Em 1966, quando Jornada nas Estrelas foi ao ar pela primeira vez pela NBC, o que se viu foi o nascimento de uma das mais duradouras e rentáveis franquias da cultura pop. Outros tantos seguiriam o rastro de Capitão Kirk, Spock e Dr. McCoy, a maioria no cinema (como Star Wars de George Lucas, por exemplo), mas não dá para desconsiderar que quem foi abrindo caminho naquele então campo desconhecido das convenções de fãs, vendas de produtos relacionados e afins foi a série criada por Gene Roddenberry.
E é para ficar sabendo dos bastidores dessa franquia que o Almanaque Jornada nas Estrelas (de Salvador Nogueira e Susana Alexandria) vem para agradar os fãs, e mesmo os curiosos sobre esse fenômeno. Tendo como base principalmente a série original, o livro comenta detalhes envolvendo as personagens, o processo de criação, fofocas de bastidores e muito mais. É muita informação, até porque inclui também detalhes sobre as outras séries (e filmes) que se originaram a partir dessa.
Novela escrita por Henry James e publicada pela primeira vez em 1898, A outra volta do parafusoé sem sombra de dúvidas uma das grandes histórias de fantasmas já escritas. Primeiro porque cumpre muito bem a função de assustar – há momentos do livro que são de tirar o fôlego e não decepcionarão em nada os amantes do horror. Mas também por causa da precisão do estilo e, mais ainda, da qualidade literária da obra de Henry James.
We, romance do russo Yevgeny Zamyatin tem uma história por trás da história. Os manuscritos mais antigos da obra datam de 1919, mas ela só foi concluída em 1921. Por conta do tema tratado, foi a primeira obra censurada pelo 
As pessoas tem a falsa ilusão de que por serem mais curtos que romances, contos são fáceis de escrever. Pode até ser, mas bons contos não. É difícil dizer muito, causar sensações no leitor, criar personagens cativantes ou mesmo trazer uma boa história com tão poucos caracteres. Some a isso o fato de que qualquer excesso no texto fica ainda mais óbvio, e já dá para perceber a série de dificuldades que um escritor enfrenta ao seguir por esse caminho. E é por conta disso que sempre fico muito feliz ao ter em mãos uma coletânea tão boa como A página assombrada por fantasmas, de Antônio Xerxenesky.
Um dos maiores problemas de fazer uma criança se interessar por leitura é vencer a barreira do formal – as personagens podem ser legais, mas não falam como elas falariam no dia-a-dia, por exemplo. É tudo certinho e redondinho demais, o que pode acabar fazendo com que a atenção se perca rapidamente, por mais que o livro traga um enredo bacana para o jovem. Considerando isso, As aventuras de Ook e Gluk (de Dav Pilkey) chega para vencer esta barreira.
Você acompanha a série da HBO,
Costumo (tentar) fugir da armadilha de me sustentar na biografia de um autor quando vou opinar sobre um livro. É um terreno perigoso, porque por mais que pareça óbvio que a vida de um escritor se reflete naquilo que ele cria, ainda assim não dá para esquecer os versos de Pessoa sobre o poeta ser um fingidor. De qualquer maneira, como não se surpreender com a coletânea 47 Contos de Juan Carlos Onetti, considerando aspectos de sua vida? A começar para aqueles que acreditam que educação formal está diretamente relacionada com material de qualidade: Onetti abandonou os estudos no segundo grau. E aparentemente isso não fez falta alguma em sua vida.



