• The Mentalist (Segunda Temporada)

    Eu tinha começado a segunda temporada até que empolgada – cheguei até a comentar alguns episódios aqui no Hellfire.1 Nos primeiros episódios tivemos a presença de um novo antagonista para Jane, o agente Bosco que tinha assumido o caso de Red John e que odiava o mentalista e estava dificultando bastante o acesso à novas informações sobre o assassino. Mas aí chegou ali pela metade e a segunda temporada perdeu o gás. Poderiam ter prolongado um pouco mais a relação Jane x Bosco, mas resolveram botar um fim no sujeito.

    Depois disso, o que veio foi um episódio após o outro montados sempre no mesmo esquema: crime acontece, ninguém faz ideia de quem é o assassino, uma situação absurda leva ao criminoso para descobrirmos no fim que era só uma armação do Jane, que já sabia de tudo. Ah, tá. Eu sinceramente gostava mais quando mostravam a linha de raciocínio da personagem, de como ela chegou a conclusão de que fulano de tal tinha matado ciclano – lembrava as explicações de Sherlock Holmes para Watson, aquela coisa de “Noooossa, como não percebi?!”

    Só que aí com essa “nova fórmula” The Mentalist ficou tendendo muito mais para o humor (fraco) do que para a ideia de uma série de investigação. E bem, ali entre uma das ‘n’ pausas que acontecem no calendário televisivo gringo (as quais continuo odiando, não importa o show), eu acabei “largando mão” e meio que desistindo de acompanhar. Até lembro que quando vi que na Warner brasileira já estavam passando o último episódio que eu tinha assistido pensei que bem, de repente acompanhava por esse canal mesmo, e buenas.

    Aí chegou o Season Finale lá fora, e algumas pessoas começaram a comentar que ficou muito óbvio quem é Red John. Óbvio que eu fiquei curiosa e pacientemente vi tudo o que não tinha visto até chegar nesse último episódio (Red Sky in the Morning), que foi um dos poucos interessantes (junto com Code Red e Blood Money). Chegou uma chefe nova e toda durona que faz a vida de todo mundo mais difícil, mas no fim Jane continuava deitando e rolando e resolvendo os crimes sozinho (ou seja: chatice).

    E então acabo de conferir o tal do Red Sky in the Morning. Sinceramente, para mim não ficou tão óbvio assim – pelo menos não enquanto eu assistia. E duvido de verdade que algum sujeito tenha feito as relações enquanto assistia (se fez, meus parabéns, você é um super conhecedor da obra de William Blake). É o tipo de coisa que se fica procurando depois, e a verdade é que é uma relação bem fraca que eles podem romper facilmente se quiserem já no começo da terceira temporada. Se ainda não viu e não quer estragar a surpresa, não leia o próximo parágrafo.

    A relação que se faz para chegar a possível identidade de Red John é que bem, o assassino recita The Tyger de William Blake quando encontra Patrick Jane pessoalmente. Ele primeiro pergunta “Você sabe quem eu sou?” e depois cita os famosos versos. E aí algum fã da série estabeleceu uma relação com essa poesia de Blake e uma obra que ele pintou, chamada “A brace of partridge” que uou, coincidência das coincidências bate com o sobrenome de um policial que aparece na cena do crime do copycat, Brett Partridge. A pessoa que estabeleceu a relação inicialmente também percebeu que a personagem esteve presente no primeiro episódio da série, na primeira temporada.

    Eu ainda acho que a partir de uma situação eles podem fazer o que bem quiserem. Sei lá, vai que Red John é alguém chamado William? É o tipo de coisa que podem fazer se quiserem prolongar a série se sustentando no Red John. Ou podem finalmente concluir a coisa seguindo esse caminho mesmo, e a partir disso fazer da série algo parecido com o que foi visto durante essa temporada: algo tendendo mais para o cômico, com Jane agindo como bem entende.

    Resumo da ópera: ok, eles me conquistaram para mais uma temporada. Mas dependendo de como forem conduzir a coisa, é bem provável que eu deixe de lado e não volte nem que digam que ficou definida MESMO a identidade de Red John. E uhu! Amanhã já vou poder conferir o primeiro episódio da terceira temporada de True Blood _o/

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    1. eles se foram com o apagão, quando tiver tempo recuperarei os posts, ou não hehe []

    2 comentários sobre “The Mentalist (Segunda Temporada)”

    • Também vale ressaltar que as duas cenas (Jane X lab geek, Jane x John Doe) tiveram uns paralelos interessantes. Em ambas as situações, o “macho-alfa” da conversa concluiu o diálogo e se retirou de cena, voltando subitamente com um “Ah, eu ia esquecendo…”. Foi a *mesma* fala. Vi isso como um payback do RJ.

      Claro, pode ser apenas um red herring, o sujeito pode ser apenas mais um lacaio do RJ, mas credito os roteiristas com coerência.

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      Anica Reply:

      Não tinha notado essa repetição na fala, pode ser mais uma dica mesmo. Mas como disse: o cara que escreveu pode ter pensado uma coisa, mas aí amanhã ele é demetido e vem outro e faz caca. Isso acontece aos montes, né? =/

      Mas sabe o que é engraçado? Na hora que o sujeito aparece, tão gratuitamente enchendo o saco do Jane na cena do crime, eu ainda pensei “É esse aí!” e depois acabei me distraindo com a história em si hehe.

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      Matheus Lins Reply:

      A impressão que tenho é que o RJ está se tornando um problema para os roteiristas, sabe? Já fazem duas temporadas que esticam esse mistério, revelando informações em doses homeopáticas e recorrendo a subterfúgios que estão começando a se repetir, como cúmplices infiltrados em todo lugar e com uma devoção cega a ele…

      Se repetirem o padrão na terceira temporada, será um porre.

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    • Laura

      Acho The Mentalist incrível. Não é cheia de sangue. Tem humor, arrogância, imprudência, amor, sensualidade, tudo na dose certa. Ninguém é obrigado a gostar, mas colocar defeito? É uma série leve, que trata tudo com seriedade, mas não carrega nas cores. Foi criada pra ser assim, uns dias mais dura e em muitos outros, mais leve. Talvez queir a mostrar que a vida de um policial americano não é como as outras descrevem, sem vida social, sem amor, sem tentações, nem risos e alegria.

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