Opa, que finalmente as coisas melhoraram. Eu estava realmente preocupada que as coisas permaneceriam mornas até o último capítulo, mas pelo menos deixaram alguma coisa para agitar o penúltimo. Fresh Blood (S03E11) teve lá seus momentos dispensavelmente esticados de sempre, mas por causa de outros eventos acabou valendo a pena, e deixando o cenário pronto para a conclusão da temporada – que só irá ao ar dia 12 de setembro. Sim, mais uma pausinha, que caca. Falando nisso, é (bem) provável que 12 de setembro o Arthur já esteja por aqui, então não estranhem se demorar um tico para sair a resenha, hehe.
Voltando ao True Blood. Como eu disse, o maior problema foram os momentos esticados – mas não o que aconteceu. Acho que tudo em Fresh Blood era necessário para começar a “amarrar as pontas”, e começar a preparar a quarta temporada. O negócio é que às vezes a coisa se prolonga mais do que devia. A reação de Jason ao saber sobre a natureza de Crystal, por exemplo. Ele precisava ir até a escola, ver o moleque que está tomando V para então chegar a conclusão que “Ninguém nessa cidade é o que parece ser, então tudo bem”? Claro que não. Com todo aquele rolo com o Eggs ele mais do que ninguém sabe que ninguém-naquela-cidade-é-o-que-parece-ser. E pelo menos apresentaria uma certa coesão sobre o episódio passado, quando ele conta para Tara sobre Eggs.

Sempre que penso em escritores cuja biografia renderiam por si só um romance, lembro de uma frase de Oscar Wilde em O retrato de Dorian Gray, que dizia “Um grande poeta é a menos poética de todas as criaturas. Parece que escreve a poesia que não consegue viver, enquanto poetas inferiores vivem a poesia que não conseguem escrever“. Óbvio, lembro da frase porque Wilde mesmo provou que o raciocínio não estava sempre certo – e a realidade é que eu me surpreendo muito com a quantidade de vezes que algum grande escritor parece contrariá-lo.













