• Roy Orbison

    orbison_roy.jpgRoy Orbison é mesmo um sujeito muito injustiçado. Fez músicas muito batutinhas e boas de ouvir em um domingo a tarde e mesmo assim só é lembrado (isso se fazem referência ao compositor, e não à musica) como o cara que criou Oh Pretty Woman, que toca naquele filme com a Julia Roberts.

    Sabe, a injustiça maior é que ele deveria ser quase um ícone nérdico. As músicas dele já foram citadas e tocadas em tantos lugares legais que não dá para entender como ele pode ser só o-cara-de-oh-pretty-woman. Duvida? Pois olha só 3 situações nas quais ele foi citado e você pode ter deixado passar batido:

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  • Morgue Story (finalmente)

    tomana.jpgSol apareceu de surpresa na quarta e trouxe de presente para mim uma cópia do dvd que ela tem da peça “Morgue Story” – que por conta de uma série de procrastinações e barecos divertosos eu não fui assistir “ao vivo”.

    Enfim, sobre a peça: muito bacana – mesmo. Gostei da união entre hq e teatro, a arte do DW pipocando ali e acolá a todo instante complementou bem a história, carregada de um humor negro divertido e nem um pouco forçado.

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  • Avenida Dropsie, a peça

    carta.jpgFui ontem assistir Avenida Dropsie, montagem da Sutil Companhia de teatro, que quero assistir faz uma pá de tempo. Na verdade desde maio do ano passado, como vocês podem ver nesse post ainda não editado importado do Hellfire blogspot.

    Enfim, aparentemente eu não era a única – teatro lotadíssimo. Espero que seja qualquer coisa sobre “vontade de ver a peça”, e não o fato de ter ator global no elenco. Sabe como é, curitibano consegue ser sem noção. Sem noção ao ponto de levar criança para assistir uma peça dessas, por exemplo. Mas não vamos nos ater a falta de noção do público, hoje não.

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  • Sonho de Uma Noite de Verão

    Titania.jpgFomos ao teatro ontem, assistir a prova pública dos alunos de Interpretação do curso de Artes Cênicas da FAP. Na verdade a idéia de assistir surgiu na aula de Shakespeare (o que é meio óbvio, não?), quando foi sugerido que ao invés de fazer prova, assistíssemos a peça. Aí como para evitar avaliação um acadêmico vende até a mãe, fomos.

    Nesse ‘fomos’ está incluído também o Fábio – meio obrigado por conta de más experiências no teatro. Alguém na turma de Shakespeare tinha comentado qualquer coisa sobre o figurino ser metade renascentista e metade contemporâneo e aí já ficamos com uma pulga atrás da orelha (que fez o Fábio decretar “Se colocarem um Puck repentista eu levanto e vou embora”). Mas, tcharam! Tivemos uma ótima surpresa.

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  • Senhoras e senhores: George Bernard Shaw

    shawNão é que eu não conhecesse a figura, ouvi falar muito dele. Inclusive em uma optativa que fiz sobre Sátira alguém levou uma página cheia de detalhes biográficos e citações do sujeito. Poréééém, nunca tinha lido nadica de nada dele. E eu tenho noção de que não poderei ler todos os livros do mundo, mas fico feliz por deixar a lista um tanto menor, então aproveitei o intervalo entre “O Continente” e “O Retrato” para a aula de Ficção e História, para ler Pigmaleão, um dos trabalhos mais famosos do Shaw.

    O que dizer? Aparentemente, ele tinha a língua muito mais ferina quando tratava-se de Shaw falando do que do Shaw escrevendo. Pigmaleão tem muitas sacadas brilhantes, mas não é o tipo de peça que vaza ácido para todos os lados como podemos falar das peças do Oscar Wilde, por exemplo. Mas isso não quer dizer que ele não apresenta uma bem elaborada crítica social, que fica bem clara no caso de Pigmaleão.

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  • Faltam 2 semanas para o Festival de Teatro de Curitiba

    festivalEu gosto de teatro, gosto mesmo. Descobri um pouco tarde demais que não gostava só de ler mas também de assistir. Por “pouco tarde demais” leia-se “um hiato de anos entre ‘A Fada que tinha Idéias‘ e uma peça sobre o Wilde”. E é por isso que eu fico toda animada quando chega o Festival de Teatro. Nem tanto pela Mostra de Teatro Contemporâneo (cujos ingressos custam o olho da cara e esgotam em um piscar de olhos), mas principalmente pelo Fringe.

    O legal do Fringe é que é bem variado, e foge um pouco daquele esquema “peça que chama a atenção do povo porque tem ator da Globo” (o que eu acho meio patético sobre o público curitibano, devo dizer: só vai em peça se tiver ‘o cara daquela novela lá’). Mas ao mesmo tempo que o Fringe traz várias peças, tem um porém…

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  • Avenida Dropsie

    Se você vem de uma cidade grande, a rua na qual você nasceu, cresceu e amadureceu foi sua “terra natal”, e ela sempre foi conhecida como sua “vizinhança”. A residência definiu você tão certo quanto sua origem nacional e lhe deu uma afiliação vitalícia numa fraternidade que se manteve unida pelas memórias.

    Esse primeiro parágrafo da Introdução que Will Eisner escreveu para sua HQ “Avenida Dropsie” quase que já entrega tudo o que se verá nas outras páginas da revista. O charme da história não fica por conta do mote “a história de uma vizinhança”, mas de como ela se desenvolve.

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  • Caça às Bruxas

    Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de assistir (ou ler) a peça do Arthur Miller, The Crucible (conhecida aqui como As Bruxas de Salem). A peça é baseada nos eventos que de fato ocorreram em Salem em 1692 (a famosa “caça às bruxas” que todos conhecem bem), mas ele usa esses acontecimentos como alegoria para algo que acontecia em seu tempo: o Macartismo.

    Não deixa de ser genial, dentro de sua proposta: uma crítica à atmosfera de medo criada, de como esse terror beneficia alguns e paralisa outros. E, principalmente, de como o terror tolhia os americanos do que eles consideram sua característica mais importante, a liberdade. Nas próprias palavras do Miller:

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  • Amor: Humor

    (Ok, o título não tem muito a ver, mas eu não podia deixar de citar essa poesia do Oswald de Andrade.)

    Depois do comentário do Calvin sobre o trecho do diálogo que coloquei de Rosencrantz e Guildenstern estão mortos, me dei conta de como existe uma sutil diferença entre as comédias nonsense mas inteligentes e as comédias que são simplesmente estúpidas (o caso do Dude, Where’s my Car? que ele citou).

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  • Rosencrantz & Guildenstern estão mortos

    Você gosta de Shakespeare? Gostou de Hamlet? Já teve contato com alguma coisa do teatro do absurdo? Gostou de Waiting for Godot do Beckett? Sempre gostou de humor inteligente? Se você respondeu sim para qualquer uma dessas perguntas, saiba que é quase certeza que você irá adorar a peça de Tom Stoppard (o mesmo sujeito que escreveu o roteiro Brazil com o Terry Gilliam), Rosencrantz & Guildenstern estão mortos.

    (E antes que você torça o nariz, saiba que “ler” é uma opção, já que existe uma ótima adaptação da peça feita para o cinema com Gary “Dracula” Oldman e Tim “Mr. Orange” Roth. )

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