curva<br />
Do caminho e já a noite é tôda humana.</p>
<p>Quando eu era pequena, sinto que eu<br />
Amava-te já longe, mas de longe&#8230;</p>
<p>Amor, diz qualquer cousa que eu te sinta!<br />
- Compreendo-te tanto que não sinto,<br />
Oh coração exterior ao meu!<br />
Fatalidade, filha do destino<br />
E das leis que há no fundo dêste mundo!<br />
Que és tu a mim que eu compreenda ao ponto<br />
De o sentir&#8230;?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anica.com.br/2003/11/26/primeiro-fausto-e-etc/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Argonautas</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2003/08/15/os-argonautas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=os-argonautas</link>
		<comments>http://www.anica.com.br/2003/08/15/os-argonautas/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2003 02:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[caetano veloso]]></category>
		<category><![CDATA[fernando pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[literatura portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.anica.com.br/2003/08/15/os-argonautas/</guid>
		<description><![CDATA[Como eu tinha prometido, vou explicar a relação entre Os Argonautas do Caetano Veloso e o Mensagem, do Fernando Pessoa. Para começar, aí vai a letra da música do Caetano: Os Argonautas o barco, meu coração não aguenta tanta tormenta alegria, meu coração não contenta o dia, o marco, meu coração o porto, não navegar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<!-- ALL ADSENSE ADS DISABLED -->
<p>Como eu tinha prometido, vou explicar a relação entre Os Argonautas do Caetano Veloso e o Mensagem, do Fernando Pessoa. Para começar, aí vai a letra da música do Caetano:</p>
<p><strong>Os Argonautas</strong></p>
<p><em>o barco, meu coração não aguenta<br />
tanta tormenta<br />
alegria, meu coração não contenta<br />
o dia, o marco, meu coração<br />
o porto, não<br />
navegar é preciso<br />
viver não é preciso<br />
o barco, noite no teu tão bonito<br />
sorriso solto perdido<br />
horizonte, madrugada<br />
o riso, o arco, da madrugada<br />
o porto, nada<br />
navegar é preciso<br />
viver não é preciso<br />
o barco, o automóvel brilhante<br />
o trilho solto, o barulho<br />
do meu dente em tua veia<br />
o sangue, o charco, barulho lento<br />
o porto silêncio </em></p>
<p><span id="more-1744"></span></p>
<p>Além, é óbvio, da menção ao mar (que é uma constante em Mensagem), fica claro o conteúdo sebastianista da letra, tal como acontece no livro de Pessoa. Só para comparar, aí vai uma poesia da segunda parte de Mensagem, Mar Português:</p>
<p><strong>Mar Português</strong></p>
<p><em>Ó mar salgado, quanto do teu sal<br />
São lágrimas de Portugal!<br />
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,<br />
Quantos filhos em vão rezaram!</em></p>
<p><em>Quantas noivas ficaram por casar<br />
Para que fosses nosso, ó mar!<br />
Valeu a pena? Tudo vale a pena<br />
Se a alma não é pequena.</em></p>
<p><em>Quem quere passar além do Bojador<br />
Tem que passar além da dor.<br />
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,<br />
Mas nele é que espelhou o céu.</em></p>
<p>Como dá para perceber, ambos os textos falam sobre correr atrás dos sonhos, de não viver na letargia. Segundo o Marcelo, o Caetano em entrevista certa vez contou que ele com sua música queria ser o D. Sebastião do Brasil. É interessante isso, porque em nosso seminário foi levantada a hipótese de Pessoa ter a mesma intenção com Mensagem, já que ele deixa claro que quer resgatar as glórias de Portugal (dos tempos das navegações), através da cultura.</p>
<p>Só para não deixar o negócio incompleto, D. Sebastião em Mensagem é apresentado tal como ficou conhecido pelo povo por conta da poesia do Bandarra, sapateiro que criou o mito de que D. Sebastião um dia retornaria para fazer de Portugal o Quinto Império.</p>
<p>Além dessa conotação de resgate de glórias, D. Sebastião em Mensagem também representa a loucura como virtude. Na primeira parte, O Brasão, Pessoa além de colocar D. Sebastião nas Quinas (lugar reservado aos que representam a alma da nação), também termina o poema dedicado a ele da seguinte maneira:</p>
<p><em>Ficou meu ser que houve, não o que há.<br />
Minha loucura, outros que me a tomem<br />
Com o que nela ia.<br />
Sem a loucura que é o homem</em></p>
<p><em>Mais que a besta sadia,<br />
Cadáver adiado que procria?</em></p>
<p>Como disse, é uma espécie de elogio à loucura. Seria essa loucura (aqui no sentido de meta impossível de conquistar, mas mesmo assim perseguida) que nos difereria dos animais e nos dá impulso para viver.</p>
<p>Resumindo, eu &#8220;tive&#8221; que ler Mensagem por causa da aula de Literatura Portuguesa, mas é o tipo de livro altamente recomendável, principalmente para aqueles que já sabem um pouco da história de Portugal (aos que não sabem, a leitura vai custar algumas pesquisas sobre as figuras históricas).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.anica.com.br/2003/08/15/os-argonautas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- This Quick Cache file was built for (  www.anica.com.br/tag/fernando-pessoa/feed/ ) in 0.18805 seconds, on Feb 11th, 2012 at 1:25 am UTC. -->
<!-- This Quick Cache file will automatically expire ( and be re-built automatically ) on Feb 11th, 2012 at 2:25 am UTC -->
