• Cheiros da infância

    jasmim2.jpgÉ engraçado, mas sempre nos atemos aos fatos da infância quando queremos explicar o que somos hoje. Deixamos completamente de lado o modo como os cheiros que sentíamos de certa forma também nos modelaram, pelo menos na busca do que seria uma paisagem ou momento ideal para nós.

    Exemplo? Quando começa a chover, a primeira coisa que penso é “Quero fazer um bolo!” e sabe, nem é pelo bolo em si. É que casa com cheirinho de bolo assando em dias de chuva é simplesmente tudo de bom para mim. Melhor do que isso, só se somar o cheiro do chá mate quentinho.

    Aroma de grama cortada também. Mais do que o capricho e cuidado com o quintal de casa, lembra sábados ensolarados catando folhas que o carvalho lá de casa derrubava. A gente reclamava um monte de fazer isso, mas no final das contas meu pai colocava os três irmãos fazendo algo junto – é o tipo de coisa que só entendemos anos depois.

    Tem também o cheiro das noites de verão, que é algo único e até difícil de descrever. O ar quentinho, aquela mistura de jasmim e grama e com tudo isso a certeza de dias bons e momentos felizes: férias, natal, ano-novo, aniversário.

    É, às vezes passar na frente da casa de alguém que acabou de cortar a grama equivale a abrir um álbum de fotografias…

    ***

    Explicando o sumiço: estou BASTANTE ocupada, o que é bem irônico, visto que estou de férias. Mas enfim, há um trabalho a ser feito e uma pessoa que não gosta de trabalhos a serem feitos pendentes (oi, sou eu!), e há também possibilidades de mudanças e melhoras que requerem um pouco de empenho, então lá vou eu. Acho que agora as coisas se normalizam. Aliás, outro cheiro que sinto falta: cobertor e livro novo, em dias frios como esse. Está aí um sinônimo para “sossego“.

    Blog Widget by LinkWithin

    4 comentários sobre “Cheiros da infância”




     Comentários