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	<title>.:Hellfire Club:.</title>
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		<title>A Hora do Espanto (2011)</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 10:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[a hora do espanto]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu não gosto de remakes. E eu não faço ideia porque essa praga hollywoodiana ataca principalmente os filmes de terror. Mas quando soube que A Hora do Espanto ganharia uma nova versão, fiquei extremamente dividida entre minha opinião sobre esse tipo de filme e o fato de Jerry Dandrige ser interpretado por Colin Farrell. Então [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2012/02/frightnightposter01.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5667" style="border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="frightnightposter01" src="http://www.anica.com.br/files/2012/02/frightnightposter01-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a>Eu não gosto de remakes. E eu não faço ideia porque essa praga hollywoodiana ataca principalmente os filmes de terror. Mas quando soube que <em>A Hora do Espanto</em> ganharia uma nova versão, fiquei extremamente dividida entre minha opinião sobre esse tipo de filme e o fato de Jerry Dandrige ser interpretado por Colin Farrell. Então sim, resolvi dar uma chance. E não é que foi legal? É evidente, você tem que deixar o lado purista completamente de lado (o filme tinha uns 10 minutos e eu já tinha repetido umas trocentas vezes &#8220;Mas no original não é assim&#8221;, até que larguei mão e resolvi só ver). Mas realmente valeu bastante a pena.</p>
<p style="text-align: justify;">O plot básico está lá: o garoto desconfiando que o vizinho é um vampiro. Além de Jerry e do garoto Charles, as personagens principais estão lá: a mãe de Charles, Peter Vincent e o amigo Ed. Mas eles parecem ter algumas diferenças que acabaram ajudando MUITO na construção da tensão da história que sim, é tensa bagarai. De todas as cenas eu tiraria apenas a perseguição de carro, porque né, ficou bocó (ninguém nunca superará Terminator 2 nesse quesito).</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5664"></span>Achei a ideia de pegar Peter Vincent como um charlatão de Las Vegas bem legal, até porque a trama se desenvolve de um jeito que fica coerente o cara ajudar o piá mais para frente no filme. E claro, dá um tom de humor que eu não lembro de ter na personagem do original (como quando ele começa a tirar bigode, peruca e tudo o mais na frente de Charles). Sobre a namoradinha de Charles, Amy, nada demais. Para falar a verdade o que chamou minha atenção foi abrir agora o link do filme original ali no IMDb e ver que a Amy de 1985, a gatinha do filme é a&#8230; <a title="married with children" href="http://3.bp.blogspot.com/--TsGut24WIE/Tl-tpA7I1fI/AAAAAAAAFE4/mCIumoOMJ4M/s1600/Marcy+Darcy.jpg" target="_blank">A MARCY DE MARRIED WITH CHILDREN</a>! hahahahahahha Enfim, eu não vi nada demais na menina no remake, mas a personagem é necessária (incluindo a cena na boate &#8211; gente, odeio dizer boate, parece coisa de velho).</p>
<p style="text-align: justify;">O Colin Farrell como Jerry está ótimo também. Em tempos de <em>Crepúsculo</em> é legal ter um vampiro que consegue se aproximar da imagem já cristalizada pelas pessoas. Ele é sedutor (duh, é o Farrell, não precisava nem abrir a boca para ser sedutor) mas ao mesmo tempo ele é um predador, e está nem aí para os sentimentos de suas vítimas. Ele quer sangue, e só. Nada de amorzinho ou mesmo aquele mimimi de não vou matar humanos que o Louis da Anne Rice já repetia. Enfim, se você está num filme cujo tom principal é o da tensão &#8211; e o remake optou por manter-se fiel ao original nesse aspecto, é fundamental ter um antagonista assim. Já pensou no que aconteceria se Jerry se apaixonasse pela mãe de Charles, ou mesmo pela Amy? Desastre.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo: foi divertido nas horas certas, tenso e ainda fez com que eu desse um ou dois pulos de susto (sério). Continuo não suportando remakes (especialmente essa onda de pegar filme estrangeiro e transformá-lo em algo americano), mas pelo menos não me arrependi de ter assistido este. Talvez até dê uma chance para a versão americana de <em>Let the right one in</em> agora. Ênfase no talvez.</p>
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		<title>Um Dia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 16:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[chick flick]]></category>
		<category><![CDATA[um dia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não sei se voltei. Deu vontade, to escrevendo. Eu realmente tenho uns motivos meio bizarros de ir atrás de filmes (e livros). No caso de Um Dia (o livro), eu estava bastante curiosa porque estava sendo bastaaaaante divulgado e comentado, mas como tinha lido opiniões tanto favoráveis quanto desfavoráveis ao livro, nunca me animava [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2012/02/oneday.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5661" style="border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="oneday" src="http://www.anica.com.br/files/2012/02/oneday-202x300.jpg" alt="" width="202" height="300" /></a>Eu não sei se voltei. Deu vontade, to escrevendo.</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu realmente tenho uns motivos meio bizarros de ir atrás de filmes (e livros). No caso de <em>Um Dia</em> (o livro), eu estava bastante curiosa porque estava sendo bastaaaaante divulgado e comentado, mas como tinha lido opiniões tanto favoráveis quanto desfavoráveis ao livro, nunca me animava de comprá-lo. Aí acabei colocando na lista de pedidos de amigo secreto e ganhei (<a title="dedicatória" href="http://www.anica.com.br/files/2012/02/dedicatoria.jpg" target="_blank">com uma dedicatória bem fofa do Gabriel lá do Meia Palavra</a>), e tão logo o livro chegou, já comecei a ler. E meio que devorei, porque não era óóóó que obra de arte, mas era muito gostoso. Sobre ele eu falei <a title="um dia" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/12/19/um-dia-david-nicholls/" target="_blank">no blog do Meia Palavra</a>, e não vou me prolongar muito aqui. A questão é que também fiquei curiosa sobre o filme, e com aquela mesma sensação de vou ou não vou, mas aí o fato de ter momentos que se passam em Edimburgo falou mais alto e lá fui eu conferir.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, sobre o filme <em><a title="um dia" href="http://www.imdb.com/title/tt1563738/" target="_blank">Um Dia</a></em>. Achei que a proposta de mostrar um dia na vida das personagens ao longo de 20 anos. Porque no livro a cada capítulo há alguns parágrafos que meio que tentam colocar o leitor em dia sobre o que se passou durante o ano na vida de Emma e Dexter, e isso é meio que querer dar um migué na proposta do romance, entende? Desse jeito, não mostra um dia na vida deles, mas vááários dias. No filme não é assim: somos trasportados de um ano para outro realmente sentindo a diferença que esse período pode fazer em nossas vidas. Do nada tá o cara com um bebê no colo, ou a menina toda elegante em Paris. Quem está assistindo acaba subentendendo o que aconteceu no espaço de tempo que não aparece na tela.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5659"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E eu não sei se por causa disso, ou talvez até pelas interpretações de Anne Hathaway e de Jim Sturgess, mas fiquei com a sensação que gostei mais do filme do que do livro &#8211; e lembrando que eu <em>gostei</em> do livro. Mas foi um daqueles casos em que mesmo já sabendo o que aconteceria eu ainda assim tive todas as sensações que seriam adequadas para determinados momentos (há, sem spoilers aqui). Achei que a relação de Dexter com os pais ficou melhor representada, embora ache que o declínio da vida amorosa/profissional de Dexter tenha ficado um pouco mais fraca, talvez para ficar mais palatável e atingir um público maior.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, tal como o livro o filme é para agradar mulézinha. Fica evidente que a inspiração maior da história (e da direção) são comédias românticas consagradas, como Harry e Sally. Não tem nada de realmente inovador e é só para se divertir. Mas se você gosta de em alguns momentos curtir um <em>chick flick</em>, é realmente uma boa pedida. Além disso tem as cenas em Edimburgo e foi tããããão bom rever a cidade! Mesmo lugares que eu não visitei como o Arthur&#8217;s Seat, sei lá, bateu nostalgia, aí fez valer mais a pena ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu li alguns comentários falando que o problema do filme é que ao invés de focar nas pessoas (Emma e Dexter) ele foca no relacionamento, e aí as personagens ficam um pouco mais vazias &#8211; é o tipo de coisa que poderia acontecer com qualquer um. Não discordo totalmente, realmente há alguns momentos em que você não &#8220;engole&#8221; muito bem  história tal como no livro (por exemplo, o desejo de Emma ficar grávida). Mas outras coisas me pareceram melhores. Uma pena mesmo foi terem mudado o contexto da carta que Dexter envia para Emma, dizendo que se pudesse dar um presente para ela, seria a confiança. Aquele é um dos melhores momentos do livro e ficou bem minguado no filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas no geral foi uma boa experiência. Repito, é legal, desde que você saiba que é <em>chick flick</em> e não vá buscar nada mais do que um pouco de diversão água com açúcar. Eu, como mulézinha, não vejo problema algum em um romancezinho de vez em quando. Porém, sabe como é, às vezes queremos puxar nosso par para curtir conosco uma história. Fica a dica: DON&#8217;T. Veja sozinha, será bem melhor, acredite.</p>
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		<title>Daquela coisa que dá de tempos em tempos</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 23:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Querido Diário]]></category>
		<category><![CDATA[hellfire club]]></category>

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		<description><![CDATA[Então que nos últimos dias tenho pensado em acabar com o Hellfire. Assim, sem drama &#8211; só tornar oficial uma coisa que já tem acontecido. A verdade é que eu me fiz em mil pedaços (pra você juntaaaaaarops, ok, sem Legião), e acabou que o Hellfire mesmo perdeu um pouco da razão de ser. Falo [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Então que nos últimos dias tenho pensado em acabar com o Hellfire. Assim, sem drama &#8211; só tornar oficial uma coisa que já tem acontecido. A verdade é que eu me fiz em mil pedaços (pra você juntaaaaaarops, ok, sem Legião), e acabou que o Hellfire mesmo perdeu um pouco da razão de ser. Falo dos livros que leio lá no <a title="blog do meia" href="http://blog.meiapalavra.com.br/" target="_blank">Meia Palavra</a>, sobre zumbis no <a title="mozw" href="http://www.mozw.com.br/" target="_blank">Ministry of Zombie Walks</a> (ok, esse está mortão, coitado), compartilho referências sobre filmes, músicas e livros que gosto lá no meu <a title="tumblr" href="http://hellfireclub.tumblr.com/" target="_blank">Tumblr</a>, falo sobre a vida o universo e tudo o mais no <a title="twitter" href="http://twitter.com/#!/Anica" target="_blank">Twitter</a>&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Aí chega aqui no Hellfire e eu meio que só falo das séries e dos (poucos) filmes que estou vendo, além de caradepaumente copiar e colar post do Meia Palavra. Eu não tenho mais vontade de comentar as coisas como tinha antes, não fico mais pensando no que daria um bom post, enfim, perdi a vontade de escrever aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Sei que já me despedi uma penca de vezes e voltei logo depois, e de repente esta é só mais uma dessas outras vezes. Mas fica aqui pelo menos a explicação do motivo pelo qual não tenho atualizado tão constantemente o blog. Enfim, é isso. Os links de onde me encontrar já estão no primeiro parágrafo do post, tchans.</p>
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		<title>The Paris Wife (Paula McLain)</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 20:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[paula mclain]]></category>
		<category><![CDATA[the paris wife]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito bem posicionado em listas dos mais vendidos lá fora, The Paris Wife de Paula McLain vem com uma proposta bem interessante: narrar a história de Ernest Hemingway e outras figuras da dita “Geração Perdida” que viveu em Paris na década de 20, sob o ponto de vista da primeira esposa do escritor norte americano, Hadley. De [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/11/the-paris-wife-197x300.jpg" alt="" width="197" height="300" />Muito bem posicionado em listas dos mais vendidos lá fora, <em>The Paris Wife</em> de Paula McLain vem com uma proposta bem interessante: narrar a história de Ernest Hemingway e outras figuras da dita “Geração Perdida” que viveu em Paris na década de 20, sob o ponto de vista da primeira esposa do escritor norte americano, Hadley. De certa maneira, acredito que muito do sucesso do livro tenha acontecido por conta do lançamento do filme de Woody Allen, <em><a title="meia noite em paris" href="http://www.anica.com.br/2011/06/26/meia-noite-em-paris/" target="_blank">Meia Noite em Paris</a></em>, que criou um grande interesse por parte do público sobre os grandes nomes das artes que circulavam por Paris naqueles tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">E digo isso porque o livro por si só não explica o fato de ele estar entre os mais vendidos. É uma ótima ideia, porém muito, muito mal executada. O começo ainda passa alguma impressão de que será uma leitura que valerá a pena – Hadley, a narradora, avisa de antemão que não trata-se de um livro de mistério, construído de modo a descobrir quem será a segunda esposa de Hemingway (Pauline, uma amiga de Hadley que conhece o escritor em Paris). A franqueza da narradora conquista o leitor, o problema é que a atenção logo é perdida com devaneios completamente desnecessários para a narrativa.<span id="more-5645"></span>Se a intenção de McLain era uma abordagem mais psicológica de figuras históricas como o próprio Hemingway, ou ainda os Fitzgerald, Ezra Pound, Gertrud Stein e outros, o problema é que ela é romântica e melosa demais. McLain cria uma Hadley que claramente se vê como uma santa que suporta todas as dificuldades que o casamento com Hemingway lhe impõe, em nome do amor que tem por ele. Inicialmente é até compreensível, mas a verdade é que essa fórmula começa a se repetir de tal maneira que fica simplesmente enfadonho – o que é um absurdo se imaginar que a história se passa na Paris da década de 20.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o recorte do tempo conta de forma desfavorável para a história de McLain, porque boa parte do tempo da narrativa é o mesmo de <em><a title="Paris é uma festa (Ernest Hemingway)" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/08/11/paris-e-uma-festa-ernest-hemingway/" target="_blank">Paris é uma festa</a></em>, de Hemingway. Se o leitor já teve as memórias do escritor em mãos, sabe como ela é deliciosamente escrita, e aí a comparação com os eventos que ambos descrevem é inevitável, e é evidente que McLain sai perdendo nesse placar.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro, não é um tempo jogado fora. Há alguns momentos no livro que são realmente interessantes e vale a pena imaginar de fato o ponto de vista de Hadley para determinados acontecimentos, como por exemplo quando ela perde manuscritos de toda a juventude de Hemingway (o evento aparece n’<a title="O livro dos livros perdidos (Stuart Kelly)" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/03/12/o-livro-dos-livros-perdidos-stuart-kelly/" target="_blank">O Livro dos Livros Perdidos</a>) ou o fato de que se não fosse pelo interesse dela em ler <a title="O grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)" href="http://blog.meiapalavra.com.br/2011/11/01/o-grande-gatsby-f-scott-fitzgerald-2/" target="_blank">O grande Gatsby</a>, o marido provavelmente jamais o teria lido nem começado uma amizade com Fitzgerald.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer modo, permanece a sensação de uma ideia muito boa, mas que foi mal desenvolvida. O excesso de melodrama torna a leitura cansativa, daquelas que quando você lembra que o livro te espera na cabeceira da cama a sensação da lembrança não é boa, mas ruim, como se fosse uma questão de honra terminá-lo. Se o leitor saiu do cinema após ver <em>Meia Noite em Paris</em> e deseja mais daquela cidade naqueles tempos, continuo achando que a melhor leitura é sem sombra de dúvidas <em>Paris é uma festa</em> do próprio Hemingway.</p>
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		<title>House S08E03, S08E04 e S08E05</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 16:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É engraçado isso, quando uma série que você já nem estava mais botando tanta fé e até torcia para que chegasse logo ao fim de repente começa a ficar boa de novo. Aí você já pensa &#8220;Será que já foi tudo o que tinha para ser, não tem mais nada aí? Está tão legal, poderia [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2011/11/house08e03.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5642" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="house08e03" src="http://www.anica.com.br/files/2011/11/house08e03.jpg" alt="" width="309" height="233" /></a>É engraçado isso, quando uma série que você já nem estava mais botando tanta fé e até torcia para que chegasse logo ao fim de repente começa a ficar boa de novo. Aí você já pensa &#8220;Será que já foi tudo o que tinha para ser, não tem mais nada aí? Está tão legal, poderia se esticar mais um ano&#8221;. O engraçado disso é que quando entramos nesse pensamento de &#8220;dar mais&#8221;, a consequência é óbvia: ela acabará por baixo, quando já não tem mais nada para oferecer. Então digo desde já que mesmo que a oitava temporada de House esteja tão boa (melhor do que as duas últimas com certeza), eu espero de verdade que essa seja a última temporada, para acabar no alto &#8211; e que as lembranças da série sejam sempre boas.</p>
<p style="text-align: justify;">A decisão de trazer Odette Annable e Charlyne Yi foi muito acertada. As atrizes dão conta de personagens que são ótimas, e trazem algo de novo nas relações com House. Jessica (Annabele) ainda não sabe muito bem quais são os limites do doutor, e vai conhecendo aos poucos. Já Park (Yi) parece não endeusá-lo como quase 100% das personagens do hospital. Além disso, mais uma novidade, as dificuldades de House para a temporada não foram resolvidas de imediato &#8211; ele levou quatro episódios para conseguir o departamento de diagnósticos de volta, contratar Chase, Taub e Jessica.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5641"></span>Essa questão das coisas não estarem vindo fáceis para ele também está muito boa. A personagem tinha chegado em um ponto em que fazia absolutamente QUALQUER merda e era perdoado ou se safava daquilo facilmente. As coisas mudaram, como deu para ver na relação entre House e o médico da ortopedia, quando fica claro que ninguém mais tem medo de House: ele é um sujeito que se cometer alguma das insanidades anteriores voltará para a cadeia.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, os episódios estão sendo ótimos. Descontando algumas coisas, como a saída de Olivia Wilde no terceiro episódio, um tanto melancólica e bastante forçada &#8211; mas fazer o que, a moça vai trabalhar só em cinema e a carruagem tem que seguir. Taub como eu já suspeitava voltou para trazer bastante coisa para a série, e mesmo Chase parece estar recebendo um cuidado maior por parte dos roteiristas, que nas últimas temporadas priorizaram demais o trio House-Cuddy-Wilson, o que vá lá, deixou a série mais chatinha do que o normal.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazia tempo que eu não acompanhava com tanta curiosidade e não dava tantas risadas vendo House. Os três últimos episódios foram ótimos, e acredito que o maior sintoma disso é que a química entre o pessoal do diagnóstico chamou mais a atenção do que o caso do paciente do dia &#8211; que convenhamos, foi o que salvou alguns episódios no passado. Nesses episódios os casos foram interessantes, chamavam a atenção mas ainda assim você quer saber o que House faria para conseguir a equipe de volta, e como seria quando eles voltassem.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora que tudo normalizou é ver como as coisas continuarão, porque há o risco de volta para a lenga lenga sem graça das outras temporadas. Mas enfatizo o que disse no começo: espero de verdade que seja a última temporada, ou pelo menos a penúltima. Prefiro que a série acabe no auge do que chegue ao fim porque não tinha mais audiência, de tão ruim que ficou.</p>
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		<title>Os gatos (Patricia Highsmith)</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 22:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[os gatos]]></category>
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		<description><![CDATA[É certo que gatos não são exatamente uma unanimidade. Tem o time dos que dizem preferir cachorros, ou que simplesmente não gostam do estilo extremamente independente do bichano. Eu, gateira que sou, não consigo compreender quem não goste – compreendo sim, quem prefira cachorros, tenho certeza de que se pudesse ter urso panda em casa [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/11/OS_GATOS_1319817145P-181x300.jpg" alt="" width="181" height="300" />É certo que gatos não são exatamente uma unanimidade. Tem o time dos que dizem preferir cachorros, ou que simplesmente não gostam do estilo extremamente independente do bichano. Eu, gateira que sou, não consigo compreender quem não goste – compreendo sim, quem prefira cachorros, tenho certeza de que se pudesse ter urso panda em casa eles seriam meus animais de estimação favoritos. E se você é alguém que prefere cachorros aos gatos deve, num exercício de empatia, compreender a relação dos que preferem gatos como seus bichanos, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">É essa relação que fica evidente no livro <em>Os gatos</em>, de Patricia Highsmith. Como o título já anuncia, é um livro de uma gateira para gateiros. Somente alguém que aprecia tanto os bichanos poderia publicar uma obra que consiste em três contos, três poemas e um ensaio cujo tema principal (ou, no caso dos contos, personagem principal) são os gatos. O carinho da autora por esses bichos é claro, até porque o que se vê nas páginas do livro são reflexos de quem observa e convive com eles. E é por isso que certamente agradará muito aqueles que também gostam de gatos.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5638"></span>Os três contos são bem interessantes e mostram como um elemento comum pode assim mesmo ser base para histórias tão variadas. Na primeira, <em>Presentinho de gato</em>, temos o enredo girando em torno do dito presente que o gato traz: um pedaço de uma mão humana. De quem é a mão? O que aconteceu? São perguntas que surgem ao longo da história. A seguir temos <em>A maior presa de Ming</em>, onde o gato realmente ocupa o papel central da história e que mostra a desconfiança que gatos tem de certas pessoas. Finalmente temos <em>A casa de passarinhos vazia</em>, o gato funciona como um ponto-chave na crise de um casal.</p>
<p style="text-align: justify;">São, como já dito, histórias escritas por quem convive com gatos, com quem conhece suas manias e modo de agir. É dessa observação que surgem também os três poemas, <em>O filhote</em>, <em>O gato</em> e <em>O gato velho</em>. São composições bem simples, e de certa forma até ingênuas, mas que apresentam um bom ritmo. Os poemas na edição da L&amp;PM vem com a versão em português e inglês, o que é bem interessante já que dá para conferir a musicalidade do original.</p>
<p style="text-align: justify;">Fechando a coletânea há o ensaio <em>Sobre gatos e estilo de vida</em>, que mostram exatamente aquilo que o leitor já suspeitava sobre a escritora – que realmente gosta de gatos, convive com esses e vê em suas características algo extremamente positivo para o convívio. Tenho certeza que os gateiros adorarão o ensaio, justamente por se reconhecer e reconhecer seus bichanos nele (como no momento em que ela fala sobre os gatos procurarem o colo justamente dos amigos alérgicos ou que detestam gatos). É bem pessoal e por isso mesmo muito cativante.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, é definitivamente um livro para gateiros, agrada pelo reconhecimento, pela fácil identificação. Mas para os que não gostam de gatos, talvez seja uma oportunidade de observar esse universo sem o preconceito típico que envolvem os animais (como aquela bobagem de que gatos gostam da casa e não do dono, ou que gatos não criam vínculos com seus donos). Para fechar, um video feito pela L&amp;PM para um dos poemas do livro:</p>
<p><object width="500" height="281"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1lCHlb4_Eo0?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1lCHlb4_Eo0?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="281" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>As Esganadas (Jô Soares)</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 23:12:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[as esganadas]]></category>
		<category><![CDATA[jô soares]]></category>
		<category><![CDATA[o xango de baker street]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já deve ter passado por isso em algum momento: depois de anos reencontra um amigo, no começo fica achando que não terão muito assunto porque afinal, faz tempo que vocês não se veem. Mas mal começam a conversar e a sensação que tem é que não passaram mais do que um dia sem se [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/11/13252_gg-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" />Você já deve ter passado por isso em algum momento: depois de anos reencontra um amigo, no começo fica achando que não terão muito assunto porque afinal, faz tempo que vocês não se veem. Mas mal começam a conversar e a sensação que tem é que não passaram mais do que um dia sem se encontrar, tamanha a familiaridade entre vocês. Digo isso porque foi mais ou menos o que senti ao ter em mãos <em>As Esganadas</em>, novo romance de Jô Soares.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem mais de 15 anos da última vez que li algo do Jô, no caso foi <em>O Xangô de Baker Street</em>, que trazia Sherlock Holmes para o Brasil em uma história muito divertida. No caso de <em>As Esganadas</em>, não foi preciso ler muitas páginas para ter aquela (boa) sensação de reencontro, o Jô Soares que eu tinha conhecido tanto tempo antes estava ali novamente, em uma fórmula até bem semelhante ao do primeiro romance dele, com um crime e bastante humor, usando como recorte algum período histórico e algumas personagens emprestadas da ficção e da própria História.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5636"></span>O romance se passa no fim da década de 30, começo do <a title="estado novo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Brasil)" target="_blank">Estado Novo</a> aqui no Brasil. É quando algumas mulheres gordas começam a ser assassinadas, tendo em comum apenas o sobrepeso. Poucas pistas para o delegado Noronha, que acaba ganhando a ajuda de um ex-policial lusitano, Tobias Esteves. Para se ter noção de como Jô Soares brinca com o real e o fictício, esse Esteves é o mesmo “Esteves sem metafísica” que aparece nos versos de<a title="a tabacaria" href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/ficcoes/acampos/456.php" target="_blank">A Tabacaria</a> de Fernando Pessoa (ou melhor, de seu heterônimo, Álvaro de Campos).</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o crime, o leitor sabe desde o princípio quem o comete, então não é uma daquelas histórias no estilo<a title="whodunit" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quem_matou%3F" target="_blank">whodunit</a>, em que o leitor acompanha o detetive para juntos descobrirem a solução do mistério. Nesse caso, o leitor acompanha Noronha, Esteves, Calixto e a jornalista Diana para saber como é que eles chegarão ao assassino – o que acaba emprestando um pouco de ação para a narrativa, especialmente quando eles chegam perto do antagonista sem ainda saber que é ele que procuram.</p>
<p style="text-align: justify;">De qualquer modo, o tom principal do romance é o humor, seja nas piadas marcando as diferenças na fala do brasileiro e do português, seja pela ironia afiada de Jô Soares para descrever certas passagens da história. É de um humor tão gostoso que o livro acaba fluindo muito bem, sem que você sequer perceba que está virando página após página e quase chegando ao fim. A melhor palavra para defini-lo seria divertidíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;">E claro, há além de tudo isso o pano de fundo histórico, envolvendo Getúlio Vargas e outros acontecimentos daquele fim da década de 30. Talvez o melhor evento usado por Jô Soares na trama é um jogo do Brasil na Copa do Mundo, cuja narração vai sendo alternada pela ação do assassino, chegando cada vez mais perto de uma nova vítima. O efeito desse trecho em questão é sensacional, certamente um dos pontos altos da leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho certeza que para quem está conhecendo a obra de Jô Soares através de <em>As Esganadas</em> terá algumas horas de diversão garantida. É um livro leve e delicioso (por favor, nenhuma intenção de trocadilho!), ótimo para passar o tempo. E já deixo a sugestão caso ainda não conheça, O Xangô de Baker Street segue essa mesma linha e também vale a pena conferir.</p>
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		<title>American Horror Story S01E04 e S01E05</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 21:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<category><![CDATA[american horror story]]></category>
		<category><![CDATA[halloween]]></category>
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		<description><![CDATA[Uou. Não poderia imaginar que usariam tão bem um feriado de Halloween para um par de episódios em American Horror Story. Sim, sim, era previsível que eles combinariam o tempo da série com o tempo real, ajustando o calendário para fazer uma história acontecendo no Halloween. A questão não é essa. O que me surpreendeu [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2011/11/tumblr_lu4chulAaY1qazkdco1_500.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5632" title="tumblr_lu4chulAaY1qazkdco1_500" src="http://www.anica.com.br/files/2011/11/tumblr_lu4chulAaY1qazkdco1_500.gif" alt="" width="500" height="282" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Uou. Não poderia imaginar que usariam tão bem um feriado de Halloween para um par de episódios em American Horror Story. Sim, sim, era previsível que eles combinariam o tempo da série com o tempo real, ajustando o calendário para fazer uma história acontecendo no Halloween. A questão não é essa. O que me surpreendeu é <strong>como</strong> fizeram isso. Muito, muito bom. Especialmente a primeira parte (<a title="s01e04" href="http://www.imdb.com/title/tt2040655/" target="_blank">S01E04</a>), que no final das contas explica como funcionam as coisas no universo de American Horror Story, o que é muito importante para desenvolver a tensão.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia é de que no Halloween os mortos andam por aí &#8211; ok, é exatamente o que se diz sobre o Halloween. Mas imagine o que isso significa na casa dos Harmon. A primeira parte tem um ritmo frenético, com muita coisa acontecendo, é daqueles que quando acaba você fica de olhos arregalados e morrendo de vontade de saber o que virá a seguir. Além disso, alguns elementos importantes para a &#8220;mitologia&#8221; da série foram inclusos nesse episódio.<span id="more-5631"></span>Por exemplo, a confirmação de que quem morre na casa fica &#8220;preso&#8221; lá. Além disso, acabamos sabendo mais sobre os primeiros moradores e a história deles, envolvendo o assassinato do filho deles, e a (ao que parece) tentativa do médico de fazer um tipo de Frankenstein dos pedaços do filho. Fui dar uma lida no que diz a Internetz, o palpite é que o fantasma do porão é justamente esse filho dos primeiros moradores. O que me surpreendeu é que nos comentários lá fora o tal do fantasma já tem até nome, Infantata. Tô por fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso temos a morte de Addy, Hayden chegando, aquele desmaio sinistro da enfermeira no hospital (gente, como assim eles vão para casa normalmente sem perguntar para a mulher o que ela viu que a fizesse desmaiar?!!), enfim, uma loucura. E a segunda parte (<a title="s0105" href="http://www.imdb.com/title/tt2074512/" target="_blank">S01E05</a>) meio que segue esse ritmo, a questão é que eles que sempre balancearam bem o drama com o terror, nesse episódio me parece terem tendido mais para o drama. Mas ok, foi até bem pensado da parte deles, é um momento em que você já conhece as personagens, então meio que já torce (ou não) por elas, e até quer saber um pouco mais delas do que o que elas fazem quando estão fugindo de um fantasma.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, legal nesse episódio terem mostrado que os fantasmas não são necessariamente maus, como quando a Nora ajuda o Ben a se soltar no porão, dizendo que não admitiria outra falha naquela casa. O que deu a entender é que eles apenas carregam suas motivações, ou pelo menos as motivações mais fortes, vide o caso dos homens que moravam na casa antes dos Harmon, um deles (o do Heroes hehehe) é obviamente apaixonado pela casa. Ou ainda os jovens que foram assassinados por Tate, que voltam para querer saber o motivo disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, muito legal. Deu uns sustos bons, a tensão lá no alto do começo ao fim. Poucas séries que tendem ao horror como no caso de <em>American Horror Story</em> souberam aproveitar tão bem o Halloween para o enredo de um episódio (no caso, dois). Foi tão bom que agora eu já nem penso em não assistir a temporada toda, e fiquei bem contente com <a title="segunda temporada" href="http://www.hollywoodreporter.com/live-feed/american-horror-story-season-2-renew-253141" target="_blank">a confirmação da segunda temporada</a>.</p>
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		<title>O Cemitério de Praga (Umberto Eco)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 19:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[o cemitério de praga]]></category>
		<category><![CDATA[umberto eco]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Protocolos dos Sábios de Sião são tidos hoje em dia como uma fraude, esteve presente em alguns pontos importantes da história desde que surgiu. Foi utilizado pela polícia secreta do Czar Nicolau II (como modo de reforçar a posição desse) e anos depois por Adolf Hitler, para justificar a perseguição aos judeus. O texto é [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignleft" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/10/O-Cemit%C3%A9rio-de-Praga-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" />Os Protocolos dos Sábios de Sião</em> são tidos hoje em dia como uma fraude, esteve presente em alguns pontos importantes da história desde que surgiu. Foi utilizado pela polícia secreta do Czar Nicolau II (como modo de reforçar a posição desse) e anos depois por Adolf Hitler, para justificar a perseguição aos judeus. O texto é uma espécie de ata de uma assembléia na qual judeus e maçons se encontram para planejar a dominação mundial, através do acúmulo de riquezas, entre outras metas. A questão é que a autoria dos Protocolos é bastante nebulosa: não se sabe ao certo quem escreveu, até porque para alguns parte do documento é cópia de outros escritos, sendo adicionado ao texto o elemento antissemita.</p>
<p style="text-align: justify;">O que Umberto Eco faz com seu <em>O Cemitério de Praga</em> (lançado no Brasil pela Editora Record) é criar um romance usando como premissa justamente esse caráter misterioso e tom de teoria de conspiração que envolve <em>Os Protocolos dos Sábios de Sião. </em>É por si só um prato cheio para uma excelente trama, que não deve nada para aqueles que gostam de histórias que envolvam complôs, espionagens e outros elementos de narrativas similares.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5628"></span>O charme de <em>O Cemitério de Praga</em> é que as personagens de Umberto Eco realmente existiram. Tirando o narrador, toda a galeria de figuras que vão desde “Fröide” (sim, Freud) até o escritor Alexandre Dumas. São tantas personagens e tantos fatos históricos abordados nas páginas do diário de Simone Simonini que para o mais leigo sobre esse período é inevitável diversas pesquisas sobre essas figuras e momentos. Mas não pense que isso é um enfado: Eco as retrata de tal maneira que é realmente a curiosidade que leva o leitor a querer saber mais sobre isso.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa apresenta três pontos de vista diferentes, e nisso dá para dizer que um outro mistério se constrói além do que envolve Os Protocolos. Temos um narrador (texto em negrito), e além disso temos o diário de Simonini, que de quando em quando é “invadido” por um certo Dalla Picolla – parte da trama gira em torno de quem afinal de contas é Dalla Picolla, e como ele sabe dos segredos mais obscuros de Simonini (embora a realidade é que essa questão tem uma resposta bastante óbvia para quem está atento desde o início).</p>
<p style="text-align: justify;">Outro fator positivo de <em>O Cemitério de Praga</em> são as descrições que Eco faz, tanto do espaço quanto – surpresa! – de comidas. Nos dois casos é quase possível se transportar para dentro da história (a abertura na qual o narrador descreve o lugar onde vive Simonini, por exemplo, é espetacular). Mas quanto à comida é um elemento importante porque faz parte de uma característica marcante de Simonini, um apaixonado pela boa mesa. A descrição dos pratos que devora mostra exatamente isso, o gosto que ele tem por comida, o prazer que tira disso. É um traço marcante de uma personagem que carrega consigo como outra característica um azedume que em alguns momentos beira ao cômico.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez algo que se perca no fluxo da narrativa e que merece nota é a história de ódio que o livro carrega. O desprezo de Simonini por judeus, maçons e o que mais lhe surge na frente é, por si só, uma ótima alegoria para a estupidez do ódio que se nutre pelo desconhecido. Como esse ódio é em muito criado pela ignorância e, principalmente, como é perigoso. Acredito sim que <em>O Cemitério de Praga</em> funciona não só como um romance com uma trama eletrizante, mas também como um alerta, porque muito do comportamento de Simonini se repete nos dias de hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, <em>O Cemitério de Praga</em> não é exatamente um livro fácil, até porque a pluralidade de vozes, personagens e eventos acaba exigindo bastante do leitor. Mas é um desafio que é vencido de forma prazerosa, até porque Eco sustenta muito bem a narrativa, envolvendo o leitor no mistério e nos desdobramentos das ações de Simonini.</p>
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		<title>Supernatural S07E05 e S07E06</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 10:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[TV]]></category>
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		<category><![CDATA[séries de tv]]></category>
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		<description><![CDATA[Você tem noção de que uma série já deu o que tinha para dar quando começa a apelar para alguns recursos para &#8220;encher linguiça&#8221; em uma temporada de 20 e tantos episódios, digamos assim. No episódio anterior comentei do problema que eles simplesmente esqueceram de mencionar os leviatãs, aí no quinto fizeram exatamente o que [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.anica.com.br/files/2011/10/s07e06.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5626" style="border-style: initial; border-color: initial; border-width: 0px; margin: 5px;" title="s07e06" src="http://www.anica.com.br/files/2011/10/s07e06-300x232.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a>Você tem noção de que uma série já deu o que tinha para dar quando começa a apelar para alguns recursos para &#8220;encher linguiça&#8221; em uma temporada de 20 e tantos episódios, digamos assim. <a title="Supernatural S07E04: Defending Your Life" href="http://www.anica.com.br/2011/10/19/supernatural-s07e04-defending-your-life/" target="_blank">No episódio anterior</a> comentei do problema que eles simplesmente esqueceram de mencionar os leviatãs, aí no quinto fizeram exatamente o que eu tinha sugerido: colocar só um pouco do episódio mostrando que sim, eles continuam buscando os Winchester. O problema do quinto episódio (<a title="s07e05" href="http://www.imdb.com/title/tt1995120/" target="_blank">Shut up, Dr. Phil</a>) é que embora ele tenha sido bom, ele tem um dos sintomas de que Supernatural tem que acabar esse ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles pegaram atores de uma antiga série conhecida (no caso duas, Buffy e Angel) e colocaram como personagens na história, que foi mais engraçada do que qualquer coisa. Os atores são James &#8220;Spike&#8221; Marsters e Charisma &#8220;Cordelia&#8221; Carpenter. É o tipo de coisa que tenta atrair a audiência dos fãs da série antiga, de modo a dar uma infladinha no número de telespectadores. Eu teria ficado muito brava se fizessem isso e o episódio fosse ruim, mas vá lá, foi engraçado a história com o casal de bruxos cheio de poderes em crises. Os Winchester não fizeram nada se for pensar bem, os show foi realmente do Marsters e da Carpenter.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5625"></span>Aí vem o sexto episódio (<a title="s07e06" href="http://www.imdb.com/title/tt1995121/" target="_blank">Slash Fiction</a>) e mais pinta de que Supernatural já está desgastado: MUITOS elementos das temporadas anteriores se repetindo. O monstro que aparentemente é invencível, uma mulher durona cuidando de Bobby, alguém assumindo a identidade dos Winchester, Crowley tentando unir forças com os inimigos dos Winchesters e blablabla. A única coisa realmente importante no episódio é que agora já se sabe a cara do &#8220;chefão&#8221; da temporada, quem é o leviatã-boss que comanda os demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora isso, a história seria um grande punhado de mais do mesmo, incluindo a conclusão com Sam dando piti e largando Dean no meio da estrada (quantas vezes isso já não aconteceu desde a primeira temporada?). É até irônico que os leviatãs que tomaram a aparência dos irmãos tenham resolvido atacar as cidades por onde os Winchester já tinham passado, seguindo uma ordem cronológica. Do tipo &#8220;é, gente, vai ser um pouco de mais do mesmo, mas aguentem as pontas, quem sabe vem uma surpresa por aí&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliáááás, sobre como os leviatãs sabem tanto dos Winchester, vou relembrar o que eu disse <a title="Supernatural S07E03: The Girl Next Door" href="http://www.anica.com.br/2011/10/10/supernatural-s07e03-the-girl-next-door/" target="_blank">no post sobre o terceiro episódio da temporada</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Querer dizer que era conhecimento acumulado de quando estavam no corpo do Castiel é forçar a barra, sinto muito.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E não é que foi justamente a explicação que encontraram? Não gostei e vou dizer o motivo: Castiel pode saber uma certa quantidade de codinomes, mas ele não estava por perto dos Winchester quando eles usavam tais codinomes (eles usavam quando se passavam por agentes do FBI, e acho que em um caso ou outro que apareceram como trio, com o Castiel). Então sim, acho forçado atribuir o conhecimento ao Castiel, que embora tenha lá algumas horas como deus, era só um anjo e não podia saber de TODOS os codinomes dos irmãos, nem de TODOS os lugares por onde eles passaram, etc. Apelar assim tira a graça da coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas no geral continuo achando que está sendo melhor do que a sexta temporada, só acredito que o show já realmente deu o que tinha que dar. Seria bem melhor que eles terminassem agora do que continuar abusando da sorte. Aquela coisa, dar um final mesmo para a série, e não só um final de temporada, como acontece com algumas séries que acabam sendo canceladas por causa de audiência fraca.</p>
]]></content:encoded>
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