Eu, eu mesma e Anica
Ana Paula Bittencourt (aka: Anica Bitten), 27 anos (corpinho de 40) pode ser localizada desviando os paralelepípedos soltos das calçadas de Pinhão City, conhecida também como Curitiba. Viciada em cafeína desde a mais tenra idade, depende da substância para conseguir expressar contentamento ou responder perguntas complexas como “Qual é o seu nome?” ou “Que horas são?” logo pela manhã.
Gosta mais de Fanta do que de Coca-cola, Inverno do que Verão, George do que John (e Paul, e Ringo), Terror do que Comédia e Poe do que Lovecraft.
Não suporta choro de criança, lugares comuns e pessoas burras. Suporta menos ainda barulho de gente mascando chicletes, ou pessoa que tem orgulho da própria ignorância. Sabe cozinhar, interpretar sonetos de Shakespeare, andar de salto alto com crasse, tocar o começo de “Paradise City” na bateria, e tem o poder mutante da embromação (vulgo “fluente em Javanês”). Mas não sabe pedir desculpas quando faz caca, controlar o ciúme e lidar com cola e lã.
Queria bater um papo com Voltaire e Oscar Wilde, fazer uma versão para teatro de “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado”, assistir Chico Buarque ao vivo antes que ele bata as botas e apertar as bochechas do Neil Gaiman. Também queria ter um gatinho preto para chamar de Nevermore, ou um branco de olhos de cores diferentes para chamar de Bowie.
Nesse momento…
“Do I dare
Disturb the universe?
In a minute there is time
For decisions and revisions which a minute will reverse”
Da poesia The Love Song of J. Alfred Prufrock , de T. S. Eliot


