Pode parecer estranho para quem gosta de horror como eu, mas eu não sou lá muito fã de sci-fi. Então Fábio chegou falando de Moon, que foi extremamente bem recebido lá fora e yadda yadda yadda e como é feriado e eu não tinha nada melhor para fazer, resolvi assistir. Ok, chama a atenção logo de cara, com uma música tema bem legal. E tem Sam Rockwell, que quando faz papel de louco sempre manda bem (vide o caso de Joshua e Confissões de uma Mente Perigosa).
Mas aí os momentos iniciais dão a clara ideia de que será a velha história do cara isolado que começa a pirar na batatinha (oi, O Iluminado?). Então chega Gerty, o robozinho camarada com a voz de Kevin Spacey e você pensa que lá vem mais um Kubrick, dessa vez o tema do homem versus máquina como explorado em 2001. Faça um favor para você mesmo e poupe seu tempo evitando essas comparações. Moon toma outros rumos.
Logo de início somos apresentados à situação atual: homem passou a utilizar energia a partir do hélio retirado da Lua, sendo a exploração controlada por uma única empresa. No satélite, vive Sam Bell, um astronauta que está prestes a cumprir seu contrato de três anos e que finalmente poderá retornar para a Terra. Só que depois de um acidente, as coisas começam a dar errado para ele e, digamos assim, talvez o retorno não esteja tão próximo como ele gostaria.
O modo como esse enredo é desenvolvido é simplesmente genial. É daqueles filmes que você fica digerindo depois, lembrando de pequeno detalhes ou pistas que já são deixados para nós desde o início. E quando você pensa que já “pegou o jeito” da história e que começará a previr o que está por acontecer, as próprias ações das personagens te surpreendem.
O que surpreende mais ainda é o fato de tratar-se de uma produção independente, filmada em apenas 33 dias e que contou com pouco recurso para efeitos especiais (as cenas fora da base lunar, por exemplo, são maquetes e não efeitos digitais georgelucanos). Além disso, é apenas o segundo trabalho do diretor Duncan Jones, que como um dos detalhes mais interessantes no currículo até o momento era o fato de ser filho de David Bowie (e não, Space Oddity não toca no filme).
A notícia ruim é que ainda não tem previsão de estreia no Brasil, pelo menos pelo que eu andei sondando. Se alguém souber de algo, avisa aqui, por favor. E para quem ficou curioso, está aí o trailer para você dar uma conferida:





Kika
01 de novembro, 2009 às 18:37
Já é a segunda resenha que leio desse filme (a primeira eu vi no blog do Zeca Camargo (no meio desse post aqui: http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/2009/08/10/) e é a segunda resenha que me dá vontade de ver o filme…. espero que nao demore a chegar a nos… ^^
[Responder]
doc brown
02 de novembro, 2009 às 17:31
desde o começo do ano eu leio a respeito desse filme. até anotei aqui na minha lista dos filmes a serem vistos, já faz um bom tempo.
até agora não vi alguém falar mal… logo vou conferir.
[Responder]