• Multidisciplinaridade

    Cindy-Sherman.jpgOi, estou aqui, estou ok. “A vida continua“, é o que dizem – e choques fazem você repensar sua posição sobre ‘n’ coisas, que no final das contas sempre envolvem a idéia de que temos que aproveitar da melhor forma possível o tempo que nos foi dado. Enfim, Fábio me pediu em casamento no domingo – lambrusco, rabisco na parede e top-x américa. Escolhemos também os quadros para a sala, já que o sofá chegou (e ele é lindo, e o Boo já cravou as unhas lá). Tem Audrey, Bogart, Marlon Brando de Vitto Corleone (segurando o gato, óbvio), Trainspotting e Marilyn Monroe lendo (eu acho tão deliciosamente irônica a imagem que ficaria triste se não comprássemos).

    Ah, é. Voltemos ao tema do post: multidisciplinaridade. Sou bombardeada com esse conceito desde os tempos do uniforme azul e pipoteca no recreio, mas confesso que poucos professores conseguiam de fato dar “corpo” para a idéia. Na realidade, a primeira vez que vejo a tal da multidisciplinaridade funcionando de fato é na optativa que estou cursando (oh, último semestre!).

    O nome é Tópicos de Estudos Literários mas o tema é o Grotesco na Literatura. Assisti a segunda aula e já estou apaixonada. De Literatura propriamente dita falamos pouco até agora – mas muito, muito sobre Arte e Filosofia. Na segunda, por exemplo, a professora Sandra levou um livro de uma fotógrafa de trabalho bastante peculiar chamada Cindy Sherman.

    A marca registrada das fotografias da Sherman é que não há modelos que não sejam ela mesma ou bonecas. Para ter uma idéia, nos anos 80 o Gautier mandou algumas peças de roupa para que ela fotografasse para uma nova campanha. Resultado? Fotos bizarríssimas, como essa no início do post. Isso para não falar das discussões sobre o que é ‘belo’, o que é ‘arte’ e por aí vai. É tão bom quando a aula não consiste basicamente em ficar só ouvindo o que o professor fala, mas quando te faz pensar, discutir.

    (E acredito que todo professor já foi aluno um dia, e em algum momento pensou a mesma coisa que escrevi a pouco. Então, por que diabos não colocam essa coisa em prática e preferem adotar a idéia do ‘não vamos fugir do óbvio’?)

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