• Música e Cinema nos anos 90

    Aí hoje cedo vi no uol uma chamada dizendo “Relembre trilhas dos anos 1990 como Pulp Fiction” e eu fui logo clicar e conferir. Blé, para começar, não era trilha só dos anos 90, era tudo misturado. E o pior é que quem fez a seleção conseguiu pegar simplesmente a pior música da trilha de Alta Fidelidade, sendo que essa conta com a excelente Dry the Rain da Beta Band. Aí pensei: a graça da lista é que você nunca concorda e aí pensa logo na sua, então vou lá fazer a minha.

    E foi uma viagem no tempo. O engraçado é que a década de 90 diz muito mais para mim do que essa última década que passou (lembro sei lá, das Torres Gêmeas e da faculdade? Que sem graça). Ouvindo novamente algumas músicas daquele tempo, e lembrando de alguns filmes que mesmo bobos foram tão marcantes naquela época, bateu uma nostalgia gostosa. É engraçado como a arte tem esse poder, de nos transportar para alguma época, com seus cheiros e cores.

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  • Atividade Paranormal 2

    Ontem o Fábio perguntou se eu queria ver um filminho com ele, coisa que não fazemos desde setembro do ano passado. Aí topei, mesmo sendo Atividade Paranormal 2 (bom, eu tenho cá minhas reservas sobre os “2″1 , sabe como é). Já tínhamos visto o primeiro, que até deu uns bons sustos fora um erro e outro que agora eles teriam a oportunidade de arrumar, mas a verdade é que o segundo filme escorrega nos mesmos problemas do anterior, e é até um pouco mais chato.

    O que temos nessa história são os eventos que antecedem os ataques do demônio à casa de Micah e Katie, que vimos no primeiro filme. O foco agora é a família da irmã de Katie (Kristi), que acabou de ter um bebê. Nos primeiros dias da criança na casa, alguém invade a casa e faz a maior bagunça sem levar nada a não ser um colar que Katie tinha dado para a irmã. Kristi e o marido Daniel resolvem colocar câmeras por todos os cômodos, o que então começa a registrar as atividades paranormais.

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    1. Para provar minha teoria, o melhor filme 2 de todos os tempos não é 2, é 5, que é O império contra-ataca. E De volta para o futuro 2 vem como a exceção que comprava a regra, há! []

  • O Discurso do Rei

    É, eu bem que tive a intenção mas não vai dar para ver o que foi indicado para melhor filme no Oscar. Pensa só, Toy Story 3. Eu não vi nem o primeiro e o segundo, já seriam aí três filmes para assistir. Então resolvi tornar a meta mais realista e ver pelo menos os que tem mais indicações, o que faz de O Discurso do Rei uma escolha óbvia (foram 12 no total, não é?). Aquela coisa, nesse Oscar eu estava notando que minha torcida seria mais contra A Rede Social (superestimado, cof cof) do que a favor de qualquer um, mas acabou que Colin Firth e Cia. ganharam minha simpatia.

    Para começar, as atuações. Acho que foi uma das poucas vezes que bati os olhos no Firth e não pensei “Há, Mr. Darcy!”. O trabalho dele como o Rei George VI está impecável, e não apenas pela gagueira – que sim, requer muito do ator para não fazer de forma exagerada ou artificial – mas também pelo modo como ele consegue transformar alguém com um temperamento difícil em uma pessoa admirável, carismática. Não é tarefa fácil, e se o público não estabelecesse essa relação com George VI logo que ele aparece, o filme estaria perdido. Afinal, quem quer ver a história de superação de um chato filho da mãe?

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  • Demônio

    Para vocês verem como é o tempo: coisa de uns dez anos atrás, se um filme chegasse com o nome M. Night Shyamalan, você botaria fé e correria para o cinema. Aí depois de tantos fracassos do diretor, quando sai algo dele você fica com aquele pé atrás de quem acha que tem mais o que fazer da vida do que ficar perdendo tempo com filme ruim.

    Foi mais ou menos o que senti sobre Demônio (Devil lá fora), que chegou no Brasil no final de novembro do ano passado. Ok, é só o roteiro, não foi dirigido pelo Shyamalan, mas de qualquer forma o nome dele está envolvido. Por isso, fiquei enrolando o máximo possível até que resolvi dar uma chance, já que pelo menos o enredo parecia bem legal: cinco pessoas presas em um elevador, sendo que uma delas é o demônio.

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  • Minhas Mães e Meu Pai

    Eu não assisto muitas comédias, então sempre espero alguns sinais de que o filme vale realmente a pena para então conferir. Foi o caso de Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right lá fora) que, confesso, só vi depois que ganhou dois Globos de Ouro: de Melhor Comédia ou Musical e o de Melhor Atriz de Comédia ou Musical (nesse caso para Annette Bening, embora a Julianne Moore também tenha sido indicada pelo mesmo filme). Eu sei, eu sei. Prêmios estão longe de ser garantia, mas pelo menos apontam um caminho, não é?

    E Minhas Mães e Meu Pai (ô tradução de título mais medonha!) é um filme bacana. As personagens te cativam de um jeito que você quer que todas fiquem bem no fim, e por falar em fim você nem sente o tempo passar quando chega até ali. Não é aquela comédia típica que abusa de situações escatológicas como ficou tão normal com filmes como American Pie, embora tenha lá seus momentos de abusar do sexo para fazer graça, mas nada que estrague a história.

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  • 127 Horas

    Ok, vou virar groupie do James Franco. Depois que a atuação dele fez valer a pena um filme com um enredo bocó desses (sujeito sai para escalar, fica com o braço preso em um buraco por… ahn… 127 horas?) não tenho mais nada a dizer, entregue os prêmios para o rapaz, sim? Ok, os méritos não são só dele, é uma combinação de elementos. Mas que ele está muito bem  e dá conta de levar o filme praticamente sozinho, dá. É, apesar de que de forma mais leve, parecido com o caso da Natalie Portman em Cisne Negro: exigia muito do ator não só na questão da interpretação em si, mas fisicamente também.

    Mas, como eu disse, 127 Horas é um bom filme não só por causa dele. Um dos fatores é a edição, que consegue fazer com que passemos da sensação de multidão para a solidão em um segundo, por exemplo. Isso para não falar do modo como os flashbacks são colocados (quase como alucinações de Aron), e o modo que cenas mais complicadas foram muito bem executadas (como quando Aron precisa beber a própria urina, ou bem, a famosa cena em que ele corta o braço).

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  • Scott Pilgrim Contra o Mundo

    Divertidíssimo. Daquele tipo de filme que mesmo que você já tenha noção que meio que já passou da idade para gostar, ainda assim se diverte do começo ao fim sem culpa alguma. Baseado em uma HQ de Bryan Lee O’Malley, Scott Pilgrim Contra o Mundo mostra o garoto que dá título ao filme combatendo os sete “exes” para ficar com aquela que supostamente seria a garota da sua vida, Ramona Flowers.

    Michael Cera acaba interpretando o estilo de personagem que ele tem feito desde sempre, embora eu ache que um pouco menos inocente do que o normal. Scott Pilgrim não é exatamente um garoto bobo, embora o efeito de Ramona sobre ele o deixe meio assim (a cena com ele esperando a entrega da Amazon é impagável). Mas ainda assim, a personagem tem aquele jeito meio loser como as outras de Cera: ele mora com um amigo gay num cubículo na frente da casa em que costumava viver, começou a namorar uma colegial e tem uma banda que ainda busca o sucesso.

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  • Uivo (Howl)

    Confesso que poesia nunca foi o meu forte até começar a cursar Literatura Inglesa com a maravilhosa Luci Collin. Não que eu não gostasse, só não via “aquilo tudo”, especialmente no que havia de mais moderno (por moderno entenda-se: do século passado para cá, hehe). Foi por causa dela que conheci poetas como T.S. Eliot, William Carlos Williams e Allen Ginsberg. Então, se não fosse por ela, talvez nem me interessasse por esse filme que saiu ano passado lá fora e ainda não tem previsão de chegar aqui no Brasil. Até porque pelo título dá para saber que ele gira em torno do poema mais importante de Ginsberg, certo?

    E aqui eu acho que conhecer um pouco da cultura Beat infelizmente é sim pré-requisito para acompanhar bem o filme, ou pelo menos para não se perder nas inúmeras referências aos escritores dessa geração, como por exemplo Jack Kerouac, ou mesmo Carl Solomon, para quem o poema Howl é dedicado. Mas acredite, mesmo que se perca nas referências, ainda assim Howl é um filme que pode mexer com você.

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  • Feliz Ano Novo!

    E que 2011 seja um ótimo ano para todo mundo que de vez em quando dá uma passadinha aqui. Aproveitando o post só para deixar o link desse tumblr excelente que conheci ontem à noite: If we don’t, remember me. Cinéfilos, passem lá – é diversão garantida. Tirei o gif que ilustra esse post dali.


  • A Rede Social

    Acho tão triste quando vejo um filme que é todo redondinho, perfeito mas que simplesmente não me agrada da forma que deveria. Lembro de A Rainha, por exemplo, e Frost/Nixon. E agora coloco na galeria A Rede Social, de David Fincher. Talvez o maior problema nesse caso seja a personagem principal (Mark Zuckerberg) que não tem carisma algum. Aquela coisa, eu adoro personagem escroto, mas gente que, como a mocinha comenta mais para o fim “se esforça para ser escrota”, ahhh… não é tão legal assim.

    Ele é desde o início retratado como um egoísta obcecado com uma ideia, ao ponto de não enxergar nada ao redor. E como é desde o começo, você meio que desde o começo quer mais é que ele se ferre. Mas as personagens que vão cruzando seu caminho também têm lá seu defeito: são fracas. Tão fracas ao ponto de você também não se importar (código de honra de Harvard? WTF?!).

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