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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; Teatro</title>
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		<title>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 21:15:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[a vida é cheia de som e fúria]]></category>
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		<category><![CDATA[festival de teatro]]></category>
		<category><![CDATA[guilherme weber]]></category>
		<category><![CDATA[trilhas sonoras de amor perdidas]]></category>

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		<description><![CDATA[Há cerca de 11 anos a Sutil Companhia de Teatro apresentava ao público a adaptação do romance Alta Fidelidade de Nick Hornby, chamada A Vida é Cheia de Som e Fúria. Foi paixão e identificação instantânea com aquela personagem cheia de falhas e com uma visão meio ácida do que tinha ao redor, que estabelecia [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" style="border: 0pt none; margin: 5px;" src="http://blog.meiapalavra.com.br/files/2011/04/tn_620_600_Trilhas_Sonoras_Guilherme_Webber__01-04-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" />Há cerca de 11 anos a Sutil Companhia de Teatro apresentava ao público a adaptação do romance <em>Alta Fidelidade</em> de Nick Hornby, chamada <em>A Vida é Cheia de Som e Fúria</em>.  Foi paixão e identificação instantânea com aquela personagem cheia de  falhas e com uma visão meio ácida do que tinha ao redor, que estabelecia  relações entre a música e tudo o que vivia. Passado esse tempo, a Sutil  chega agora no Festival de Teatro de Curitiba com o que seria a segunda  parte da trilogia Som e Fúria, a peça <em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O importante a se destacar é que é uma  segunda parte mas não é uma continuação. Do dono da loja de discos vamos  agora para um sujeito que tem uma coluna em um jornal e trabalha em uma  rádio, e que em mais uma madrugada sem conseguir dormir relembra o  passado através de várias “mixtapes”, aquelas fitas cassetes que  costumávamos gravar em tempos pré-internet. O humor de Felipe Hirsch  continua presente, mas agora ao invés do resgate de memórias de  ex-namoradas, temos um homem tentando se reconstruir após a perda da  mulher que amava. Assim, a nostalgia é muito mais melancólica do que se  via na primeira peça da trilogia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5292"></span>O  protagonista lembra muito personagens de romance de Hornby, aquela  criatura meio obcecada com alguma coisa e completamente desajustada  quando o assunto é convívio social, especialmente com o sexo oposto. A  importância da música para o fio narrativo é tremenda, e é exatamente o  que conecta <em>A Vida é Cheia de Som e Fúria</em> com <em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas</em>.  A ideia de como temos a trilha sonora de nossas vidas, de como basta  ouvir uma canção para viajar ao passado e, principalmente, como dito na  peça “trilhas sonoras são trilhas sonoras, não espelhos”.</p>
<p style="text-align: justify;">E pelo menos a lista de músicas da peça  (que dura algo em torno de três horas) é muito bem elaborada, e trabalha  perfeitamente no transporte dos espectadores para o passado da  personagem. Quem era jovem e já buscava suas próprias bandas favoritas  ali no começo da década de 90 tem a passagem para aqueles tempos  garantida com Pearl Jam, Pavement e Nirvana, por exemplo. Há ainda  outros clássicos como Velvet Underground, The Cure, Rolling Stones,  Leonard Cohen, Nico (etc.) que, como coloca em determinado momento o  protagonista, no fim são todos filhos de um mesmo movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">A duração da peça não chega a ser um  incômodo, mas em alguns momentos fica a sensação de que algumas cenas  foram desnecessárias. O irônico é que mesmo com a noção de que algo  poderia ter ficado de fora, é perceber que um dos pontos altos da peça é  quando Hirsch usa o recurso de repetir uma cena como um flashback  dentro do flashback, intensificando a sensação de dor da personagem. E  se perguntassem então o que poderia ficar de fora não seria uma resposta  rápida, fácil. Nos apegamos às lembranças mostradas na peça, como se de  alguma forma fossem nossas também, e a partir disso não queremos perder  nada.</p>
<p style="text-align: justify;">E quanto às emoções, é importante  destacar o trabalho de Guilherme Weber como o protagonista. Ele arrancou  riso e lágrimas da platéia com uma atuação linda, visceral. Conseguia  dizer muito para o público só com gestos e expressões, e conquistou as  pessoas para quem contava a história, processo fundamental para chegar  ao efeito final do desfecho. Natalia Lage, que interpreta a mulher de  quem o protagonista fala (Soninho), também está bem, o problema é que é  eclipsada pelo trabalho de Weber, e também pelo roteiro que só lhe  empresta mais voz já na segunda parte da peça.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário foge um pouco do que foi visto em <em>A Vida é Cheia de Som e Fúria</em> porque não tem as famosas projeções. Não espere também nada muito fantástico como a chuva de <em>Avenida Dropsie</em>,  por exemplo. É tudo simples, durante as três horas vemos a sala do  apartamento da personagem principal, sendo que a pouca mudança que  ocorre é quando um sofá ou algumas caixas são arrastados de um lado para  outro. Mas acreditem, a simplicidade serve muito bem à peça, que mais  do que se basta nas atuações, no roteiro e é claro, na trilha sonora.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o público de Curitiba tem também o  delicioso gostinho de reconhecer algo do que foram os anos 90 nessa  cidade, como a referência à Estação Primeira ou ruas daqui. Mas não, a  cidade não é importante para se situar na peça, porque o que fala mais  alto é a música, e essa é universal. Muito provavelmente mesmo quem não  tem a idade das personagens ainda assim se identificará, senão com as  canções mas com a relação das pessoas com elas.</p>
<p style="text-align: justify;">Não espere sair do teatro com a sensação de quem viu uma comédia romântica. <em>Trilhas Sonoras de Amor Perdidas</em> não é isso, apesar de ter humor (e um ótimo humor, é de se destacar).  Mas você provavelmente precisará de algum tempo para voltar para o  presente, e mais ainda, algum tempo pensando em como tem se relacionado  com aqueles que ama. Também lembrando de momentos importantes da peça,  querendo guardar para sempre algumas frases inesquecíveis. Uma  experiência daquelas que vale a pena viver, inesquecíveis.</p>
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		<title>Roy Orbison</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Oct 2007 13:37:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Roy Orbison é mesmo um sujeito muito injustiçado. Fez músicas muito batutinhas e boas de ouvir em um domingo a tarde e mesmo assim só é lembrado (isso se fazem referência ao compositor, e não à musica) como o cara que criou Oh Pretty Woman, que toca naquele filme com a Julia Roberts. Sabe, a [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/orbison_roy.jpg" title="orbison_roy.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/orbison_roy.jpg" alt="orbison_roy.jpg" align="right" border="0" hspace="5" vspace="5" /></a>Roy Orbison é mesmo um sujeito muito injustiçado. Fez músicas muito batutinhas e boas de ouvir em um domingo a tarde e mesmo assim só é lembrado (isso se fazem referência ao compositor, e não à musica) como o cara que criou Oh Pretty Woman, que toca naquele filme com a Julia Roberts.</p>
<p>Sabe, a injustiça maior é que ele deveria ser quase um ícone nérdico.  As músicas dele já foram citadas e tocadas em tantos lugares legais que não dá para entender como ele pode ser só o-cara-de-oh-pretty-woman. Duvida? Pois olha só 3 situações nas quais ele foi citado e você pode ter deixado passar batido:</p>
<p><span id="more-1851"></span><strong> 1</strong>. <strong>No Cinema</strong>:</p>
<p>Essa é famosa. No filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0090756/" title="blue velvet" target="_blank">Veludo Azul</a> (do David Lynch), há vários momentos em que toca &#8220;<em>In Dreams</em>&#8221; do Roy. Um deles você pode conferir <a href="http://br.youtube.com/watch?v=akP4JUHx7zY" title="blue velvet youtube" target="_blank">neste video no youtube</a>. Aliás, é exatamente esta música que me levou a gostar das músicas dele (e deixar de lado essa história de Oh Pretty Woman).</p>
<p><strong>2. No Teatro:</strong></p>
<p>Na versão teatral de <a href="http://www.fnac.com.br/product.aspx?idProduct=853250888X&amp;partner=buscape_produto&amp;res=1024" title="alta fidelidade" target="_blank">Alta Fidelidade</a> adaptada por Felipe Hirsch e chamada <a href="http://www.anica.com.br/2004/11/20/110097091480090135/" title="som e fúria" target="_blank">A Vida é Cheia de Som e Fúria</a> há um momento em que Rob faz um top5 de músicas para tocar no funeral. A número 5? &#8220;Crying&#8221;, do Roy Orbison &#8220;<em>Esta última cantada pela mulher da minha vida, talvez Laura, que estará linda e lacrimosa</em>&#8220;, ele acrescenta.</p>
<p><strong>3. Nas HQs:</strong></p>
<p>Uma das coisas que eu acho bacana em <a href="http://www.anica.com.br/2006/03/15/qual-a-ordem-certa/" title="sandman" target="_blank">Sandman</a> é aquele punhado de referências à músicas, livros, filmes e afins. E já no primeiro arco, <em>Prelúdios e Noturnos</em>, há uma história chamada <em>Dream a Little Dream of Me</em> que é completamente recheada de citações, especialmente porque segundo John Constantine &#8220;<em>alguma coisa está querendo dizer algo para você</em>&#8220;. E eis que no táxi junto com Morpheus, ele escuta a música &#8220;In Dreams&#8221;, do Roy:</p>
<p><a href="http://www.anica.com.br/files/roysandman.jpg" title="roysandman.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/roysandman.thumbnail.jpg" alt="roysandman.jpg" border="0" hspace="0" vspace="0" /></a></p>
<p><em>(clique na imagem para ampliá-la)</em></p>
<p>Então é isso. Eu aconselho não só a procurarem por outras músicas do Roy, mas ficarem atentos às referências do mundinho nérdico. No final das contas, parece tornar o que já é bom ainda mais divertido.</p>
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		<title>Morgue Story (finalmente)</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Dec 2006 17:19:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Sol apareceu de surpresa na quarta e trouxe de presente para mim uma cópia do dvd que ela tem da peça &#8220;Morgue Story&#8221; &#8211; que por conta de uma série de procrastinações e barecos divertosos eu não fui assistir &#8220;ao vivo&#8221;. Enfim, sobre a peça: muito bacana &#8211; mesmo. Gostei da união entre hq e [...]]]></description>
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<p><img width="270" vspace="5" hspace="5" height="180" align="right" alt="tomana.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/tomana.jpg" />Sol apareceu de surpresa na quarta e trouxe de presente para mim uma cópia do dvd que ela tem da peça &#8220;Morgue Story&#8221; &#8211; que por conta de uma série de procrastinações e barecos divertosos eu não fui assistir &#8220;ao vivo&#8221;.</p>
<p>Enfim, sobre a peça: muito bacana &#8211; mesmo. Gostei da união entre hq e teatro, a arte do DW pipocando ali e acolá a todo instante complementou bem a história, carregada de um humor negro divertido e nem um pouco forçado.</p>
<p><span id="more-1396"></span> O único porém fica por conta da personagem Ana Argento, e aqui destaco o termo personagem, porque não conheço outros trabalhos da atriz para saber até que ponto a atuação dela tenha influenciado nisso. Mas é uma impressão passageira, restrita ao momento inicial quando a personagem conversa com o barman.</p>
<p>Mas o destaque mesmo fica por conta de Tom, o cataléptico: são dele os melhores momentos. A conversa com o psiquiatra enquanto tenta vender seguro de vida, a insistência na venda dos ditos cujos para o médico legista&#8230; ótimas passagens.</p>
<p><img width="170" vspace="5" hspace="5" height="127" align="left" alt="oswald dorme 1.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/oswald%20dorme%201.jpg" />Não sei ao certo onde a peça está no momento, mas quando tiver oportunidade, confira. É claro, isso se você gostar não só de humor negro, mas de cinema trash. São &#8220;n&#8221; referências que transbordam no palco, a começar pelo sobrenome da Ana, os fãs dos filmes de terror concordarão.</p>
<p>Uma canja (direto do <a title="vigor mortis" target="_blank" href="http://web.mac.com/biscaia/iWeb/VigorMortis/Home.html">site da Vigor Mortis</a>):</p>
<blockquote><p>Ana &#8211; E agora?<br />
Tom &#8211; Como assim?<br />
Ana &#8211; E agora como é que a gente sai daqui?<br />
Tom &#8211; Eu nao sei, mas a gente sai.<br />
Ana &#8211; Você vai pra casa?<br />
Tom &#8211; Que dia é hoje?<br />
Ana &#8211; Quarta&#8230; eu acho.<br />
Tom &#8211; Eu deixei o videocassete programado na terca a noite pra gravar um filme. Eu sempre deixo o videocassete programado, por via da dúvidas.<br />
Ana &#8211; Qual filme?<br />
Tom &#8211; &#8220;Uma Noite Alucinante 3&#8243;.<br />
Ana &#8211; É bom pra cacete.<br />
Tom &#8211; Você já viu?<br />
Ana &#8211; Já. &#8230; Faz tempo que eu quero ver de novo. Eu adoro o Bruce Campbell com aquela serra elétrica na mão. Ele é pra mim a essência de tudo aquilo que eu considero em um homem. Bacana, engraçado, violento &#8230; e um pouco idiota.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Avenida Dropsie, a peça</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Nov 2006 11:56:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui ontem assistir Avenida Dropsie, montagem da Sutil Companhia de teatro, que quero assistir faz uma pá de tempo. Na verdade desde maio do ano passado, como vocês podem ver nesse post ainda não editado importado do Hellfire blogspot. Enfim, aparentemente eu não era a única &#8211; teatro lotadíssimo. Espero que seja qualquer coisa sobre [...]]]></description>
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<p><img width="229" vspace="5" hspace="5" height="341" align="right" alt="carta.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/carta.jpg" />Fui ontem assistir Avenida Dropsie, montagem da Sutil Companhia de teatro, que quero assistir faz uma pá de tempo. Na verdade desde maio do ano passado, como vocês podem ver nesse <a target="_blank" title="avenida" href="http://www.anica.com.br/2005/05/18/111646721021263613/">post ainda não editado</a> importado do Hellfire blogspot.</p>
<p>Enfim, aparentemente eu não era a única &#8211; teatro lotadíssimo. Espero que seja qualquer coisa sobre &#8220;vontade de ver a peça&#8221;, e não o fato de ter ator global no elenco. Sabe como é, curitibano consegue ser sem noção. Sem noção ao ponto de levar criança para assistir uma peça dessas, por exemplo. Mas não vamos nos ater a falta de noção do público, hoje não.</p>
<p><span id="more-1303"></span></p>
<p>Até porque seria sem noção da minha parte, levando-se em conta o trabalho impecável da Sutil Companhia nessa peça. É realmente maravilhoso, a começar, obviamente, pelo cenário &#8211; que combinado com a iluminação criava os mais diferentes efeitos, fazia o prédio virar cidade, o prédio virar gente. Lindo mesmo.</p>
<p>Não sei se também por causa das proporções, Avenida Dropsie conta mais com o trabalho corporal dos atores &#8211; que deram um banho, sério. No final da peça, quando todo o elenco se reuniu para ser aplaudido (de pé) pelo público, não tinha como não ficar de queixo caído: QUÊ?? SÓ ESSES ATORES DURANTE A PEÇA TODA? Sério, eles se dividem em <strong>mil</strong> no palco.</p>
<p>Para somar a tudo isso, outros recursos (alguns já conhecidos, mas utilizados de forma brilhante) como a projeção de imagens em uma tela finíssima na frente do palco. Diferente de outras peças, essa projeção complementa &#8211; como na cena do metrô, que são colocados &#8220;pensamentos&#8221; sobre as personagens, muito legal mesmo.</p>
<p><img width="302" vspace="5" hspace="5" height="200" align="left" alt="metro.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/metro.jpg" />E bem, tem a chuva, né? Eu já sabia que &#8220;chovia&#8221; na Avenida Dropsie, mas não dá para deixar de sentir um certo arrepio no momento que você começa a ver que sim, é água mesmo, não é só efeito sonoro. Lindo, lindo mesmo.</p>
<p>Sobre o roteiro em si, pouco tem a ver com a <a target="_blank" title="avenida hq" href="http://www.anica.com.br/2006/02/08/avenida-dropsie/">HQ do Eisner</a> da qual já comentei por aqui. É como se Hirsch pegasse um pedaço da história criada no papel e transferisse para o palco. O que acaba criando textos completamente diferentes, na minha opinião.</p>
<p>Enquanto Eisner retrata principalmente a avenida, sua história através das pessoas que passaram por ali durante mais de 100 anos, Hirsch foca mais nas &#8220;pessoas da cidade&#8221;, fazendo da Avenida Dropsie uma alegoria das grandes cidades. Não, não é ruim: cada um desses textos é bom à sua maneira.</p>
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		<title>Sonho de Uma Noite de Verão</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jun 2006 14:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Fomos ao teatro ontem, assistir a prova pública dos alunos de Interpretação do curso de Artes Cênicas da FAP. Na verdade a idéia de assistir surgiu na aula de Shakespeare (o que é meio óbvio, não?), quando foi sugerido que ao invés de fazer prova, assistíssemos a peça. Aí como para evitar avaliação um acadêmico [...]]]></description>
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<p><img width="232" vspace="5" hspace="5" height="158" align="left" alt="Titania.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/Titania.jpg" />Fomos ao teatro ontem, assistir a prova pública dos alunos de Interpretação do curso de Artes Cênicas da FAP. Na verdade a idéia de assistir surgiu na aula de Shakespeare (o que é meio óbvio, não?), quando foi sugerido que ao invés de fazer prova, assistíssemos a peça. Aí como para evitar avaliação um acadêmico vende até a mãe, fomos.</p>
<p>Nesse &#8216;fomos&#8217; está incluído também o Fábio &#8211; meio obrigado por conta de más experiências no teatro. Alguém na turma de Shakespeare tinha comentado qualquer coisa sobre o figurino ser metade renascentista e metade contemporâneo e aí já ficamos com uma pulga atrás da orelha (que fez o Fábio decretar &#8220;<em>Se colocarem um Puck repentista eu levanto e vou embor</em>a&#8221;). Mas, tcharam! Tivemos uma ótima surpresa.</p>
<p><span id="more-294"></span></p>
<p>Por ser uma peça de alunos e não uma montagem que conta com um ator global que arrastaria vários curitibanos, não é preciso dizer que a estrutura era simples, não? Bem, simples mas BASTANTE funcional. O palco foi montado de forma que, junto com a iluminação, as aparições das fadas &#8211; especialmente a primeira &#8211; fosse realmente mágica e linda.</p>
<p>Well Guitti, que interpretou o Puck (que não era repentista, hehe) estava ótimo, conseguiu passar não só as traquinagens da personagem como muito, muito carisma. O mesmo vale para Alexandra Letícia, que interpretou Sanfona que dentro da peça interpretava Tisbe (Shakespeare é louco por essas peças dentro da peça, by the way): simplesmente não conseguia parar de rir no momento em que ela falava, estava ótima. Na verdade todos mandaram bem, alguns MUITO BEM &#8211; o que rendeu um trabalho em conjunto ótimo.</p>
<p>Não bastasse a montagem funcionando muito bem dentro de seus elementos tradicionais, ainda teve o detalhe da trilha sonora, que ficou por conta de Flavio Stein (um cara que toma café na cantina comigo e &#8211; uou &#8211; eu não sabia que fazia esse tipo de coisa). A música foi tocada ao vivo, e ele colocou os atores para cantar em alguns momentos &#8211; o que ficou LINDO, mesmo. Soou para mim como uma mistura daquelas músicas <em>new age</em> com música renascentista, o que caiu muito bem especialmente no caso das fadas.</p>
<p>Como se não bastasse todos esses prós, a peça ainda por cima é <strong>DE GRAÇA</strong>. Você só tem que ter o trabalho de chegar mais cedo para pegar uma senha (porque sabe como é, essa coisa de &#8216;de graça&#8217; costuma causar tumulto). Passa no teatro Cleon Jacques (ali no Parque São Lourenço), todas quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 20h (isso até o dia 2 de julho). Sério, não deixem de conferir, está muito legal mesmo. Tão legal que até o Fábio, que tinha lá seus traumas de teatro, saiu de lá dizendo que precisamos assistir peças com mais freqüência <img src='http://www.anica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
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		<item>
		<title>Senhoras e senhores: George Bernard Shaw</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2006/05/04/senhoras-e-senhores-george-bernard-shaw/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=senhoras-e-senhores-george-bernard-shaw</link>
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		<pubDate>Thu, 04 May 2006 18:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é que eu não conhecesse a figura, ouvi falar muito dele. Inclusive em uma optativa que fiz sobre Sátira alguém levou uma página cheia de detalhes biográficos e citações do sujeito. Poréééém, nunca tinha lido nadica de nada dele. E eu tenho noção de que não poderei ler todos os livros do mundo, mas [...]]]></description>
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<p><img vspace="5" hspace="5" align="right" alt="shaw" src="http://www.anica.com.br/files/2006/05/180px-George_bernard_shaw.jpg" />Não é que eu não conhecesse a figura, ouvi falar muito dele. Inclusive em uma optativa que fiz sobre Sátira alguém levou uma página cheia de detalhes biográficos e citações do sujeito. Poréééém, nunca tinha lido nadica de nada dele. E eu tenho noção de que não poderei ler todos os livros do mundo, mas fico feliz por deixar a lista um tanto menor, então aproveitei o intervalo entre &#8220;O Continente&#8221; e &#8220;O Retrato&#8221; para a aula de Ficção e História,  para ler <a title="pigmaleão" target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pygmalion_%28play%29">Pigmaleão</a>, um dos trabalhos mais famosos do Shaw.</p>
<p>O que dizer? Aparentemente, ele tinha a língua muito mais ferina quando tratava-se de Shaw falando do que do Shaw escrevendo. Pigmaleão tem muitas sacadas brilhantes, mas não é o tipo de peça que vaza ácido para todos os lados como podemos falar das peças do Oscar Wilde, por exemplo. Mas isso não quer dizer que ele não apresenta uma bem elaborada crítica social, que fica bem clara no caso de Pigmaleão.</p>
<p><span id="more-223"></span>O enredo é até bastante simples: uma florista é &#8220;reeducada&#8221; por um lingüísta, para que deixe de falar o cockney passando assim a falar (e se comportar!) como uma dama. Soa familiar? Sim, vocês já viram isso com Audrey Hepburn em <a title="my fair lady" target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0058385/">My Fair Lady</a>. Na realidade, eu devo dizer que o que mais chamou minha atenção no Shaw não é o que ele escreve, mas <em>como</em> ele escreve.</p>
<p>Eu tenho uma verdadeira queda por drama (aqui falando de &#8216;texto para teatro&#8217; <img src='http://www.anica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' />  ), e confesso que vi poucos dramaturgos utilizando recursos tão diferentes em uma peça. Personagens falando ao mesmo tempo (com uma fala completando a do outro), trechos feitos só para &#8216;superproduções&#8217; e afins. É realmente MUITO diferente de tudo que já tinha visto, e a verdade é que fiquei curiosíssima para ver a peça nos palcos.</p>
<p>Antes que eu me esqueça, a conclusão do Shaw para Pigmaleão é um dos sermões mais fodas que já li. Não tenho certeza se está presente em todas as edições, mas ver um autor dizendo basicamente um &#8220;Vocês estavam esperando que a mocinha ficasse com o mocinho porque estão acostumados demais com suas novelinhas e perderam a capacidade de pensar&#8221; já fez valer a leitura. Enfim, assim que sobrar mais tempo corro atrás de outra coisa do sujeito.</p>
<p>***</p>
<p>Em tempo: sim, o Hellfire ficou a quarta inteira fora do ar, por causa de problema no servidor. Mas está aí, firme e forte até o próximo problema. Caso você não esteja conseguindo visualizar com um browser mas consegue com outro, tente dar um <em>reload</em> no browser que não está funfando, ok?</p>
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		<title>Faltam 2 semanas para o Festival de Teatro de Curitiba</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Mar 2006 15:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu gosto de teatro, gosto mesmo. Descobri um pouco tarde demais que não gostava só de ler mas também de assistir. Por &#8220;pouco tarde demais&#8221; leia-se &#8220;um hiato de anos entre &#8216;A Fada que tinha Idéias&#8216; e uma peça sobre o Wilde&#8221;. E é por isso que eu fico toda animada quando chega o Festival [...]]]></description>
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<p><img vspace="10" hspace="10" align="left" alt="festival" src="http://www.anica.com.br/files/2006/03/fest.jpg" />Eu gosto de teatro, gosto mesmo. Descobri um pouco tarde demais que não gostava só de <em>ler </em>mas também de <em>assistir</em>. Por &#8220;pouco tarde demais&#8221; leia-se &#8220;um hiato de anos entre &#8216;<em>A Fada que tinha Idéias</em>&#8216; e uma peça sobre o Wilde&#8221;. E é por isso que eu fico toda animada quando chega o Festival de Teatro. Nem tanto pela Mostra de Teatro Contemporâneo (cujos ingressos custam o olho da cara e esgotam em um piscar de olhos), mas principalmente pelo Fringe.</p>
<p>O legal do Fringe é que é bem variado, e foge um pouco daquele esquema &#8220;peça que chama a atenção do povo porque tem ator da Globo&#8221; (o que eu acho meio patético sobre o público curitibano, devo dizer: só vai em peça se tiver &#8216;o cara daquela novela lá&#8217;). Mas ao mesmo tempo que o Fringe traz várias peças, tem um porém&#8230;</p>
<p><span id="more-117"></span>&#8230;é a única coisa que eu não <strong>suporto</strong> em teatro. Bati os olhos e já vi pelo menos três peças diferentes com isso: *toca tema de horror* a tal da interação com o público. Caraca, qual o problema em fazer uma peça na qual sei que vou assistir e pronto? Por que esse treco de &#8220;Ó, aquele cara ali não está com cara de feliz&#8221; ou ainda &#8220;Ei você, venha aqui!&#8221;</p>
<p>Pobre de nós, tímidos, que não queremos aparecer e nos contentamos com uma boa peça só entre atores. De qualquer forma, tem mais de 200 espetáculos para escolher. Se você gosta mesmo de teatro, <a target="_blank" href="http://www.festivaldeteatro.com.br/site/index.asp">dá uma conferida aqui</a>.</p>
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		<title>Avenida Dropsie</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2006 15:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você vem de uma cidade grande, a rua na qual você nasceu, cresceu e amadureceu foi sua &#8220;terra natal&#8221;, e ela sempre foi conhecida como sua &#8220;vizinhança&#8221;. A residência definiu você tão certo quanto sua origem nacional e lhe deu uma afiliação vitalícia numa fraternidade que se manteve unida pelas memórias. Esse primeiro parágrafo [...]]]></description>
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<p><a target="_blank" href="http://www.anica.com.br/files/uploads/2006/02/Avenida%20Dropsie-001_1.jpg"><img width="273" vspace="10" hspace="10" height="210" border="0" align="right" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/2006/02/Avenida%20Dropsie-001_1.jpg" /></a><em>Se você vem de uma cidade grande, a rua na qual você nasceu, cresceu e amadureceu foi sua &#8220;terra natal&#8221;, e ela sempre foi conhecida como sua &#8220;vizinhança&#8221;. A residência definiu você tão certo quanto sua origem nacional e lhe deu uma afiliação vitalícia numa fraternidade que se manteve unida pelas memórias.</em></p>
<p>Esse primeiro parágrafo da Introdução que Will Eisner escreveu para sua HQ &#8220;Avenida Dropsie&#8221; quase que já entrega tudo o que se verá nas outras páginas da revista. O charme da história não fica por conta do mote &#8220;a história de uma vizinhança&#8221;, mas de como ela se desenvolve.</p>
<p><span id="more-84"></span></p>
<p>Em &#8220;Avenida Dropsie&#8221; o ritmo é rápido. Desde o começo da vizinhança até o fim, você tem quase 100 anos de histórias cheias de preconceito, orgulho, ganância e todos aqueles outros pecados que fazem dos humanos o que são.</p>
<p>O interessante é que são vários personagens (desde o primeiro morador da &#8220;Avenida Dropsie&#8221; até o rapaz que tenta lutar para mantê-la), várias histórias que vão passando aos nossos olhos de forma tão coesa que no final das contas acabam refletindo exatamente o que o Eisner fala sobre vizinhança: é uma espécie de fraternidade.</p>
<p>A arte é muito bacana também, ainda mais se for considerar a páginas que ilustram o desenvolvimento da cidade, de uma casa perdida em uma fazenda até&#8230; bem, não vou revelar o destino da Avenida Dropsie. <img src='http://www.anica.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a target="_blank" href="http://www.anica.com.br/files/2006/02/will.jpg"><img width="200" vspace="10" hspace="10" height="154" border="0" align="left" src="http://www.anica.com.br/files/2006/02/will.jpg" /></a>O mais engraçado é que nunca tinha ouvido falar dessa HQ, até saber que a Sutil Companhia de Teatro criou uma peça baseada na história do Eisner. Eu juro que morro de vontade de ver, ainda mais porque pago um pau para os trabalhos da Sutil, mas quis a companhia que Curitiba contasse com uma estréia, e não com a peça <a target="_blank" href="http://www.sutilcompanhia.com.br/avenida_dropsie.asp">Avenida Dropsie</a>.</p>
<p>A peça da Sutil está agendada para os meses de Maio e Junho em São Paulo, no Teatro Alfa. Quem não viu no ano passado (estava passando de graça no SESC, fala sério!), acredito que não deveria deixar passar a oportunidade de assistir. Se o Hirsch fez uma adaptação tão boa quanto fez de &#8220;Alta Fidelidade&#8221;, &#8220;Avenida Dropsie&#8221; deve ser fantástica.</p>
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		<title>Caça às Bruxas</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2006 11:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de assistir (ou ler) a peça do Arthur Miller, The Crucible (conhecida aqui como As Bruxas de Salem). A peça é baseada nos eventos que de fato ocorreram em Salem em 1692 (a famosa &#8220;caça às bruxas&#8221; que todos conhecem bem), mas ele usa esses acontecimentos como [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/crc.jpg" target="_blank"><img src="/wp-content/thumb-crc.jpg" align="right" HSPACE="10" border="0" VSPACE="10" /></a>Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de assistir (ou ler) a peça do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Miller" target="_blank">Arthur Miller</a>, <i>The Crucible</i> (conhecida aqui como <i>As Bruxas de Salem</i>). A peça é baseada nos eventos que de fato ocorreram em Salem em 1692 (a famosa &#8220;caça às bruxas&#8221; que todos conhecem bem), mas ele usa esses acontecimentos como <em>alegoria</em> para algo que acontecia em seu tempo: o Macartismo.</p>
<p>Não deixa de ser genial, dentro de sua proposta: uma crítica à atmosfera de medo criada, de como esse terror beneficia alguns e paralisa outros. E, principalmente, de como o terror tolhia os americanos do que eles consideram sua característica mais importante, a liberdade. Nas próprias palavras do Miller:</p>
<p><span id="more-68"></span></p>
<blockquote><p>&#8220;The Crucible&#8221; was an act of desperation. Much of my desperation branched out, I suppose, from a typical Depression-era trauma—the blow struck on the mind by the rise of European Fascism and the brutal anti-Semitism it had brought to power. But by 1950, when I began to think of writing about the hunt for Reds in America, I was motivated in some great part by the paralysis that had set in among many liberals who, despite their discomfort with the inquisitors&#8217; violations of civil rights, were fearful, and with good reason, of being identified as covert Communists if they should protest too strongly.</p></blockquote>
<p><em>(Se seu Inglês estiver em ordem, você pode conferir esse ótimo artigo do Miller: <a href="http://www.newyorker.com/archive/content/?020422fr_archive02" target="_blank">Why I Wrote &#8220;The Crucible&#8221;</a>)</em></p>
<p><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/goodnightandgoodluck20050919000402525000.jpg" target="_blank"><img src="/wp-content/thumb-goodnightandgoodluck20050919000402525000.jpg" align="left" HSPACE="10" border="0" VSPACE="10" /></a>Não deixa de ser interessante que 50 anos depois, alguém lance mão do recurso da alegoria para mais uma vez abrir os olhos das pessoas para o terror. Em seu <a href="http://www.imdb.com/title/tt0433383/" target="_blank">Boa Noite e Boa Sorte</a> George Clooney usa os fatos que ocorreram durante o Macartismo como uma alegoria para o que está ocorrendo hoje em dia com o governo Bush.</p>
<p>É impressionante, porque o filme é quase que só recorte de programas de Edward R. Murrow mesclados com um, digamos assim, &#8220;<em>making of</em>&#8220;. E cada vez que ele aparece falando com o público, é um belo tapa de luva de pelica nos americanos (e bem, por que não todos nós?) de hoje em dia. É cru, é duro. E verdadeiro.</p>
<p><a href="http://www.anica.com.br/wp-content/murrowcrop.jpg" target="_blank"><img src="/wp-content/thumb-murrowcrop.jpg" align="right" HSPACE="10" border="0" VSPACE="10" /></a>No final das contas, é lindo. Vou ficar devendo alguns momentos do filme porque não vou lembrar de todos os &#8220;discursos&#8221; do Murrow e na parte de citações do IMDB por enquanto só tem falas tolinhas do filme, o que não me surpreende at all. Se bobear, o pessoal lá só entenderá que esse filme é uma alegoria daqui uns 50 anos.</p>
<p>Sinceridade? Funciona de forma muito melhor do que qualquer Michael Moore esfregando verdades que já conhecemos. Na realidade, funciona porque enquanto Murrow fala para aquele pessoal da década de 50, ele está é puxando nossa orelha.</p>
<p><b>Não deixem de assistir.</b></p>
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		<title>Amor: Humor</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2005 13:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[(Ok, o título não tem muito a ver, mas eu não podia deixar de citar essa poesia do Oswald de Andrade.) Depois do comentário do Calvin sobre o trecho do diálogo que coloquei de Rosencrantz e Guildenstern estão mortos, me dei conta de como existe uma sutil diferença entre as comédias nonsense mas inteligentes e [...]]]></description>
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<p><em>(Ok, o título não tem muito a ver, mas eu não podia deixar de citar essa poesia do Oswald de Andrade.)</em></p>
<p>Depois do comentário do <a href="http://www.anica.com.br/2005/11/25/rosencrantz-guildenstern-estao-mortos/#comment-40" target="_blank">Calvin</a> sobre o trecho do diálogo que coloquei de Rosencrantz e Guildenstern estão mortos,  me dei conta de como existe uma sutil diferença entre as comédias nonsense mas inteligentes e as comédias que são simplesmente estúpidas (o caso do <a href="http://www.imdb.com/title/tt0242423/" target="_blank">Dude, Where&#8217;s my Car?</a> que ele citou).</p>
<p><span id="more-16"></span></p>
<p>Nonsense não precisa ser <em>retardado</em> para ser engraçado, para começar. Aliás, a graça normalmente está no absurdo da situação (é só lembrar do coelhinho do <a href="http://www.imdb.com/title/tt0071853/" target="_blank">Monty Python em Busca do Cálice Sagrado</a>, hehe). Você tem situações de repetição, mas elas normalmente significam alguma coisa, por assim dizer. Por exemplo, em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Waiting_for_Godot" target="_blank">Waiting for Godot</a>, a repetição representava  a rotina e impossibilidade de fuga da mesma. Não sei se consegui ser clara, mas existe uma diferença entre uma comédia que significa algo de uma comédia que só quer arrancar risos momentâneos.</p>
<p>E antes que atirem pedras, eu me mato de rir com comédias tipo &#8220;Dude, Where&#8217;s My Car?&#8221; (aliás, trocando de canal na sexta eu vi uma cena de um filme na qual dois ratinhos transavam e eu não conseguia parar de rir). Mas eu sei que elas não têm qualquer profundidade, você assiste só para rir, diferente de peças/filmes como Rosencrantz&#8230; que te dão o que pensar.</p>
<p>***</p>
<p>Último domingo do ano letivo, semana que vem: <strong>FÉRIAS</strong>. Vamos ver se volto a cuidar do Hellfire com mais carinho pelo menos durante esse período :dente:</p>
<p>E antes que eu me esqueça: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0347149/" target="_blank">O Castelo Animado</a> é muito batuta. Esquisito como qualquer desenho japonês, mas mesmo assim&#8230; cute.  E aos que terão o duvidoso privilégio de assistir <a href="http://www.imdb.com/title/tt0366627/" target="_blank">Camisa de Força</a> no cinema, tomem esse conselho: NÃO ASSISTAM. Dá para esperar chegar na locadora, cair no catálogo, passar no telecine, ver dublado na Globo&#8230;</p>
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