• The Loch Ness Monster's Song

    Como eu tinha prometido, a outra descoberta poética do último dia de aula, The Loch Ness Monster’s Song de Edwin Morgan:

    Sssnnnwhuffffll?
    Hnwhuffl hhnnwfl hnfl hfl?
    Gdroblboblhobngbl gbl gl g g g g glbgl.
    Drublhaflablhaflubhafgabhaflhafl fl fl -
    gm grawwwww grf grawf awfgm graw gm.
    Hovoplodok – doplodovok – plovodokot – doplodokosh?
    Splgraw fok fok splgrafhatchgabrlgabrl fok splfok!
    Zgra kra gka fok!
    Grof grawff gahf?
    Gombl mbl bl -
    blm plm,
    blm plm,
    blm plm,
    blp

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  • Mordendo a Língua

    Ok, retiro o que eu disse. Quer dizer, em parte… continuo achando aquele soneto do Shakespeare meio brocochô, mas a última aula do ano rendeu algumas ótimas descobertas. Como tenho que me preparar para viajar e não tenho muito tempo agora, deixo para falar do Edwin Morgan para quando eu voltar. Por enquanto, deixo uma poesia que achei MUITO bacana de um sujeito de quem nunca tinha ouvido falar, o Dana Gioia.

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  • 112904459961686344

    Confesso que no come�o das discuss�es sobre o referendo eu levantei a bandeira do SIM e achava um absurdo pessoas defenderem o N�O. Mas pensando bem em pr�s e contras, pesando argumentos e tudo o mais (e ignorando solenemente a propaganda imbecil que est� passando na TV e nos r�dios), minha preocupa��o agora � exatamente qual barulho a urna eletr�nica far� se eu apertar o 3 (porque veja bem, eu sou uma pessoa t�mida e n�o quero passar vergonha com b�����s e tal).A situa��o para mim � a seguinte: o que exatamente vai mudar com o ‘sim’ ou com o ‘n�o’? Armas ser�o devolvidas se o ‘sim’ ganhar? Acontecer� uma procura hist�rica por armas caso o ‘n�o’ ganhe? N�o sei, acho que em nada esse referendo alterar� as probabilidades de qualquer um de n�s morrer com um tiro na cabe�a por causa de um babaca qualquer. Na verdade, deveria existir algum tipo de referendo sobre a exist�ncia dos babacas na Terra, he he…

    No final das contas acabo concordando com o Tio Churchill: “A democracia � a pior forma de governo imagin�vel, � exce��o de todas as outras que foram experimentadas”.

    ***

    Para comemorar meu 9,0 em Literatura Inglesa II vamos para o momento…

    GEE, EU AMAVA POESIA E N�O SABIA!!

    Lemos hoje em sala de aula uma poesia extremamente linda do e.e. cummings, chamada “somewhere i have never travelled, gladly beyond”. A Luci, que � uma professora batuta, levou para a aula uma vers�o em portugu�s e musicada que o sr. Zeca Baleiro fez dessa poesia que – pasmem – ficou linda tamb�m.

    Vou colocar a poesia em Ingl�s e depois a vers�o do Zeca, porque eu sei que se s� coloco os links a pregui�a impera e s� o Higor l�

    Vers�o Original

    somewhere i have never travelled, gladly beyond
    any experience, your eyes have their silence:
    in your most frail gesture are things which enclose me,
    or which i cannot touch because they are too near

    your slightest look easily will unclose me
    though i have closed myself as fingers,
    you open always petal by petal myself as Spring opens
    (touching skillfully, mysteriously) her first rose

    or if your wish be to close me, i and
    my life will shut very beautifully, suddenly,
    as when the heart of this flower imagines
    the snow carefully everywhere descending;

    nothing which we are to perceive in this world equals
    the power of your intense fragility: whose texture
    compels me with the colour of its countries,
    rendering death and forever with each breathing

    (i do not know what it is about you that closes
    and opens; only something in me understands
    the voice of your eyes is deeper than all roses)
    nobody, not even the rain, has such small hands.

    Vers�o do Zeca Baleiro – Nalgum Lugar

    Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente al�m
    de qualquer experi�ncia, teus olhos t�m o seu sil�ncio: no teu gesto mais fr�gil h� coisas que me encerram,
    ou que eu n�o ouso tocar porque est�o demasiado perto
    teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
    embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
    me abres sempre p�tala por p�tala como a primavera abre
    (tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa (2X)
    ou se quiseres me ver fechado, eu e
    minha vida nos fecharemos belamente, de repente
    assim como o cora��o desta flor imagina
    a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
    nada que eu possa perceber neste universo iguala
    o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
    compele-me com a cor de seus continentes,
    restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
    (n�o sei dizer o que h� em ti que fecha
    e abre; s� uma parte de mim compreende que a
    voz dos teus olhos � mais profunda que todas as rosas)
    ningu�m, nem mesmo a chuva, tem m�os t�o pequenas.


  • Dois namorados olhando o céu

    Dois namorados olhando o céu
    chegaram a mesma conclusão.
    Mesmo que a terra
    não passe da próxima guerra,
    valeu!
    Valeu por ter encharcado
    esse planeta de suor.
    Valeu por ter encarado a vida
    que poderia ser melhor.
    Valeu por ter esquecido
    as coisas que sei de cor.
    Valeu!

    Paulo Leminski

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  • Estou me sentindo concisa hoje.

    POÉTICA

    conciso? com siso

    prolixo? pro lixo

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  • Graaaagh!

    Graaaagh!
    Ana Lovejoy has eaten 50 brains.

    Putiada do jeito que estou hoje, eu realmente comeria alguns cérebros. Leia a continuação desse post »


  • No ano que passou…

    O ano nem virou e pelo visto eu já estou cumprindo algumas resoluções. Hohoho… Preciso de novas. Penso depois da meia noite. Aliás, eu só vou pensar na minha vida depois da meia noite: se eu estipulo um horário eu pelo menos penso nela, hehe.

    No final das contas é tipo casa em desordem, fica tudo tão virado que você não tem coragem de começar a faxina. Mas se vai aos poucos, acertando aqui e acolá… Ok, não é como casa em desordem. É sério, eu acho que depois que bati a cabeça eu fiquei um pouco pior do que o normal.
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  • Pessoas deviam evaporar

    pessoas deviam evaporar
    quando quisessem
    não deixar por aí
    lembranças pedaços carcaças
    gotas de sangue caveiras esqueletos
    e esses apertos no coração
    que não me deixam dormir

    Paulo Leminski

    ***
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  • Idéias estranhas

    Eu gosto da Sol. Mas tem vezes que ela encasqueta com umas idéias meio estranhas que eu não sei de onde ela tira. E aí eu começo a pensar no que fez ela chegar a essas conclusões, e fico confusa: ela vê demais ou sou eu que vejo de menos?

    “Ah, a Anica… eu adoro quando ela começa a falar coisas sem sentido.”
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  • One Art

    Bom, a palestra do Schwartz foi realmente impressionante. No sentido de “PUTAQUEPARIU, SE EU FOR DAR AULA DE LITERATURA UM DIA, QUERO FALAR COMO ELE!”. Em menos de duas horas ele apresentou uma poetisa (completamente desconhecida para mim) e me fez me apaixonar pelo trabalho dela, ao ponto de querer ler mais e mais.

    A poetisa em questão é Elizabeth Bishop. Pelo que Schwartz falou, ela era daquelas mulheres impressionantes que quebram tabus com uma (ou por uma?) paixão sem tamanho.

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