O bacana de alguns filmes é que mesmo que apresente personagens bastante atípicas, ainda assim conseguem fazer com quem está assistindo acabe se identificando com o que elas estão vivendo. É o caso de (500) Dias com Ela, que estreou nos cinemas brasileiros na semana passada. Summer é a soma dos sonhos de qualquer nerd, e como qualquer ser idealizado é claro que foge da realidade. Mas as ações dela não são muito diferentes das de qualquer pessoa que busque ser feliz, e é daí que surge a identificação imediata com a personagem.
O filme começa com um aviso que não trata-se de uma história de amor. E não é, não no sentido que esperamos quando assistimos a algum filme que tenta contar esse tipo de história – do mocinho se apaixonando pela mocinha, passando por dificuldades e então ficando juntos no final. Mas é de certa forma uma história de amor, sim. De como podemos nos confundir sobre o que esperamos daqueles que amamos ou que julgamos amar, para ser mais precisa.
Tom é um sujeito que trabalha como escritor de cartões de aniversário. Ele cresceu ouvindo música pop (alou, Rob Fleming?) e vendo filmes como A Primeira Noite de um Homem, e bem, tornou-se um romântico sem grandes sucessos amorosos. Até que conhece Summer no escritório. A menina é linda e aparentemente inantingível, mas um dia começa a conversar com ele (que está ouvindo There’s a Light That Never Goes Out dos Smiths, segunda referência em menos de um mês a essa música que eu achava que era só minha, humft!). E aí eles ficam juntos, com Summer deixando bem claro que não acredita no amor e Tom lutando para aceitar a condição de ser só o amigo-que-beija dela.
É evidente que toda a tensão da história se constrói sobre o que Tom espera de Summer, e o que obviamente ela não oferecerá. De qualquer modo, o filme prende sua atenção mesmo com você sabendo o que está por vir: talvez porque todo mundo já esteve também no lugar de Tom, insistindo em um relacionamento por acreditar que aquela é “a” pessoa de sua vida, mesmo que falte a essa pessoa um pequeno detalhe: retribuir o sentimento.
Filme bacana, até porque foge do formato comum das comédias românticas – veja o caso dos flashforwards, que em alguns momentos até emprestam graça, junto com a repetição de alguns elementos só que em contexto diferente, como quando Tom começa a dizer que odeia tudo que dias antes amava em Summer. Vale a pena aproveitar e conferir enquanto ainda está em cartaz. Até porque tem toda aquela pinta de ser o alternativo fofo queridinho do ano.





Aga
11 de novembro, 2009 às 23:18
Tinha visto um tempo atrás. Achei bem legal.
E depois do verão vem o outono. Achei bem legal a piadinha.
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Isabel
12 de novembro, 2009 às 08:40
O filme termina no dia do meu aniversário [/coincidência]
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Luis Paulo
12 de novembro, 2009 às 11:20
Contem Spoilers do final
Eu só achei que o filme caiu um pouco na mesmisse de final “feliz” qdo Tom encontrou a “Outono” no final do filme. Isso, e apenas isso, me incomodou e me lembrou das novelas da globo como Tieta onde aparecia a mesma atriz pelo qual o mocinho era apaixonado só q de peruca loira no meio de Cerro Azul dando a indicar q tudo no final termina bem. Ainda mais qdo ela se apresentou com esse nome. Obviamente tal artificio se fazia necessário com o filme chamado 500 dias de Summer pois era pra se esperar que depois de 500 dias algo acontecesse. Mas sei lá, podia ser ele tendo o click q teve ao ela apertar a mão dele e seguindo em frente com a vida.
Só achei ainda que, apesar de dizer no início q não era uma história de amor, ele mostrava, ao mesmo tempo q dizia essa fala, a Summer e o Tom sentados no parque, de mãos dadas e um anel de casamento no dedo dela, dando a entender q no final eles se casariam e terminariam juntos.
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Anica Resposta:
novembro 13th, 2009 at 10:29 am
concordo sobre a conclusão. acho que teria sido melhor que ficasse simplesmente na explicação de que ela era a mulher da vida dele mas ele não era o homem da vida dela, colocar a “outono” foi um jeito meio fraco de dar um final feliz para ele. tem filme que não precisa de final feliz, pelo menos não no sentido convencional.
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Aga Resposta:
novembro 13th, 2009 at 7:10 pm
Mas gente. Quem garante que com o Outono ele se daria bem?
Acho que a messangem passada era: A vida continua, depois do verão vem o outono e então o inverno. Ele poderia até ter que esperar até a ‘primavera’ para encontrar sua mulher ideal. Mas ele vai continuar na busca. Mesmo depois de ser massacrado no ‘verão’.
Não é bem um final feliz. É apenas um fechar de ciclo para dar continuidade à vida amorosa do rapaz. “Life goes on”.
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