The Day the Saucers Came

É o nome de um poema do Neil Gaiman, que só para variar, é muito fofo e bacaninha. Eu não sei se já tem traduzido aqui no Brasil, mas para os que sacam inglês, segue aí o texto para que vocês conheçam (se não saca inglês, vá direto para o final do post): The Day the Saucers Came That day, the saucers landed. Hundreds of them, golden, Silent, coming down from the sky like great … [Leia mais...]

Robert Frost e a poesia

Eu às vezes vejo a poesia como uma floresta: você vai abrindo seu caminho para o coração da mata aos poucos, vencendo medos ("Poesia é só para gênios!"), se alimentando de uma ou outra fruta coletada ao longo da jornada ("Ei, esse poeta é bom mesmo!") e claro, utilizando mapas desenhados por quem já esteve lá (ou o conhecido "seguir a indicação de professores e amigos"). Mas, ao … [Leia mais...]

O bandido que sabia latim

Na noite de sábado para domingo comecei a ler a biografia Paulo Leminski - O bandido que sabia latim (escrita por Toninho Vaz), mas foi ontem à noite que a leitura engrenou de um modo que eu simplesmente não conseguia deixar o livro de lado (o que rendeu bastante reclamação do Fábio sobre a luz, hehe). Eu sei que não basta uma personagem interessante sem talento para se contar a história, … [Leia mais...]

Onde os fracos não têm vez

O que você faria se encontrasse uma maleta com mais de dois milhões de dólares? E se com a maleta encontrasse vários corpos e uma quantidade absurda de drogas, deixando claro que foi uma negociação mal sucedida? "Onde os fracos não têm vez", dos irmãos Cohen, começa com Llewelyn Moss, um soldado aposentado que costuma caçar nas horas vagas tendo que tomar esta decisão. A partir daí, … [Leia mais...]

Feliz Ano Novo!

E para enfrufruzar os votos de um feliz 2008, deixo aqui um trecho de A Canção de Amor de J. Alfred Prufrock ((já comentei sobre esse poema anteriormente, até porque é meu favorito do Eliot)) que acredito se encaixar bem com o momento: "Roçando suas espáduas na vidraça; Tempo haverá, tempo haverá Para moldar um rosto com que enfrentar Os rostos que encontrares; Tempo para matar e … [Leia mais...]

Nos detalhes

Tem algo que faz com que eu goste muito de poesias e contos em geral: observar o modo como o escritor "se vira" em um "espaço mais limitado". Em suma, a arte de dizer muito escrevendo (teoricamente) pouco. O bom poeta e o bom contista escolhem as palavras, são quase como cozinheiros que sabem qual ingrediente deve ficar fora ou dentro da receita. Não estou negando que exista inspiração, mas … [Leia mais...]

Realidade

Que estranho esse mundo, ahn? Quinze militares britânicos presos pela força naval iraniana, e mesmo assim o bafafá do momento é a apalpada que o honrado príncipe deu nos tchitchos da brasileira em uma boate qualquer. Fala sério. É tipo aquela poesia do Leminski: podem ficar com a realidade esse baixo astral em que tudo entra pelo cano eu quero viver de verdade eu fico com o cinema … [Leia mais...]

Déjà vu

Sim, eu seeeeei que falei de Sandman ontem, mas acabei de fazer uma descoberta sobre um referência perdida em Noites Sem Fim, e eu fico toda animada com esse negócio de referências, especialmente quando me leva a conhecer coisas novas e tal. Então eu compartilho aqui com vocês. Vamos lá. Sempre achei o título da história da Desejo meio estranho. "O que eu experimentei de desejo"... tinha … [Leia mais...]

Vida e arte

Eu não cheguei a assistir aquele filme como a Gwyneth Paltrow (edeusabençoe o ctrl c), então não posso dizer se é uma boa fonte para ficar sabendo um pouco mais sobre a vida da Sylvia Plath - que hoje eu apresentei para a Sol, e resolvi comentar aqui com vocês também. Na verdade, acredito que ela seja mais um daqueles casos injustiçados de vida sobrepondo carreira: você fala de Sylvia … [Leia mais...]

Verborrágica (ou: Oi, estava com saudades)

Por não ter muito o que fazer enquanto cuidava do meu noivo adoentado na Bettegolândia, acabei retomando a leitura de "Os Três Mosqueteiros" (na verdade era para ele ler o livro). O impressionante é que, tal como na primeira vez que li, fui novamente fisgada pela história de D'Artagnan e companhia. A fórmula do Dumas pai é manjada e foi repetida várias vezes depois (a aventura misturada … [Leia mais...]