• Celular, esta praga moderna

    Coisa de 15 anos atrás este post nem existiria. Lembro que meu primeiro contato com celular “na vida real” (e não em filmes), foi ao ver o de uma amiga minha, que tinha um daqueles tijolões cinzas tão grandes que depois até ficou feliz quando comprou um Startac, que era menor e mais fininho. Eu só ganhei o meu primeiro ali no final de 99, era um Nokia 5110 (daqueles que dava para trocar a cor, e eu trocava, hehe). E desde então, sempre tive comigo um celularzinho, o que já dá aí mais de dez anos usando o aparelhinho.

    Nesse tempo todo não aprendi a usar bluetooth direito, nem a mandar foto por sms, nem consegui fazer download de músicas que não fossem do meu computador para o celular. Em compensação, aprendi a desligar o telefone antes de começar uma aula, ao entrar em sala de cinema ou no teatro, antes de consulta no médico. Coisa básica, simples. Que parece que muita gente não aprendeu, se considerar os videos as seguir:

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  • O terror da porta aberta

    Não entendo nem nunca entenderei o desespero dos motoristas para avisarem a um outro sujeito que a porta do carro está aberta. Sério.1 Já vi gente fazendo absurdos no trânsito, só para ser o bom samaritano motorizado da vez. Algum dia um motorista desavisado caiu do carro e morreu atropelado pelo veículo que vinha atrás, e o acidente foi tão horrível que deixou marcas profundas na consciente coletivo da galera, só pode.

    Missão de vida: salvar alguém da porta aberta.

    1. eu acho que minha dificuldade em compreender isso vem da idéia que tenho sobre os motoristas em geral []

  • Coitado do Meirelles…

    Li uma notícia na qual o Fernando Meirelles fala sobre a reação de um grupo de cegos dos Estados Unidos que falam sobre boicotar O Ensaio Sobre a Cegueira porque o filme é ofensivo (etcetcetc). Não é a primeira vez. Diz que em Cannes um repórter chegou e perguntou “Se a esposa do médico não está cega, por que ela não o ajudou a encontrar uma cura? E por que o governo não tentou encontrar uma cura?”, a quem Meirelles respondeu todo contrangido “Mas isso não é Eu sou a Lenda, é uma metáfora”. Poisé. Agora ele têm que explicar que o filme é sobre a natureza humana, e não sobre a cegueira.

    Eu não sei se é de hoje, também não sei se isso se aplica só aos gringos. Mas a sensação que dá é que de uns tempos para cá nossa burrice nos transformou em uma audiência chata. Já não é mais só um sintoma da praga do politicamente correto, é um pouco também de ignorância, no final das contas.

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  • Praga moderna

    Sim, eu sei que sou ranzinza e isso provavelmente enche muito mais o meu saco do que de qualquer outro cidadão “de bem”. Mas oi, tem como fazer esse povo parar de tocar música do celular sem usar o fone de ouvido?  Enche o saco, especialmente se você está em um ambiente fechado (normalmente o ônibus). O engraçado é que nos modelos mais antigos de celular você necessariamente precisava plugar o fone para escutar música, hoje em dia é só tocar e beleza.

    Beleza uma ova, porque a qualidade do som é péssima (lógico, celular não foi feito para isso). Mas o pior é que nunca, mas NUUUUUUNCA o infeliz escutando música no celular tem bom gosto. NUNCA.  Ok, é aquela coisa, gosto é gosto (já dizia aquela velhinha que comia ranho). Mesmo assim, seria legal que ninguém fosse obrigado a ficar compartilhando desse gosto. Paciência né, isso é uma praga moderna. Pena que falta de educação é algo de muito mais tempo…

    Blé.


  • A Voz do Dono e o Dono da Voz

    Eu estou bastante por fora das olimpíadas, até porque acordar cedo não é comigo, ainda mais para ver gente correndo, pulando e suando. Aí, por causa do horário do trabalho, acabei perdendo também a cerimônia de abertura, não que eu tenha qualquer tradição em acompanhar cerimônias, mas o fato é que fiquei meio “por fora” de diversas conversas por causa disso.

    Aí hoje eu cheguei em casa e vi a notícia sobre a chinesinha que cantou “Ode à Pátria” durante a abertura dos jogos – e que teria emocionado diveeeeersas pessoas, na verdade estava dublando uma outra chinesa. Então você decide ir mais a fundo da história e saber por que, oh Deus por queeee fariam isso. E diz o responsável “Era uma questão de interesse nacional. A criança que apareceria diante da câmeras tinha que ser expressiva“.

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  • Das coisas que moldam nosso caráter

    Acabei de ler um artigo sobre a versão mangá da Turma da Mônica e fiquei cá, lembrando de todas as ‘n’ revistinhas do Mauricio de Souza que li.  Sabe como é: cheguei até a acompanhar a chegada da revista da Magali e do formato “Gibizinho”1. Aí, sabeseláporque, lembrei de uma constante nas histórias envolvendo o Cascão, que aparentemente era mais “humilde” do que os demais amiguinhos: a moral “de que adianta dar valor aos brinquedos caros se você não sabe se divertir?” (ok, não era assiiiiiim que eu absorvia na época, só sabia que era importante saber que video game não é tudo na vida).

    O engraçado é que no final das contas isso acabou moldando meu caráter, de certa forma. De um jeito meio hipócrita, talvez, mas eu era a menina que andava de bicicleta até um lugar bem longe de casa para sentar com a amiga num campinho e ficar falando na natureza (ahahahahaha, acabei de lembrar da vez que convidamos a Daniele para fazer isso e no final do dia uma olhou para a outra e disse “É, ela não entendeu como funciona”). Assim, eu não cresci com video game, mas de quando em quando achava que ter vários amigos para brincar de gato mia era muuuuuuito mais divertido do que ter a casa da Barbie, por exemplo. O que obviamente não era (pelo menos se você adorava brincar de Barbie, como eu).

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    1. sou só eu ou mais alguém aqui torcia por um ‘namoro’ entre o Cebolinha e a Mônica? O_o []

  • Lei Seca

    Eu resolvi esperar um pouco antes de comentar sobre a tal da “Lei Seca”, embora eu esteja matutando o assunto já há algum tempo. Queria ver qual é a opinião geral das pessoas, queria ver como seria quando ela passasse a valer e por aí vai. Preciso dizer, antes de mais nada, que concordo com um ponto que o Skywalker (que é contrário à Lei) levantou no Estranho Vizinho. Disse ele:

    Muita gente se irrita com Leis mal formuladas que são publicadas por aí. Mas o que se pode esperar de um país onde a Casa Legislativa é composta por cidadãos que nós elegemos do quilate de Clodovil, Maria do Rosário, Sérgio Zambiasi, dentre tantos outros que tem notória ignorância jurídica? Por mais redundante e pleonasmático que possa parecer, nunca é demais lembrar que os cidadãos que nós elegemos foram eleitos por nós.

    Em ano de eleição, nunca é demais lembrar – especialmente para aqueles que votam “de zueira” e que agora estão aí reclamando da lei. Se seu principal argumento é que essa lei é “culpa do governo”, lembre que o governo é culpa sua.

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  • Aquele abraço!

    Dias atrás, através do Pensar Enlouquece cheguei ao Saco de Filó, blog que observa a tal da “blogosfera” de uma maneira ácida, e até por causa disso bastante divertida. O legal é que antes de ler o Saco de Filó eu já estava aqui matutando sobre os textos em blogs, de como cada vez mais o que tem feito “sucesso” entre leitores são posts curtos, ou aqueles com imagens e videos engraçados/legais. Em resumo: o povo não quer ler.

    Até por causa disso achei o post do último sábado de uma relevância tremenda. Ele traça perfis dos tipos de leitores (e por conseqüência, comentaristas) de blogs. E antes que não entendam qual é a relação entre o blogueiro e o leitor nisso tudo, convenhamos, quem blogueia (eca) quer ser lido, caso contrário não publicaria textos na web. Então, vamos logo aos fatos: não tem essa de escrever só para botar as mágoas (?!!!) para fora ou para manter um registro pessoal. Todos nós que estamos aqui temos nossa parcela de vaidade e queremos que batam os olhos em nossas palavras, e é justamente por isso que a figura do leitor/comentarista é tão importante dentro do processo todo.

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  • Um pouco de ultraviolência (com leitinho, é claro!)

    Hoje cedo enquanto tomava café vi a notícia sobre o tal do grupo de skinheads que espancou um policial lá em São Paulo. A violência foi tamanha que dizem que tinha até um deles pulando sobre o rosto da vítima, que obviamente ficou completamente desfigurada. E mais uma vez, são os bem nascidos filhos da classe média brasileira, carregando consigo todas as incoerências típicas. A começar, eles têm educação, mas são ignorantes. Não falta qualquer necessidade básica para eles, mas ainda assim se comportam como animais.

    Eu fui dar uma pesquisada sobre o tal do movimento para não falar qualquer bobagem, e aparentemente há uma parcela do grupo que não se envolve com esse tipo de barbárie. Por outro lado, temos os casos de grupos que pregam o ódio aos negros, nordestinos (wtf?!) e homossexuais. É sobre esses que falo daqui para frente.

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  • Por que os livros são caros no Brasil?

    O blog Hotel Terra lançou a mesma pergunta no último dia 22: Por que os livros são caros no Brasil? Eu sei que muita gente não dá a mínima para isso – e esse ‘não dar a mínima’ é uma das razões, ou talvez sintomas dos preços altos – mas de qualquer forma, eu como apaixonada por literatura vira e mexe faço essa pergunta, especialmente quando vejo chegando nas livrarias edições nem tão caprichadas que batem na casa dos 60 reais, o que independente de quanto você receba por mês, é muito caro.

    A pergunta no Hotel Terra na verdade serve para abrir espaço para citar um blog de economia estrangeiro, que fez a mesma questão sobre os preços elevados dos livros por aqui. O Marginal Revolution tenta responder com quatro argumentos, embora para falar bem a verdade o primeiro já mata a charada: a maioria dos brasileiros não lê.

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