• A menina que pedia livros

    fay_wray.jpgEstava hoje conversando com minha mãe, comentando sobre o livro A Estrada da Noite (já teci alguns comentários sobre o que li no Fórum Valinor, caso queiram conferir é só clicar aqui), mas prometo que assim que terminar comento mais sobre ele aqui (so far, so good eu diria).

    Ok, então, como eu dizia, estava falando do livro para minha mãe e de puxa, que engraçado, o livro do pai do autor foi a primeira história-grande-sem-figurinhas que li. Aí minha mãe perguntou “Não tinha aquele outro, A Morte tem Sete Herdeiros?“(eu e meu irmão gostávamos muito desse livro, e acho que lemos ‘n’ vezes). Aí eu respondi que não, que esse era do Pedro Bandeira e que era infanto-juvenil.

    Mas foi só eu dizer “Mãe, lembra, era aquele do Cemitério“, que ela recordou na hora – e contou uma história da qual eu já nem lembrava mais. Ela falou “Ah, sim, eu lembro que estávamos no Centro para comprar um tênis para você, e você trocou seu All Star por esse livro” (incluindo aí detalhes sobre o escarcéu que eu fiz até conseguir o livro).

    A Livraria Curitiba ao lado da Domeni não existe mais, mas meu O Cemitério continua aqui – caindo aos pedaços, mas aqui. Sei que é o tipo de livro que poderia comprar uma edição mais caprichada, como aquelas de capa dura lançadas pouco tempo atrás. Mas não seria O Cemitério que ganhei em troca de um All Star.

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