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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; bravo</title>
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		<title>Guimarães Rosa</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 20:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem chegou minha Bravo! de fevereiro, com o tio Rosa na capa. Eu já tinha achado bacana o fato de ter uma matéria sobre ele, mas eu nem imaginava qual seria. Abro a revista e vejo: trata-se da publicação de trechos do diário do escritor dos tempos em que ele esteve na Alemanha. Que tempos [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/jgrosa.jpg" title="jgrosa.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/jgrosa.jpg" alt="jgrosa.jpg" align="right" border="0" height="264" hspace="5" vspace="5" width="227" /></a>Ontem chegou minha <a href="http://bravonline.abril.com.br/" title="bravo!" target="_blank">Bravo!</a> de fevereiro, com o tio Rosa na capa. Eu já tinha achado bacana o fato de ter uma matéria sobre ele, mas eu nem imaginava qual seria. Abro a revista e vejo: trata-se da publicação de trechos do diário do escritor dos tempos em que ele esteve na Alemanha. Que tempos são esses, você me pergunta. Bom, nada mais nada menos do que a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Para quem não sabe, nesta época Guimarães Rosa era cônsul-adjunto em Hamburgo. Foi mais ou menos isso que o meteu numa roubada de presenciar uma guerra, mas que por outro lado lhe rendeu uma segunda esposa. De qualquer forma, antes que me prolongue: corre para a banca e compre a Bravo. Não só pelos trechos do diário, mas pelo perfil do escritor, é aquele tipo de revista para ter guardada em casa.</p>
<p><span id="more-2096"></span> Vale muito a pena guardar, porque é a prova de que não só de Ayrton Senna e Pelé são feitos os heróis brasileiros. Aliás, tenho cá a teoria de que só cultivamos o hábito de idolatrar esportistas porque nesse caso a diferença entre o vencedor e o perdedor é bastante clara. No cinza do mundo &#8220;real&#8221;, às vezes fica difícil distinguir quem é herói, quem é oportunista, quem deu sorte, etc.</p>
<p>E eu não quero entrar na discussão &#8220;pobre do país que precisa de heróis&#8221;, porque se heróis não fossem necessários, a literatura não teria criado e registrado tantos. Heróis são exemplos. Assim como tem aquela peça na França que mostra quanto é um metro, um herói mostra quanto é ser bom, em todos os sentidos aplicáveis ao adjetivo.</p>
<p>E Rosa era bom. Era fenomenalmente bom. Ele não arrancava com a bola de futebol do meio do campo até fazer um daqueles gols que deixariam qualquer goleiro num misto de constrangimento e estupefação. E não falo do escritor. Do escritor, eu nunca tive dúvidas que tratava-se de um dos melhores do mundo. Vou demorar parar encontrar alguém que brincasse com as palavras tão seriamente quanto ele, disso tenho certeza.</p>
<p>A questão é o homem. É esse que serve de modelo, é esse o herói brasileiro que tanta gente desconhece porque ou não caminhou pelos bosques da literatura, ou porque, como disse anteriormente, não é fácil distinguir o vencedor e o perdedor do jogo da vida. Trechos do perfil escrito por Mariana Delfini para que compreendam o que digo:</p>
<blockquote><p>A história de sua aprovação no Itamaraty é lendária. Classificado em segundo lugar, por conta das restrições literárias que fizera a Rui Barbosa na prova de português, surpreendeu os examinadores na argüição oral. &#8220;O que o senhor conhece de literatura francesa?&#8221;, perguntaram-lhe. &#8220;Toda&#8221;, respondeu. &#8220;Desde quando o senhor lê francês?&#8221; Nova resposta: &#8220;Os clássicos comecei a ler aos 9 anos.</p></blockquote>
<p>Vale atentar ao fato de que, segundo o perfil da Bravo!, nesta época ele já dominava mais de 20 idiomas. Mas se você acha que a inteligência não é o que destaca um sujeito dos demais humanos, o que tem a dizer daquele que sabe ser humano em um momento desumano? Sim, isso mesmo. Durante a Grande Guerra, Rosa ajudou diversos judeus a escaparem, inclusive sendo fichado por lá.</p>
<blockquote><p>&#8220;Certamente não é um dos nossos&#8221;, consta no arquivo da polícia alemã encontrado por Adriana Jacobsen e Soraia Vilela.</p></blockquote>
<p>Eu não acho que viver a mais de 300 km/h não tenha seu valor. Também não acho que todos os meus heróis morreram de overdose. Só acho que talvez estejamos procurando nossos heróis no lugar errado.</p>
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