Morgue Story (finalmente)
Sol apareceu de surpresa na quarta e trouxe de presente para mim uma cópia do dvd que ela tem da peça “Morgue Story” - que por conta de uma série de procrastinações e barecos divertosos eu não fui assistir “ao vivo”.
Enfim, sobre a peça: muito bacana - mesmo. Gostei da união entre hq e teatro, a arte do DW pipocando ali e acolá a todo instante complementou bem a história, carregada de um humor negro divertido e nem um pouco forçado.
O único porém fica por conta da personagem Ana Argento, e aqui destaco o termo personagem, porque não conheço outros trabalhos da atriz para saber até que ponto a atuação dela tenha influenciado nisso. Mas é uma impressão passageira, restrita ao momento inicial quando a personagem conversa com o barman.
Mas o destaque mesmo fica por conta de Tom, o cataléptico: são dele os melhores momentos. A conversa com o psiquiatra enquanto tenta vender seguro de vida, a insistência na venda dos ditos cujos para o médico legista… ótimas passagens.
Não sei ao certo onde a peça está no momento, mas quando tiver oportunidade, confira. É claro, isso se você gostar não só de humor negro, mas de cinema trash. São “n” referências que transbordam no palco, a começar pelo sobrenome da Ana, os fãs dos filmes de terror concordarão.
Uma canja (direto do site da Vigor Mortis):
Ana - E agora?
Tom - Como assim?
Ana - E agora como é que a gente sai daqui?
Tom - Eu nao sei, mas a gente sai.
Ana - Você vai pra casa?
Tom - Que dia é hoje?
Ana - Quarta… eu acho.
Tom - Eu deixei o videocassete programado na terca a noite pra gravar um filme. Eu sempre deixo o videocassete programado, por via da dúvidas.
Ana - Qual filme?
Tom - “Uma Noite Alucinante 3″.
Ana - É bom pra cacete.
Tom - Você já viu?
Ana - Já. … Faz tempo que eu quero ver de novo. Eu adoro o Bruce Campbell com aquela serra elétrica na mão. Ele é pra mim a essência de tudo aquilo que eu considero em um homem. Bacana, engraçado, violento … e um pouco idiota.




