• House M.D. S06E04 e S06E05

    theteamisbackNo final das contas o que tinha todo o jeitão de ser coisa de um episódio ou dois (no máximo) parece ser o que veremos ao longo dessa sexta temporada: a formação original da equipe de House, com Foreman, Chase e Cameron trabalhando com os diagnósticos. Eu jurava que depois de Epic Fail (S06E02) o que teríamos seria uma nova seleção de personagens para trabalhar com Foreman (e com House, por tabela), mas aparentemente as coisas seguiram desse jeito.

    Os episódios de fato voltaram ao formato típico, apesar de ter algumas leves alterações – como no caso de Instant Karma (S06E04), que não tem aquela velha pegadinha inicial de quem de fato está doente. Nesse episódio House tem que lidar com o filho de um milionário que em certo momento acha que o filho está morrendo porque ele tem muito dinheiro, consequentemente atraindo karma ruim.

    Aliás, eu gosto muito quando entram esses elementos que colocam em xeque o ceticismo de House. É como naquela vez que ele salva uma mulher bastante religiosa e ela diz “Graças a deus” e ele responde com um “Não me faça te dar umas palmadas” (ou algo do gênero). Aqui o sujeito passa todo o dinheiro dele para o House caso o médico descubra um jeito de salvar seu filho. Adivinhem o que acontece.

    Brave Heart (s06E05) veio com aqueles (raros) momentos fofos da série, como quando House descobre que os sussurros que tem ouvido são na realidade Wilson conversando com Amber. O bacana é que além de servir para mostrar que Wilson ainda não se recuperou sobre a morte da namorada, esse pequeno detalhe também apontou algo bem importante para essa temporada: House não ainda não se sente seguro sobre ter se curado ou não.

    No final das contas é aquilo: vão mexer com essa questão da “loucura” de House, com as consequências do que Chase fez com o ditador e tudo o mais, mas isso nem faz diferença. Mantendo a estrutura básica do show, com a busca pelo diagnóstico correto e os pequenos “dramas” cotidianos das pessoas ao redor do protagonista, e eles conseguem prender sua atenção até o final. E eu sei que muita gente discorda, mas é o tipo de coisa que faz uma série poder durar anos sem que conversas como “última temporada” soem como uma benção para qum a acompanha.

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