Thomas Lang (protagonista e narrador do primeiro romance do britânico Hugh Laurie) entrega logo de cara o que O vendedor de armas tem a oferecer: um punhado de ação, recheado de comentários ácidos sobre as pessoas e sobre si mesmo. Contratado para assassinar um homem, ele recusa a proposta e segue avisar essa pessoa que sua cabeça está a prêmio: é aí que começa a se envolver em um caso que tem até a CIA e o Ministério da Defesa britânico, para se ter uma ideia. O livro parece prometer muito, mas logo nos primeiros capítulos já começa a decepcionar.
O maior problema talvez seja abuso do uso do recurso de reviravolta. São tantas aos longos das páginas que chega uma hora que você até se perde – não consegue confiar em nada nem ninguém e meio que continua lendo só para saber no que vai dar. Até porque o excesso de reviravolta acaba já preparando o leitor, que lá pela metade do livro já sabe que “lá vem mais uma” – mas ao contrário dos bons livros que dão vontade de continuar lendo, até pela curiosidade, as ditas “reviravoltas” são tão simplórias que não atraem.

Para quem viveu os anos 80 ou mesmo para quem gosta da cultura daquela década, é impossível falar de música sem citar a banda The Smiths. Formada em 1982 e liderada por Steven Patrick Morrissey (mais conhecido pelo sobrenome, Morrissey), o grupo apresentava muitos dos elementos principais das músicas mais populares daquela época, com letras bastante melancólicas falando sobre solidão e inadequação. Mesmo quem não consegue relacionar o nome à música, provavelmente já ouviu em algum momento hits como Heavens Knows I’m Miserable Now, How Soon Is Now?, Bigmouth Strikes Again, Panic eAsk.
Você provavelmente já viu Julianne Moore em algum filme. A atriz atuou em produções famosas como
O leitor desavisado que pega um volume de Retalhos, do artista norte-americano Craig Thompson, provavelmente levará um susto. O livro tem quase 600 páginas, um número atípico quando se fala em graphic novels. Se você tem algum medo ou preguiça sobre catataus, saiba já de antemão que Retalhos vale a pena, com uma história simples Thompson agarra a atenção do leitor que só deixa o livro de lado quando já chegou ao fim, que vem mais rápido do que se espera.
Pense em um livro que em dado momento tem o seguinte parágrafo:
A pintora Tarsila do Amaral é bastante conhecida em aulas que falam do movimento modernista no Brasil – é uma obra dela,
Virgil um dia chega em casa (a saber, um apartamento em uma região de prostituição de Paris) e percebe que a secretária eletrônica está piscando. Vai ouvir a mensagem, na qual uma moça chamada Clara diz de forma bastante precisa que não pode mais continuar o relacionamento com Virgil, e que está tudo acabado entre os dois. O detalhe: Virgil não conhece, ou pelo menos não lembra de nenhuma Clara, que dirá de ter em algum momento namorado a menina.



