Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download (André Midani)

(segunda-feira, 17 novembro, 2008 às 9:10 am por Anica)
Postado na categoria Literatura, Música

Deixando de lado os casos de pessoas que vivem de música ou são obcecadas pelo assunto o fato é que o público em geral tem contato basicamente com o produto final e o artista, esquecendo que existe  todo um processo bem longo e complicado entre a composição e a venda de uma canção. E é justamente aí que entra o ponto alto de Música, Ídolos e Poder - do Vinil ao Download do André Midani: pelo autor ter sido parte tão importante em muito do que ouvimos hoje como nossa MPB, vemos muito mais desse processo.

A Bossa Nova, a Tropicália, as carreiras solo de Erasmo Carlos e Rita Lee, Tim Maia, Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs… Você pensa em qualquer coisa criada no Brasil até os anos 90 e pode ter certeza que tem o dedo desse Midani no meio. E mesmo nas figuras que ele não “descobriu”, nos grandes momentos desses artistas ele esteve presente (caso de Chico Buarque, por exemplo).

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George, Eric, Patti e eu.

(quarta-feira, 21 maio, 2008 às 10:25 am por Anica)
Postado na categoria Música

Mais ou menos assim: você percebe que George era seu Beatle favorito, quando em uma aula com um exercício de listening contando brevemente a história envolvendo a composição de Something, Layla e Wonderful Tonight, você não só conhece a história toda como ainda faz um diagrama no quadro, toda empolgada, para explicar o que rolou.

Se você não conhece a história: George casa com Patti. George está apaixonado e compõe Something. George passa a não dar muita bola para Patti. Patti usa o amigão do George, Eric Clapton, para fazer ciúmes para o marido. Eric se apaixona por Patti. Patti não tem certeza se rola largar o bítou. Eric compõe Layla, música meio ‘piada interna’, que só a Patti sacou na época. Patti larga George e casa com Eric. Eric compõe Wonderful Tonight, porque fica todo orgulhoso da pequena que está pegando. Anos depois, Eric e Patti se divorciam. Pans.

Moral da história versão aula: Nada como o amor para inspirar grandes canções.

Moral da história versão Hellfire: Patti era uma groupie vagaba.

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O bandido que sabia latim

(segunda-feira, 28 abril, 2008 às 9:48 am por Anica)
Postado na categoria Literatura, Poetry from the Strange

Na noite de sábado para domingo comecei a ler a biografia Paulo Leminski - O bandido que sabia latim (escrita por Toninho Vaz), mas foi ontem à noite que a leitura engrenou de um modo que eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado (o que rendeu bastante reclamação do Fábio sobre a luz, hehe). Eu sei que não basta uma personagem interessante sem talento para se contar a história, só que, não desmerecendo o trabalho do Vaz (que é excelente, diga-se de passagem), Leminski parece uma daquelas pessoas que renderam histórias que nem o mais inapto dos escritores conseguiria tirar o brilho.

O que eu acho engraçado é que quando comecei a ler me dei conta que na realidade nunca fui fã do Leminski, mas da obra dele. E isso é raro, visto que sempre que me apaixono por algum trabalho quero logo fuçar a vida do autor (vide Wilde, Voltaire e Poe, por exemplo). Sabia pouco dele, pelo menos comparado com o que há para se saber.

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1984

(sábado, 12 abril, 2008 às 9:37 am por Anica)
Postado na categoria Literatura, Mídia

Algo que me perturbou muito durante a leitura de 1984 era a questão da manipulação da História. Lembro que passei dias pensando naquilo, querendo falar disso com alguém, como se eu tivesse um espinho de peixe na garganta. É até por causa disso que acredito que dificilmente a obra do George Orwell sairá da minha lista de favoritos de todos os tempos (mas aí já é outra história).

Então, para quem não lembra, Winston (o protagonista) trabalhava no Departamento de Arquivos do Ministério da Verdade. E talvez até mesmo por trabalhar nesse departamento, ele ainda tinha uma visão diferente sobre o mundo no qual vivia. Ele sabia que o tempo estava distorcido, tanto que no começo do livro há uma passagem na qual ele escreve no diário e se questiona se de fato está no ano de 1984. Mas o pior, o que realmente aterroriza, é o que eles fazem com as pessoas que são contra o regime político:

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Plano 9 do Espaço Sideral

(sexta-feira, 04 abril, 2008 às 10:59 am por Anica)
Postado na categoria Cinema, Literatura

plan9.jpgAlgumas coisas ganham fama por causa da história por trás dos fatos. Eu sei que corro o risco de soar herege, mas Oscar Wilde era um sujeito que provavelmente ficaria ali na maré dos escritores querendo ser famosos se ele não fosse o indivíduo que era: aquele que a cada momento que abria a boca, lançava uma pérola pronta para ser repetida por anos e anos1. Não é que ele não seja bom, longe disso. É um dos meus favoritos, como muitos bem o sabem. Mas tem muita gente boa que não ganha destaque porque é conta histórias de forma excelente, mas não tem uma história de vida digna de nota, digamos assim.

É seguindo essa trilha que chegamos ao Plano 9 do Espaço Sideral. A fama do filme? Simplesmente a de ser a pior produção de todos os tempos. A história acabou se espalhando com maior facilidade após o lançamento de Ed Wood, cinebiografia sobre o diretor de Plano 9, lançada em 1994 (e apresentando um Johnny Depp ainda começando a brilhar no papel principal).

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  1. por exemplo, na alfândega: “não tenho nada a declarar, a não ser o meu gênio” []
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