• 40 anos de 2001

    Hoje 2001: Uma odisséia no espaço completa 40 anos.  Eu até poderia falar aqui sobre o filme, mas aproveitarei a oportunidade para comentar sobre a neurose de seguir as listas dos “must“. Até porque esse filme eu acabei me forçando a assistir só por causa da tal da neurose. Explico: desde a primeira vez que coloquei a fita (é, porque na época ainda nem era DVD) para ver o filme do Kubrick, eu vivi uma espécie de maldição que consistia basicamente em não passar da parte dos macacos (sim, o início) sem dormir.

    E aí é que está: por que me forçar a ver um filme que obviamente não me agradava, ao ponto de criar o sistema dos 20 minutos (para o filme a cada 20 minutos para fazer qualquer outra coisa e então retornar para o sofá)? Ah, porque TODO MUNDO que eu minimamente respeitava e/ou admirava babavam ovo para o filme. E daí? Hoje em dia fico aqui pensando se fez realmente diferença para mim, no final das contas. Ok, entendo piadinhas que façam referência ao HAL 9000. E?

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  • A ex do rockstar

    axl_and_stephanie.jpgOntem estava em uma onda nostálgica e fiquei assistindo clipes dos Guns n’ Roses, mais precisamente os da fase Use Your Illusion (que foi quando eles começaram a torrar os tubos para fazer videos, hehe). Aí em November Rain e Don’t Cry lá estava Stephanie Seymour, mulher que tanto invejei por ser namoradinha do Axl e blablabla (ainda bem que a gente cresce, é o que eu sempre digo). Só que o namoro acabou e já em Since I Don’t Have You (do álbum The Spaghetti Incident) o Axl aparecia abraçadão com uma loira e Stephanie já estava no limbo das ex dos rockstar.

    Mas não, não vou falar sobre a efemeridade dos relacionamentos dos famosos. Na realidade, estava aqui pensando nas frescurites que nós, pessoas simplórias que nunca cantamos para um público gigante (nem atiramos cadeiras de quartos de hotel), temos de vez em quando com esse caquinho de vidro no vão do dedo chamado fim de relacionamento (dos amigos).

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  • Trânsito e a prova de que somos burros

    sp_transito.jpgTem mais de uma semana que todo dia aparece uma notícia falando de um novo recorde de congestionamento em São Paulo. E todo santo dia eu ouço alguém aqui de Curitiba reclamando que chegou atrasado em algum lugar por causa do trânsito, que está “insuportável” e eu fico aqui pensando: vocês são burros ou quê?

    Não sério. Vamos parar e pensar: Qual é o problema? “Comprar carro ficou mais fácil e conseqüentemente temos mais carros nas ruas“. Como resolver? “Construindo novos viadutos“. Não, sua mula! É oferecendo carona e usando o transporte coletivo!

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  • Sentiram saudades? =D

    oscar-estatuetas.jpgEntão que ontem foi o Oscar e bem, nem assisti. No final das contas já sabia que seria o mais previsível desde que comecei a acompanhar as cerimônias e bem, eu sou cidadã honesta e trabalhadora que precisa acordar cedo para trabalhar e garantir o leitinho das crianças (Boo e Clara, que na realidade preferem Whiskas à leite, mas enfim).

    Talvez seja o primeiro Oscar que eu não digo “Injustiça!!!” para alguma escolha (talvez até porque não cheguei a ver todos os filmes). Mas confesso que fiquei bastante contente com Onde os fracos não têm vez ganhando melhor filme e melhor direção. Eu não sei se estará na minha lista de favoritos, mas certamente está entre os melhores que vi este ano (tudo bem que o ano ainda está em fevereiro, mas bem, todos nós sabemos que os melhores filmes sempre saem nesta época, justamente por causa do Oscar. Então….). Leia a continuação desse post »


  • Tempos estranhos

    zombies.jpgHoje Fábio encaminhou um e-mail para mim que fez com que eu ficasse com a pulga atrás da orelha. Reproduzia uma matéria publicada no New York Times, comentando sobre uma garota que na versão Tio Sam do Você é mais inteligente que um aluno da quinta série? chegou na pergunta “Budapeste é capital de qual país da Europa?” e bem, disse lá barbaridades como “Eu achava que Europa era um país!”.

    Ok, vamos por partes. Primeiro: eu ainda não consigo acreditar que os norte-americanos são assim, em sua totalidade ou grande maioria, TÃO alienados sobre “o resto” do mundo. Segundo: antes que comecem a falar, saiu no ano passado na Veja o resultado de uma pesquisa que apontava que uma porcentagem bem grande de brasileiros não sabem localizar o Brasil no mapa-múndi.

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  • Heath Ledger e indagações

    heath_ledger.jpgOntem à noite quando vi a notícia da morte do Heath Ledger1 (que saiu do esquema ‘gatinhos das adolescentes’ com filmes como Brokeback Mountain) confesso que fiquei tão surpresa quanto ficaria se anunciassem que um OVNI apareceu aqui em Curitiba.

    Pessoas talentosas, bonitas, vivendo um bom momento na carreira profissional e especialmente JOVENS como ele, não deveriam morrer. Não é natural (embora saibamos que sim, é). Ver a imagem da polícia retirando o corpo dele do prédio é aquele tapa na cara que nos faz lembrar que mortais somos todos nós.

    Mas enquanto você ainda está pensando sobre esse tipo de coisa, aparece em uma notícia de jornal que um grupo homofóbico anunciou que fará piquete no enterro do ator. Se homofobia já é patética por si só, não respeitar um momento como esse porque o cara INTERPRETOU uma personagem gay, beira ao absurdo.

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    1. Bastante gente ficou preocupada sobre como ficaria o filme Batman, especialmente porque Ledger interpreta “O” Coringa. A produtora já anunciou para geral que a morte dele não influirá em nada, uma vez que eles já tinham terminado de gravar o filme. Eu tenho certeza que será uma das experiências mais bizarras que terei no cinema []

  • Deus, um delírio

    deusumdelirio.jpgQuem costuma ler o Hellfire há algum tempo sabe meu posicionamento sobre religião. Sou uma fanática pela defesa da liberdade de credo, independente de eu mesma não ter um. Então, quando comecei a ler “Deus, um delírio” do Richard Dawkins, achei que odiaria o livro do começo ao fim (especialmente por causa dos comentários que tinha lido sobre a obra), mas surpresa, é um livro muito bom.

    Quando um livro desses cai em minhas mãos, começo a achar que estamos vivendo uma nova “idade das trevas” (há quem diga que essa seria a primeira). Alguns conflitos soam ainda mais sem sentido e, o que é pior, tantos avanços são adiados por causa do que acreditam alguns (ainda fossem todos…).

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  • It's always sunny in Philadelphia

    sunny_in_philadelphia.jpgEntão, continuando a saga televisiva (quem vê pensa que estou com tempo e falta do que fazer vazando pelos ladrões…), conferimos o primeiro episódio do primeiro ano de “It’s always sunny in Philadelphia“, comédia que está sendo bastante comentada por aí e que no segundo ano tem o Dany DeVito no elenco.

    O que dizer? Aparentemente é como se a rapaziada do South Park virasse dona de bar. Humor negro e sem noção e situações ultrapassando longe as bordas do politicamente correto. E ei, isso é muito legal! :D

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  • Orpheu

    Hoje eu estava pensando na história de Orpheu. É, o da mitologia mesmo. Mais precisamente, no final da história. Bom, eu vou dar uma resumida de leve para que seja possível entender o que estou pensando sobre Orpheu.

    A Eurídice, amor da vida dele, morre no dia do casamento. Ele, apaixonado, vai até o inferno (submundo) atrás dela. Chegando lá, ele consegue convencer Hades e Perséphone a deixá-la voltar ao mundo dos vivos, mas tinha uma condição: ele deveria retornar no escuro, sem olhar para trás. Eurídice o seguiria, mas se ele olhasse para trás, ela ficaria presa no submundo para sempre. Orpheu aceita a condição e segue seu caminho para o mundo dos vivos, mas sabe-se lá se pela escuridão ou pela ansiedade, começa a querer olhar para trás para se certificar que Eurídice o segue. Quando está quase chegando… não resiste, e perde sua amada para sempre, e logo a seguir é destroçado pelas Bacantes. Leia a continuação desse post »


  • Por um Casamento (Rubem Alves)

    O meu fascínio por ritos me faz suspeitar que, numa outra vida, é possível que eu tenha sido um sacerdote ou um feiticeiro. Hoje, pouca gente sabe o que são. Um rito acontece quando um poema, achando que as palavras não bastam, se encarna em gestos, em comida e bebida, em cores e perfumes, em música e dança. O rito é um poema transformado em festa!

    Escrevo hoje para os que casam, por medo de que, fascinados por um rito, se esqueçam do outro… Porque, caso não saibam, é desse outro rito, esquecido, que o casamento depende.

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