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	<title>.:Hellfire Club:. &#187; Poetry from the Strange</title>
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		<title>The Day the Saucers Came</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 14:03:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[neil gaiman]]></category>

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		<description><![CDATA[É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post): The Day [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify"><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/12/neilgaiman.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2904" style="border: 0pt none;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/uploads/neilgaiman-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a>É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post):</p>
<p style="text-align: justify"><strong>The Day the Saucers Came</strong></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the saucers landed. Hundreds of them, golden,<br />
Silent, coming down from the sky like great snowflakes,<br />
And the people of Earth stood and stared as they descended,<br />
Waiting, dry-mouthed to find what waited inside for us<br />
And none of us knowing if we would be here tomorrow<br />
But you didn&#8217;t notice it because<span id="more-2902"></span></em></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the day the saucers came, by some coincidence,<br />
Was the day that the graves gave up their dead<br />
And the zombies pushed up through soft earth<br />
or erupted, shambling and dull-eyed, unstoppable,<br />
Came towards us, the living, and we screamed and ran,<br />
But you did not notice this because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>On the saucer day, which was the zombie day, it was<br />
Ragnarok also, and the television screens showed us<br />
A ship built of dead-man&#8217;s nails, a serpent, a wolf,<br />
All bigger than the mind could hold, and the cameraman could<br />
Not get far enough away, and then the Gods came out<br />
But you did not see them coming because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>On the saucer-zombie-battling gods day the floodgates broke<br />
And each of us was engulfed by genies and sprites<br />
Offering us wishes and wonders and eternities<br />
And charm and cleverness and true brave hearts and pots of gold<br />
While giants feefofummed across the land, and killer bees,<br />
But you had no idea of any of this because</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>That day, the saucer day the zombie day<br />
The Ragnarok and fairies day, the day the great winds came<br />
And snows, and the cities turned to crystal, the day<br />
All plants died, plastics dissolved, the day the<br />
Computers turned, the screens telling us we would obey, the day<br />
Angels, drunk and muddled, stumbled from the bars,<br />
And all the bells of London were sounded, the day<br />
Animals spoke to us in Assyrian, the Yeti day,<br />
The fluttering capes and arrival of the Time Machine day,<br />
You didn&#8217;t notice any of this because<br />
you were sitting in your room, not doing anything<br />
not even reading, not really, just<br />
looking at your telephone,<br />
wondering if I was going to call.</em>
</p>
<p style="text-align: justify">Legal, né? Mais legal ainda é que um artista finlandês chamado Jouni Koponen fez um pôster ilustrando o poema. E ficou muito, muito bacana, como você pode conferir <strong><a href="http://www.anica.com.br/files/2008/12/saucers_poster.jpg">clicando aqui</a></strong>. Então, mesmo que você não saiba inglês, fica aí uma dica de presente de natal para aquele seu amigo fã de Neil Gaiman e que lê em inglês (oi, tipo eu). &#8220;Só&#8221; <a href="http://www.neverwear.net/store/index.php?main_page=product_info&amp;cPath=4&amp;products_id=27">45 dólas no Neverwear</a>. :g:</p>
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		<title>Robert Frost e a poesia</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 11:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[cultura pop]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (&#8220;Poesia é só para gênios!&#8221;), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (&#8220;Ei, esse poeta é bom mesmo!&#8221;) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve [...]]]></description>
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<p><img class="alignright" style="float: right;border: 0;margin: 5px" src="http://www.colegiocruzeiro.com.br/Dicas%20Culturais/Imagens/Passeios/Floresta%20da%20Tijuca/floresta_tijuca_02.jpg" alt="" width="230" height="345" />Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos (&#8220;Poesia é só para gênios!&#8221;), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada (&#8220;Ei, esse poeta é bom mesmo!&#8221;) e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve lá (ou o conhecido &#8220;seguir a indicação de professores e amigos&#8221;). Mas, ao contrário do que acontece em uma exploração em um espaço real, com a poesia parece que você dificilmente desvendará todo o caminho.</p>
<p>Veja o meu caso, por exemplo. Eu demorei para me encantar pela poesia, de verdade. Acho que os primeiros poetas que de fato curti foram alguns <em>haijins</em> (não estou lembrada se é bem esse o termo usado para quem escreve haikai, quem souber por favor confirma aí), apresentados para mim através de uma coletânea de haikais da Estrela. A paixão completa mesmo só veio na universidade, com alguns professores como a Luci e o Édison, que, continuando na metáfora da floresta, entregaram não só mapas mas fotos mostrando toda a beleza desse espaço.</p>
<p><span id="more-2347"></span></p>
<p>E aqui você me pergunta: &#8220;<em>Mas peraí, Anica, o que o Robert Frost tem a ver com tudo isso?</em>&#8221; Tem a ver com a questão da abrangência desse campo. Sou bacharel em estudos literários e só conheci <a title="robert frost" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Frost" target="_blank">Robert Frost</a> de fato após terminar o curso. É culpa de professor? Não. Porque eu tenho certeza que Robert Frost já esteve na minha frente, mas eu não conseguia enxergá-lo. É quase como você curte o som de determinada banda toda vez que escuta, mas por não saber o nome da banda simplesmente passa batido e nunca entra na sua lista de favoritos.</p>
<p>Pois o Frost é muito, muito citado na cultura pop. Neil Gaiman, por exemplo, já bebeu dessa fonte (<a title="frost e gaiman" href="http://www.anica.com.br/2007/01/25/deja-vu/" target="_blank">e eu até comentei sobre isso no Hellfire</a>). E o poema &#8220;<em>Stopping by the Woods on a Snowy Evening</em>&#8221; tem uma listinha de referências lá na Wiki, sendo uma das mais modernas o <a title="death proof" href="http://www.imdb.com/title/tt1028528/" target="_blank">Death Proof</a> do Tarantino (os versos que a Jungle Julia diz para seus ouvintes recitarem para Butterfly em troca de uma lap dance é na verdade a última estrofe do poema).</p>
<p>Mas a minha favorita mesmo, a que eu queria compartilhar com vocês e por isso até comecei essa conversa sobre o Frost, é &#8220;<a title="the road not taken" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Road_Not_Taken" target="_blank">The Road Not Taken</a>&#8220;. Para quem não entende inglês, segue aí uma tradução de José Alberto Oliveira:</p>
<blockquote><p>A estrada que não foi seguida</p>
<p>Duas estradas separavam-se num bosque amarelo,<br />
Que pena não poder seguir por ambas<br />
Numa só viagem: muito tempo fiquei<br />
Mirando uma até onde enxergava<br />
Quando se perdia entre os arbustos;</p>
<p>Depois tomei a outra, igualmente bela,<br />
E que teria talvez maior apelo,<br />
Pois era relvada e fora de uso;<br />
Embora, na verdade, o trânsito<br />
As tivesse gasto quase o mesmo,</p>
<p>E nessa manhã nas duas houvesse<br />
Folhas que os passos não enegreceram.<br />
Oh, reservei a primeira para outro dia!<br />
Mas sabendo como caminhos sucedem a caminhos,<br />
E duvidava se alguma vez lá voltaria.</p>
<p>É como um suspiro que conto isto,<br />
Tanto, tanto tempo já passado:<br />
Duas estradas separavam-se num bosque e eu -<br />
Eu segui pela menos viajada,<br />
E isso fez a diferença toda.</p></blockquote>
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		<title>O bandido que sabia latim</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 11:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na noite de sábado para domingo comecei a ler a biografia Paulo Leminski &#8211; O bandido que sabia latim (escrita por Toninho Vaz), mas foi ontem à noite que a leitura engrenou de um modo que eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado (o que rendeu bastante reclamação do Fábio sobre a luz, [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/bandido.jpg"><img class="alignleft alignnone size-full wp-image-2255" style="float: left;border: 0;margin: 5px" src="http://www.anica.com.br/files/bandido.jpg" alt="" width="200" height="292" /></a>Na noite de sábado para domingo comecei a ler a biografia <a title="paulo leminski" href="http://compare.buscape.com.br/paulo-leminski-o-bandido-que-sabia-latim-toninho-vaz-8501059633.html" target="_blank">Paulo Leminski &#8211; O bandido que sabia latim</a> (escrita por Toninho Vaz), mas foi ontem à noite que a leitura engrenou de um modo que eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado (o que rendeu bastante reclamação do Fábio sobre a luz, hehe). Eu sei que não basta uma personagem interessante sem talento para se contar a história, só que, não desmerecendo o trabalho do Vaz (que é excelente, diga-se de passagem), Leminski parece uma daquelas pessoas que renderam histórias que nem o mais inapto dos escritores conseguiria tirar o brilho.</p>
<p>O que eu acho engraçado é que quando comecei a ler me dei conta que na realidade nunca fui fã do Leminski, mas da obra dele. E isso é raro, visto que sempre que me apaixono por algum trabalho quero logo fuçar a vida do autor (vide Wilde, Voltaire e Poe, por exemplo). Sabia pouco dele, pelo menos comparado com o que há para se saber.</p>
<p><span id="more-2254"></span></p>
<p>Mas do que adianta uma estrela sem nada orbitando ao redor, certo? E o charme da biografia fica por conta da contextualização, a articulação entre um evento e outro que de certa forma serviram como um mapa para guiar o poeta. E confesso, dentro de mim mora uma tia bairrista que adora ver sua Curitiba como um dos palcos dessa história. E aliás, ler algumas tiradas impagáveis sobre o pessoal daqui, como por exemplo &#8220;<em>O ideal do curitibano é ser invisível</em>&#8220;.</p>
<p>Enfim, o livro é uma delícia de ler e agora deu vontade de reler o Leminski. E deixarei aqui então a sugestão da leitura não só da biografia, mas principalmente da obra. Segue um aperitivo:</p>
<blockquote><p>ICEBERG</p>
<p>Uma poesia ártica,<br />
claro, é isso que eu desejo.<br />
Uma prática pálida,<br />
três versos de gelo.<br />
Uma frase-superfície<br />
onde vida-frase alguma<br />
não seja mais possível.<br />
Frase, não, Nenhuma.<br />
Uma lira nula,<br />
reduzida ao puro mínimo,<br />
um piscar do espírito,<br />
a única coisa única.<br />
Mas falo. E, ao falar, provoco<br />
nuvens de equívocos<br />
(ou enxame de monólogos?)<br />
Sim, inverno, estamos vivos.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Onde os fracos não têm vez</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 15:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que você faria se encontrasse uma maleta com mais de dois milhões de dólares? E se com a maleta encontrasse vários corpos e uma quantidade absurda de drogas, deixando claro que foi uma negociação mal sucedida? &#8220;Onde os fracos não têm vez&#8220;, dos irmãos Cohen, começa com Llewelyn Moss, um soldado aposentado que costuma [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/no-country-for-old-men-poster1.jpg" title="no-country-for-old-men-poster1.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/no-country-for-old-men-poster1.jpg" alt="no-country-for-old-men-poster1.jpg" align="left" border="0" height="415" hspace="5" vspace="5" width="260" /></a>O que você faria se encontrasse uma maleta com mais de dois milhões de dólares? E se com a maleta encontrasse vários corpos e uma quantidade absurda de drogas, deixando claro que foi uma negociação mal sucedida? &#8220;<a href="http://www.imdb.com/title/tt0477348/" title="onde os fracos não têm vez" target="_blank">Onde os fracos não têm vez</a>&#8220;, dos irmãos Cohen, começa com Llewelyn Moss, um soldado aposentado que costuma caçar nas horas vagas tendo que tomar esta decisão.</p>
<p>A partir daí, começa um dos melhores jogos de gato e rato que já vi no cinema. Quem vai atrás de Moss é Anton Chigurh, um psicopata que usa uma arma muito peculiar: um tubo de ar comprimido. O que faz a história ser tão interessante é que tanto Moss quanto Chigurh são bons no que fazem &#8211; e cada fechadura arrombada pelo tubo de ar comprimido é garantia de pelo menos alguns minutos de pura tensão.</p>
<p><span id="more-2051"></span> E se Chigurh está seguindo Moss, o xerife Ed Tom Bell persegue Chigurh. O oficial, já velho e cansado da violência que tem enfrentado todos os dias, vê nessa perseguição o momento para refletir sobre o próprio trabalho. É com ele que vemos uma das melhores cenas do filme, daquelas que você prende o fôlego e só respira novamente quando acaba: conseqüência de ele estar sempre dois passos atrás de Moss e Chigurh.</p>
<p>Há ainda a ótima participação de Woody Harrelson como Carson Wells, um assassino tão perigoso quanto Chigurh mas com um tanto de senso de humor. Acaba enriquecendo o jogo entre os três, e obviamente o filme &#8211; que sim, é muito bom e merece o tanto de elogio que tem recebido lá fora. Javier Bardem está brilhante como Chigurh, tenho certeza que mais uns tempos ele começará a aparecer em todas as listas de Vilões do cinema &#8211; especialmente com o questionamento que ele faz sobre o &#8216;herói&#8217; (Moss) mais para o final do filme. Quando estrear aqui no Brasil dia 1º de fevereiro, corra para os cinemas.</p>
<p>E para terminar, duas curiosidades sobre o filme: repare como ele simplesmente não tem trilha sonora, música nenhuma. Outra coisa: o título do filme no original (&#8220;No country for old men&#8221;) foi retirado dos primeiros versos de um poema do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_Butler_Yeats" title="yeats" target="_blank">Yeats</a>, chamado <em>Sailing to Byzantium</em> e que você poderá conferir aqui:</p>
<blockquote><p><strong>Sailing to Byzantium</strong> (Yeats)</p>
<p>THAT is no country for old men. The young<br />
In one another&#8217;s arms, birds in the trees<br />
- Those dying generations &#8211; at their song,<br />
The salmon-falls, the mackerel-crowded seas,<br />
Fish, flesh, or fowl, commend all summer long<br />
Whatever is begotten, born, and dies.<br />
Caught in that sensual music all neglect<br />
Monuments of unageing intellect.</p>
<p>An aged man is but a paltry thing,<br />
A tattered coat upon a stick, unless<br />
Soul clap its hands and sing, and louder sing<br />
For every tatter in its mortal dress,<br />
Nor is there singing school but studying<br />
Monuments of its own magnificence;<br />
And therefore I have sailed the seas and come<br />
To the holy city of Byzantium.</p>
<p>O sages standing in God&#8217;s holy fire<br />
As in the gold mosaic of a wall,<br />
Come from the holy fire, perne in a gyre,<br />
And be the singing-masters of my soul.<br />
Consume my heart away; sick with desire<br />
And fastened to a dying animal<br />
It knows not what it is; and gather me<br />
Into the artifice of eternity.</p>
<p>Once out of nature I shall never take<br />
My bodily form from any natural thing,<br />
But such a form as Grecian goldsmiths make<br />
Of hammered gold and gold enamelling<br />
To keep a drowsy Emperor awake;<br />
Or set upon a golden bough to sing<br />
To lords and ladies of Byzantium<br />
Of what is past, or passing, or to come.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Feliz Ano Novo!</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 11:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>
		<category><![CDATA[literatura estrangeira]]></category>
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		<description><![CDATA[E para enfrufruzar os votos de um feliz 2008, deixo aqui um trecho de A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock1 que acredito se encaixar bem com o momento: &#8220;Roçando suas espáduas na vidraça; Tempo haverá, tempo haverá Para moldar um rosto com que enfrentar Os rostos que encontrares; Tempo para matar e criar, [...]]]></description>
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<p>E para enfrufruzar os votos de um feliz 2008, deixo aqui um trecho de <a href="http://www.casadobruxo.com.br/poesia/t/tse01.htm" title="prufrock" target="_blank">A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock</a><sup><a href="http://www.anica.com.br/2007/12/31/feliz-ano-novo/#footnote_0_2016" id="identifier_0_2016" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="j&aacute; comentei sobre esse poema anteriormente, at&eacute; porque &eacute; meu favorito do Eliot">1</a></sup> que acredito se encaixar bem com o momento:</p>
<blockquote><p>&#8220;Roçando suas espáduas na vidraça;<br />
Tempo haverá, tempo haverá<br />
Para moldar um rosto com que enfrentar<br />
Os rostos que encontrares;<br />
Tempo para matar e criar,<br />
E tempo para todos os trabalhos e os dias em que mãos<br />
Sobre teu prato erguem, mas depois deixam cair uma questão;<br />
Tempo para ti e tempo para mim,<br />
E tempo ainda para uma centena de indecisões,<br />
E uma centena de visões e revisões<br />
Antes do chá com torradas.&#8221;</p></blockquote>
<p>E não esqueçam amiguinhos, <a href="http://www.fotolog.com/anicabitten/34994148" title="keep calm and carry on" target="_blank">KEEP CALM AND CARRY ON</a>.</p>
<ol class="footnotes"><li id="footnote_0_2016" class="footnote"><a href="http://www.anica.com.br/2005/09/16/112689046230900092/" title="prufrock" target="_blank">já comentei sobre esse poema</a> anteriormente, até porque é meu favorito do Eliot</li></ol>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Nos detalhes</title>
		<link>http://www.anica.com.br/2007/05/20/nos-detalhes/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=nos-detalhes</link>
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		<pubDate>Sun, 20 May 2007 17:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem algo que faz com que eu goste muito de poesias e contos em geral: observar o modo como o escritor &#8220;se vira&#8221; em um &#8220;espaço mais limitado&#8221;. Em suma, a arte de dizer muito escrevendo (teoricamente) pouco. O bom poeta e o bom contista escolhem as palavras, são quase como cozinheiros que sabem qual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><a href="http://www.anica.com.br/files/lupa2_ariadna.jpg" title="lupa2_ariadna.jpg"><img src="http://www.anica.com.br/files/lupa2_ariadna.jpg" alt="lupa2_ariadna.jpg" align="left" border="0" height="193" hspace="5" vspace="5" width="266" /></a>Tem algo que faz com que eu goste muito de poesias e contos em geral: observar o modo como o escritor &#8220;se vira&#8221; em um &#8220;espaço mais limitado&#8221;. Em suma, a arte de dizer muito escrevendo (teoricamente) pouco.</p>
<p>O bom poeta e o bom contista escolhem as palavras, são quase como cozinheiros que sabem qual ingrediente deve ficar fora ou dentro da receita. Não estou negando que exista inspiração, mas há um algo a mais por trás da criação, sim.</p>
<p><span id="more-1591"></span> Veja o caso do poema One Art da Elizabeth Bishop, de caráter tão pessoal que acaba agradando a maioria daqueles que já o leram. Segue o poema:</p>
<blockquote><p>The art of losing isn&#8217;t hard to master;<br />
so many things seem filled with the intent<br />
to be lost that their loss is no disaster.</p>
<p>Lose something every day. Accept the fluster<br />
of lost door keys, the hour badly spent.<br />
The art of losing isn&#8217;t hard to master.</p>
<p>Then practice losing farther, losing faster:<br />
places, and names, and where it was you meant<br />
to travel. None of these will bring disaster.</p>
<p>I lost my mother&#8217;s watch. And look! my last, or<br />
next-to-last, of three loved houses went.<br />
The art of losing isn&#8217;t hard to master.</p>
<p>I lost two cities, lovely ones. And, vaster,<br />
some realms I owned, two rivers, a continent.<br />
I miss them, but it wasn&#8217;t a disaster.</p>
<p>Even losing you (the joking voice, a gesture<br />
I love) I shan&#8217;t have lied. It&#8217;s evident<br />
the art of losing&#8217;s not too hard to master<br />
though it may look like (Write it!) like disaster.</p></blockquote>
<p>Até a última estrofe ele segue na mesma toada, de como perder algo ou alguém não faz diferença. O leitor menos atento poderá inclusive terminar o poema com essa idéia. Mas ali, na última estrofe, a Bishop usa um &#8216;too&#8217;, que não usou em mais situação alguma.</p>
<p>Então, quando ela fala em perder a pessoa amada, já não é mais &#8220;tão&#8221; simples assim. Ela entrega as armas no final e deixa claro que sim, é uma droga estar sem essa pessoa por perto. Sinceramente, acho isso genial.</p>
<p>Outra poesia pela qual fiquei recentemente encantada é uma da Estrela Ruiz Leminski (que vocês podem conhecer melhor <a href="http://leminiskata.blogspot.com/" title="leminskata" target="_blank">clicando aqui</a>). Acredito que é um bom exemplo da arte de dizer muito com poucas palavras.</p>
<blockquote><p>mesmo sempre sabendo que</p>
<p>no dia que te conheci o mundo ficou da cor do</p>
<p>todos os momentos juntos eram exatamente como</p>
<p>naquele primeiro beijo eu senti que</p>
<p>cada espera tua dói como se</p>
<p>depois deste tempo ao teu lado eu vejo a</p>
<p>desde então</p>
<p>estou sem palavras</p></blockquote>
<p>E isso que nem entramos no campo dos hai-kais&#8230;</p>
<p>Já no caso dos contos, a idéia continua igual (embora não conte com o ritmo): muito com pouco.  É só ver o caso do Poe, e do que ele faz em contos como Coração Denunciador. A escolha do narrador em primeira pessoa, que já no começo vem se defender dizendo não ser louco e que então, para justificar sua &#8220;razão&#8221; descreve passo-a-passo o que fez com o velho que ele sequer odiava.</p>
<p>A frieza com que o assassino conta a história serve para potencializar o horror da situação. Como por exemplo, quando ele descreve a rotina que seguia antes do assassinato. Chega uma hora que ele comenta o ato de entrar no quarto do velho com a seguinte frase:</p>
<p><em>&#8220;Levava uma hora para colocar a cabeça inteira além da abertura&#8221;</em></p>
<p>Uma hora&#8230; mais uma vez, o leitor mais desatento perde exatamente um dos indícios da loucura do narrador. Dá para imaginar, um sujeito levar uma hora para colocar a cabeça além da abertura da porta? Aliás, dá para imaginar o susto que você levaria ao acordar e ver um fulano movendo lentamente para dentro do seu quarto?</p>
<p>É, não tem outro termo que não seja o &#8220;genial&#8221;. Sei que muitos poetas e muitos contistas não conseguem sair tão bem nessa tarefa ingrata, mas eu realmente tiro o chapéu para os que conseguem não só sair do problema (o fato de ter algo que deve ser breve em mãos), mas que ainda conseguem superar o problema com maestria, entregando para nós trabalhos que serão lembrados por muito, muito tempo.</p>
<p>Então, da próxima vez que for um poema ou um conto, lembre disso: detalhes. A beleza está ali. Não seja tão afoito em uma leitura, porque nem sempre o escritor entrega o ouro de forma óbvia. E sim, a descoberta desses pequenos detalhes poderão ser bastante gratificantes para você.</p>
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		<title>Realidade</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2007 15:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>

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		<description><![CDATA[Que estranho esse mundo, ahn? Quinze militares britânicos presos pela força naval iraniana, e mesmo assim o bafafá do momento é a apalpada que o honrado príncipe deu nos tchitchos da brasileira em uma boate qualquer. Fala sério. É tipo aquela poesia do Leminski: podem ficar com a realidade esse baixo astral em que tudo [...]]]></description>
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<p>Que estranho esse mundo, ahn? Quinze militares britânicos presos pela força naval iraniana, e mesmo assim o bafafá do momento é <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL14676-5602,00.html" title="apalpada" target="_blank">a apalpada que o honrado príncipe deu nos tchitchos da brasileira em uma boate qualquer</a>. Fala sério. É tipo aquela poesia do Leminski:</p>
<p><img src="http://img78.photobucket.com/albums/v285/sujdet/spoetry.jpg" alt="poetry" border="0" height="126" hspace="5" vspace="5" width="208" /></p>
<p>podem ficar com a realidade</p>
<p>esse baixo astral</p>
<p>em que tudo entra pelo cano</p>
<p>eu quero viver de verdade</p>
<p>eu fico com o cinema americano</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Déjà vu</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jan 2007 16:53:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu seeeeei que falei de Sandman ontem, mas acabei de fazer uma descoberta sobre um referência perdida em Noites Sem Fim, e eu fico toda animada com esse negócio de referências, especialmente quando me leva a conhecer coisas novas e tal. Então eu compartilho aqui com vocês. Vamos lá. Sempre achei o título da [...]]]></description>
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<p><img vspace="5" hspace="5" align="left" alt="manara_desire.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/manara_desire.jpg" />Sim, eu seeeeei que falei de Sandman ontem, mas acabei de fazer uma descoberta sobre um referência perdida em Noites Sem Fim, e eu fico toda animada com esse negócio de referências, especialmente quando me leva a conhecer coisas novas e tal. Então eu compartilho aqui com vocês.</p>
<p>Vamos lá. Sempre achei o título da história da Desejo meio estranho. &#8220;<em>O que eu experimentei de desejo</em>&#8220;&#8230; tinha algo ali que não encaixava bem. Então, terminando a leitura do livro Hiperespaço, dou de cara com os seguintes versos:</p>
<p>&#8220;Alguns dizem que o mundo vai acabar com fogo<br />
Alguns dizem em gelo.<br />
<strong>Pelo que experimentei de desejo</strong><br />
Fico com aqueles que preferem o fogo&#8221;</p>
<p><span id="more-1444"></span>O autor é <a target="_blank" title="robert frost" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Frost">Robert Frost</a>, e aí está só um pedacinho da poesia <em>Fire and Ice</em>, que agora parece piscar &#8220;explica o título da história&#8221; várias vezes. A relação entre o ódio e o desejo ficaram tão gritantes agora ao reler a  história do Gaiman, que não tem como negar a relação. E puxa, gostei ainda mais.</p>
<p>Portanto, deixo aqui a poesia completa para quem quiser dar uma conferida:</p>
<p><img alt="poerty" src="http://img78.photobucket.com/albums/v285/sujdet/spoetry.jpg" /></p>
<p><strong>Fire and Ice (Robert Frost)</strong></p>
<p>Some say the world will end in fire,<br />
Some say in ice.<br />
From what I&#8217;ve tasted of desire<br />
I hold with those who favor fire.<br />
But if it had to perish twice,<br />
I think I know enough of hate<br />
To say that for destruction ice<br />
Is also great<br />
And would suffice.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vida e arte</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Jan 2007 18:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não cheguei a assistir aquele filme como a Gwyneth Paltrow (edeusabençoe o ctrl c), então não posso dizer se é uma boa fonte para ficar sabendo um pouco mais sobre a vida da Sylvia Plath &#8211; que hoje eu apresentei para a Sol, e resolvi comentar aqui com vocês também. Na verdade, acredito que [...]]]></description>
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<p><img vspace="5" hspace="5" align="left" alt="sylvia.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/sylvia.jpg" />Eu não cheguei a assistir <a title="sylvia" target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0325055/" /><a title="sylvia" target="_blank" href="http://www.imdb.com/title/tt0325055/">aquele filme como a Gwyneth Paltrow</a> (edeusabençoe o ctrl c), então não posso dizer se é uma boa fonte para ficar sabendo um pouco mais sobre a vida da Sylvia Plath &#8211; que hoje eu apresentei para a Sol, e resolvi comentar aqui com vocês também. Na verdade, acredito que ela seja mais um daqueles casos injustiçados de vida sobrepondo carreira: você fala de Sylvia Plath e a pessoa ligada nas Caras literárias diz &#8220;Ahhh, sim. Aquela que deu o leitinho para as crianças, ligou o gás do fogão e se matou, né?&#8221;</p>
<p>Sim, ela se suicidou, e a idéia do suicídio aparece em alguns poemas &#8211; o que colabora na interpretação de alguns trabalhos. Mas reduzir o que ela escreveu a isso, ou ao fim do casamento com Ted Hughes, é bobagem.</p>
<p><span id="more-1428"></span>É o mesmo tipo de bobagem que faz com que as pessoas peguem O Retrato de Dorian Gray do Wilde, por exemplo, e vejam ali a história dele e do Bosie (uma quantidade absurda de leitores traça esse paralelo: Lord Henry seria Wilde, e Dorian seria Bosie). Não tem nada a ver, mas mesmo assim as pessoas perpetuam o erro, como se a leitura por si só não bastasse, e só um autor com muito escândalo seria um autor bom.</p>
<p>Voltando à Plath, se você AINDA quer saber mais sobre ela do que a obra dela, <a title="plath" target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sylvia_Plath">clica aqui</a>. Mas se você quer dar uma conferida em uns poemas MUITO bons, <a title="poetry" target="_blank" href="http://community.livejournal.com/plathpoetry/">clica aqui</a>. E termino o post com um Poetry from the Strange, que faz tempo que eu não faço :dente:</p>
<p><img src="http://img78.photobucket.com/albums/v285/sujdet/spoetry.jpg" /></p>
<p><strong><u>I thought that I could not be hurt</u></strong></p>
<p>I thought that I could not be hurt;<br />
I thought that I must surely be<br />
impervious to suffering-<br />
immune to pain<br />
or agony.</p>
<p>My world was warm with April sun<br />
my thoughts were spangled green and gold;<br />
my soul filled up with joy, yet<br />
felt the sharp, sweet pain that only joy<br />
can hold.</p>
<p>My spirit soared above the gulls<br />
that, swooping breathlessly so high<br />
o&#8217;erhead, now seem to to brush their whir-<br />
ring wings against the blue roof of<br />
the sky.</p>
<p>(How frail the human heart must be-<br />
a throbbing pulse, a trembling thing-<br />
a fragile, shining instrument<br />
of crystal, which can either weep,<br />
or sing.)</p>
<p>Then, suddenly my world turned gray,<br />
and darkness wiped aside my joy.<br />
A dull and aching void was left<br />
where careless hands had reached out to<br />
destroy</p>
<p>my silver web of happiness.<br />
The hands then stopped in wonderment,<br />
for, loving me, they wept to see<br />
the tattered ruins of my firma-<br />
ment</p>
<p>(How frail the human heart must be-<br />
a mirrored pool of thought. So deep<br />
and tremulous an instrument<br />
of glass that it can either sing,<br />
or weep).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Verborrágica (ou: Oi, estava com saudades)</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Nov 2006 11:44:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anica</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poetry from the Strange]]></category>

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		<description><![CDATA[Por não ter muito o que fazer enquanto cuidava do meu noivo adoentado na Bettegolândia, acabei retomando a leitura de &#8220;Os Três Mosqueteiros&#8221; (na verdade era para ele ler o livro). O impressionante é que, tal como na primeira vez que li, fui novamente fisgada pela história de D&#8217;Artagnan e companhia. A fórmula do Dumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
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<p><img width="219" hspace="5" height="219" align="right" alt="three-musketeers-1.jpg" src="http://www.anica.com.br/files/three-musketeers-1.jpg" />Por não ter muito o que fazer enquanto cuidava do meu noivo adoentado na Bettegolândia, acabei retomando a leitura de &#8220;Os Três Mosqueteiros&#8221; (na verdade era para ele ler o livro). O impressionante é que, tal como na primeira vez que li, fui novamente fisgada pela história de D&#8217;Artagnan e companhia.</p>
<p>A fórmula do Dumas pai é manjada e foi repetida várias vezes depois (a aventura misturada com elementos históricos e o romance) mas tem algo que é mérito dele e só dele: o desenvolvimento das personagens. Está para surgir um grupo mais carismático do que Athos, Porthos, Aramis e D&#8217;Artagnan.</p>
<p>***</p>
<p><span id="more-1320"></span>Não comentei por aqui pela mais pura falta de tempo, mas assisti recentemente um filme de suspense lusitano. Sim, o nome da pérola é <a target="_blank" title="coisa ruim" href="http://www.imdb.com/title/tt0489461/">Coisa Ruim</a>, e fico tentada em dizer que o nome não tem nada a ver com a qualidade do filme, quee superou as expectativas, hehe. Vale para quem gosta de tomar alguns sustos, como eu. O único problema é que a não ser que você esteja acostumado com o português de Portugal, você <em>precisa</em> das legendas.</p>
<p>Isso deveria inclusive valer um post à parte discutindo essa questão da língua portuguesa, mas não ando com muita vontade de falar de Lingüística.</p>
<p>***</p>
<p>Mas falando em tradução&#8230; Luci comentou que foi premiada com uma bolsa de estudos, com passagem, acomodação, alimentação e lingüista disponível 24 horas lá na Irlanda. Falta para o Brasil aprender a investir nessa questão da cultura, o retorno seria algo fantástico se levarmos em conta o quão rico somos nesse quesito, o que bate na minha idéia de que não há arma mais poderosa de conquista do que a cultura.</p>
<p>O problema é que cruzamos os braços e esperamos que os estrangeiros venham para cá e eles mesmos reconheçam o que temos de bom &#8211; e assim divulguem lá fora. Na realidade, nos contentamos com aquela babaquice de &#8220;lugares bonitos com mulheres bonitas e povo feliz&#8221; e esquecemos do que produzimos aqui que é bom, muito bom. Aquela coisa: não fosse Elizabeth Bishop, os americanos demorariam ainda mais para conhecer Vinícius de Moraes, Carlos Drummond e João Cabral, por exemplo.</p>
<p>Aí nós ficamos todos putiadinhos com episódios de Simpsons ou quando dizem que nossa capital é Buenos Aires, mas o quanto a gente investe nesse sentido de divulgar nossa <em>cultura</em> em outros lugares (e não só os lugares bonitos com mulheres bonitas e povo feliz)? Esse projeto irlandês, por exemplo, seleciona determinados países e oferece bolsa para tradutores de obras, o que garante um, digamos, <em>boom</em> de livros irlandeses sendo lançados no país escolhido.</p>
<p>Em tempo: como faz tempo que não faço um poetry from the strange, fica como curiosidade uma tradução de uma poesia MUI conhecida de Drummond, por Bishop:</p>
<blockquote><p><strong><img align="bottom" alt="poetry" src="http://img78.photobucket.com/albums/v285/sujdet/spoetry.jpg" /></strong></p>
<p><strong>In the Middle of the Road </strong></p>
<p>In the middle of the road there was a stone<br />
there was a stone in the middle of the road<br />
there was a stone<br />
in the middle of the road there was a stone.</p>
<p>Never should I forget this event<br />
in the life of my fatigued retinas.<br />
Never should I forget that in the middle of the road<br />
there was a stone<br />
there was a stone in the middle of the road<br />
in the middle of the road there was a stone.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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