Começou o ano e eu e o Fábio estamos de férias e nerdiando felizes a bailar. Aí parte do roteiro de nerdiação foi assistir A Scanner Darkly, que por estas bandas receberá o ma-ra-vi-lho-so título O Homem Duplo. O filme é baseado em uma obra do Philip K. Dick – não é o primeiro filme baseado em alguma obra dele, Blade Runner também é.
Aliás, tal como no caso do filme do caçador de andróides, este se passa no futuro. A principal diferença no caso de Scanner Darkly é, para começar, o uso da técnica conhecida como rotoscopia – os atores são filmados e depois a animação é feita sobre eles. Além disso, aqui o tema central não é a “humanidade”, mas as drogas.
Talvez nesse caso que o filme perca um pouco a graça. Preocupados demais em focar nas “viagens” da personagem principal, você acaba não se envolvendo na trama o suficiente para sentir o tal do soco na boca do estômago que deveria sentir no fim – porque sim, o filme tem aquele momento “uma verdade super legal salta aos olhos no final”.
Com as pirações reduzidas, daria para se prender um pouco mais na trama – a questão da polícia lutando contra as drogas, a tal da Substância D, para ser mais exata. Do jeito que colocaram ali ficou inicialmente confuso e no final, quando fica claro… parece vazio, como se fosse uma desculpa para as pirações dos amigos da personagem principal sobre marchas de bicicleta e afins.
No final das contas, não deixa de ser um filme bacana, mas tinha potencial para ser muito, muito melhor. E vejamos pelo lado bom: o recurso da rotoscopia anula a incapacidade de atuação do Keanu Reeves. Tcharam! :g:




Ronzi
02 de janeiro, 2007 às 17:54
Esse Philip K. Dick era um piradão e além do Blade Runner ele também escreveu outros contos que deram origens a filmes como Vingador do Futuro, com o Governator e aquele chatinho com o Tom Cruise: Minority Report.
Uma amiga minha diz que a incapacidade de atuação do keanu Reeves é proporcional a capacidade dele de ficar bem com qualquer roupa, inclusive de batina
P.S.: esse era o meu post de amanhã.
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Lukaz
02 de janeiro, 2007 às 17:59
Qual a diferença entre o Keanu Reeves e um tijolo no palco ?
O Keanu Reeves pode sair de cena sozinho. :uhu:
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Fabiano
02 de janeiro, 2007 às 22:11
Pelo que sei O Homem Duplo é o nome do livro no Brasil… e o filme seria Scanner Darkly mesmo….
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Anica
02 de janeiro, 2007 às 23:52
Pelo que o pesquisei, sairá aqui como O Homem Duplo mesmo. De qualquer forma, é uma traduçao infeliz :mrpurple:
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newspaper editor
03 de janeiro, 2007 às 00:27
Minha meta de vida deis dos doze tem sido a desnerdificação total. Já alcancei resultados: qualquer enredo que contenha montros do futuro, raças dominantes e seja somente escrito para provar a depravação das mentes juvenis da MIT definitivamente me dão nauzeas.
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Anica
03 de janeiro, 2007 às 08:12
Bom, até uns tempos atrás eu torcia o nariz para sci-fi – até o dia que li Crônicas Marcianas e vi que com um preconceito bobo eu estava perdendo a oportunidade de ler coisa boa. Hoje em dia eu simplesmente leio – posso não gostar, não sou uma máquina de gostar de letras. Mas pelo menos sei do que estou “não gostando”.
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newspaper editor
03 de janeiro, 2007 às 15:21
Já leu animurphs?
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Nana
03 de janeiro, 2007 às 19:04
Eu ainda não me conformei de ter perdido O Labirinto do Fauno e não vou tecer comentários sobre filmes ou livros até ver este. Hunf. =/
Na verdade é pra desejar Feliz Ano Novo e deixar um link que é a tua cara: http://www.stuffonmycat.com/index.php
Beijo, vizinha!
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Anica
04 de janeiro, 2007 às 12:42
stuff on my cat!! fazia uma era que eu não via esse site, muito legal
e feliz ano novo pra vc tb =*
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