• Everything is not going to be ok

    AScannerDarkly-Poster2.jpgComeçou o ano e eu e o Fábio estamos de férias e nerdiando felizes a bailar. Aí parte do roteiro de nerdiação foi assistir A Scanner Darkly, que por estas bandas receberá o ma-ra-vi-lho-so título O Homem Duplo. O filme é baseado em uma obra do Philip K. Dick – não é o primeiro filme baseado em alguma obra dele, Blade Runner também é.

    Aliás, tal como no caso do filme do caçador de andróides, este se passa no futuro. A principal diferença no caso de Scanner Darkly é, para começar, o uso da técnica conhecida como rotoscopia – os atores são filmados e depois a animação é feita sobre eles. Além disso, aqui o tema central não é a “humanidade”, mas as drogas.

    Talvez nesse caso que o filme perca um pouco a graça. Preocupados demais em focar nas “viagens” da personagem principal, você acaba não se envolvendo na trama o suficiente para sentir o tal do soco na boca do estômago que deveria sentir no fim – porque sim, o filme tem aquele momento “uma verdade super legal salta aos olhos no final”.

    Com as pirações reduzidas, daria para se prender um pouco mais na trama – a questão da polícia lutando contra as drogas, a tal da Substância D, para ser mais exata. Do jeito que colocaram ali ficou inicialmente confuso e no final, quando fica claro… parece vazio, como se fosse uma desculpa para as pirações dos amigos da personagem principal sobre marchas de bicicleta e afins.

    No final das contas, não deixa de ser um filme bacana, mas tinha potencial para ser muito, muito melhor. E vejamos pelo lado bom: o recurso da rotoscopia anula a incapacidade de atuação do Keanu Reeves. Tcharam! :g:

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