• Garota infernal que vende os mortos

    i-sell-the-dead-posterOk, o título ficou estranho. Verdade é que eu não queria fazer um post para cada um desses filmes que vi nos últimos dias, até porque o que tenho a falar sobre um deles é basicamente uma mensagem de “Ei, não perca seu tempo”. Os filmes em questão são I Sell the Dead e Garota Infernal (Jennifer’s Body lá fora, ou “ohmeudeus, aquelefilmecomameganfox!” em qualquer lugar do mundo). Vamos lá: o primeiro, apesar de alguns nomes conhecidos, não muito badalado. O segundo, badalado porque além de ter a Megan Fox, ainda contava com o roteiro de Diablo Cody (roteirista de Juno). Façam suas apostas, qual você acha que valeu a pena no final das contas?

    Ponto para quem apostou no primeiro. Garota Infernal não tinha nada para ser um filme bom e bem, não o é. E talvez nem mesmo o apelo Megan Fox seja suficiente, uma vez que a menina mal mostra o corpo (ou pelo menos as partes que a gurizada gostaria de ver). É um filme fraco, com roteiro idiota e diálogos imbecis de alguém que claramente esqueceu que não se levar à sério em filmes de terror é importante, mas tudo tem limite. Eu não indicaria nem para os fãs do gênero – perda de tempo total. E eu é que não vou perder o meu fazendo sinopse do filme ou comentando mais sobre ele, blé.

    Por outro lado, tem I Sell the Dead. Ainda sem título em português e sem previsão de estreia no Brasil, a película infelizmente corre o risco de passar batido até para quem gosta do gênero. Aqui a ideia de misturar senso de humor com terror funciona muito bem ao contar a história de Arthur Blake (interpretado por Dominic “Merry” Monaghan), de como ele foi treinado por Willie Grimes desde a infância para ser um ladrão de corpos.

    Começamos do fim, com Blake já na prisão se “confessando” para um padre antes de ser executado. Aos poucos vamos conhecendo mais sobre “a profissão” dele, que acaba envolvendo o sobrenatural (acreditem, tem até ET na história). E tudo isso com doses de nonsense e muito humor negro, que garantem a diversão para quem está assistindo.

    Apesar de se passar em Londres, no começo eu achava que tratava-se da história dos ladrões de corpos de Edinburgo. Eu não conhecia esse relato até ter ido para lá e participado de uma excursão pelos subterrâneos da cidade. Medrosa que sou (há, quem diria?) acabei topando a tour histórica, mas acabou que a guia não pode trabalhar naquele dia e a substituta dela era a moça da tour fantasma, e aí é claro que as histórias mais horripilantes do lugar vieram à tona, incluindo as de Burke e Hare, que roubavam corpos e passaram tembém a matar pessoas para garantir cadáveres mais fresquinhos, e ironicamente só foram pegos quando mataram uma prostituta “conhecida” dos alunos do curso de  medicina.

    Porém, I Sell the Dead toma rumos diferentes, então é bem provável que tenha servido apenas como inspiração mesmo. Mas agora é torcer para que o filme chegue por essas bandas, nem que seja direto em DVD. Mas se me perguntarem, merecia muito mais as salas de cinema que disponibilizaram para Garota Infernal.

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    4 comentários sobre “Garota infernal que vende os mortos”

    • Confesso, como homem, que estou louco para assistir Garota Infernal. Mas lá no fundo eu já sei que será tão ruim, que a preguiça não me permite, talvez veja as melhores cenas via Youtube.

      Quanto ao filme I Sell the Dead, eu não tinha visto absolutamente nada sobre ele, até me surpreendi com a boa crítica.

      Já o coloquei na lista dos filmes para assistir.

      Ontem assisti um outro bom filme independente, em minha opinião, chamado Ink. Não deixe de conferir, depois me diga o que achou.

      http://blog.raphaelmonteiro.com.br/?p=312

      Abraços,
      Rapha.

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    • Quero ver Garota Infernal só como curiosidade mórbida mesmo, já que a Fox nem tira a roupa mesmo hehehe
      Diablo Cody é superestimada demais. Torço para ela ter se dado mal nessa empreitada.

      Já I Sell the Dead, já faz um tempinho que quero vê-lo. Até baixei um arquivo que tinha uma amostra, mas a imagem estava ruim.

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    • Beto

      Cadáveres, ETs e capitalismo em Londres? Cool! From Dusk till Dawn meets Adam Smith? Coooool! ; ) hahaha

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    • Humor negro, Inglaterra, nosense, zumbis. É sempre uma boa alquimia. Pena que com certeza I sell the dead vai passar longe do circuito do Rio! Huff Nem o Atividade Paranormal tá passando direito por aqui!

      E eu que pensava que o Garota Infernal era uma espécie de terror feminista adolescente com piadas sobre sexo… hehe

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