• Uh-oh

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    Lá nas carqueradas de 1997 eu ainda não era nerd, ou pelo menos não tinha desenvolvido a nerdzinha que morava dentro de mim. Aí minha mãe comprou um computador. Aí o Tio Lacerda instalou UOL e o Explorer 3. Aí eu entrei no bate-papo e fiz amigos. O resto vocês já devem saber.

    Mas era uma época mais ‘inocente’, digamos assim. Os pirralhos ainda não tinham encontrado o caminho até o mouse e conversas recheadas de ‘axu’ e ‘keru’ ainda não existiam nem em sonho. E você de fato podia conversar sobre coisas legais com estranhos – que então tornariam-se amigos (ou não, hehe).

    Nesse tempo fiz amizade com duas pessoas em especial, mais ou menos na mesma época, o Luciano e o Jorge. Luciano nunca mais vi, não sei por onde anda e nem o que tem feito. Jorge ainda tive contato pelo orkut – já tinha se formado em medicina, casado e tudo o mais. Foi ele que me apresentou o tal do icequê.

    Uma pena que a coisa não tenha funcionado. Sinto saudades dos “uh-ohs” (que por um longo período substituí por um “miauuu“). Do frio na barriga ao ver que chegou uma mensagem offline “daquela” pessoa, ou quando ouvia o “toc toc toc” na hora que estava esperando alguém ficar online. Até dou um suspiro nostálgico quando lembro das mensagens múltiplas e dos amigos caras de pau que costumavam cumprimentar usando esse método.

    Marcou uma época, não dá para negar. Mas na verdade, o que mais tem chamado minha atenção quando eu vejo artigos como esse é pensar quanta água já rolou nesse mundo que uns nove anos atrás ainda era totalmente desconhecido por mim. Pra ver só: tempos atrás, não existia YouTube e afins, e o tal do video da Cicarelli seria uma raridade, e não algo vendido por 5 royals no Mercado Livre, hehe…

    Em tempo: alguém lembra do que aparecia quando passava o cursor sobre o Q do ICQ? Não vale abrir o programa para conferir =]
    (Por falar em marcar época, fico devendo a história “Nevermind: vi, ouvi e vivi” para qualquer dia desses. Até porque fez aniversário meio junto com o icequê, sabe como é…)

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