• Bial, o cronista esportivo

    bial.gifEntão, dois dias sem jogos e penso com os meus botões: iupi! Pelo menos dois dias sem as crônicas imbecis do Bial!! Bom, ledo engano. Ontem no Jornal Nacional, lá estava ele, achando que é *o* cronista esportivo o que afinal de contas, não é. Eu sei porque não sou a única a reclamar, já que na Ilustrada da Folha desse último domingo ele e suas crônicas estiveram presentes na lista dos piores momentos da Copa (coloco a matéria no final desse post).

    Sabe, não é que ele seja ruim, porque ruim ele não é. Já li o Crônicas de Repórter e pelo menos quando eu tinha uns 15, 16 anos (idade que tinha quando li), gostei bastante do estilão dele. Mas gente, prefiro final com Argentina do que ouvir essas crônicas.

    Como prometi, a reportagem que saiu na Folha, que pode ser lida desse o início nesse link aqui. Caso precise de senha para ler, deixo aqui o trecho que diz respeito ao que eu estava falando:

    Talvez cansado do show de realidade que comanda na Globo, Pedro Bial preferiu nesta Copa subir aos céus do lirismo. Suas crônicas estilosas, que mimetizam a “poética” do veterano Armando Nogueira, enchem de imagens constrangedoras os lares brasileiros. E vão influenciando seus colegas de cobertura -Cesar Tralli já desponta como promissor discípulo.

    Após a vitória do Brasil sobre a Croácia, o bardo global assim cantou o gol de Kaká (para melhor apreciar, leia pausadamente, no ritmo da Globo): “Kaká parte para o chute e espia. O olhar do craque dura dois décimos de segundo e enxerga o que a gente não vê. Depois é só colocar, esperar o goleiro se esticar todinho, apreciar a rede estufar, gritar, abraçar. Kaká, o cara”.

    A estréia brasileira, segundo Bial, anuncia “uma Copa sofrida”. “Aliás, não seria Copa sofrida uma redundância?”, pergunta, num lampejo metalinguístico. Ao cantar o primeiro gol contra a Austrália, diz que Ronaldo, “sem olhar enxerga Adriano”. E conclui: “Hora da Austrália conhecer a perna esquerda do imperador”.

    Inspirado pela reação dos reservas contra o Japão, Bial soltou a bomba: “Juninho rangia os dentes. Bola rolando, o time mordia, transpirava atitude, vontade tamanho GG”.
    Mas nada ainda superou a citação shakespeariana para lançar indagações sobre os problemas da seleção: “Qual é o algo de pobre no reino do Brasil?”.

    A matéria em questão é de Daniel Castro, Ivan Finotti, Marcos Augusto Gonçalves, Sylvia Colombo e Thiago Ney

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