Promessas, Flores Partidas e afins
Só para não esquecer, um “resoluções de ano novo revisited”:
Esse ano quero conhecer Cortázar e Faulkner. Quero tirar carteira de motorista, criar um gatinho novo e pintar o cabelo com alguma cor diferente. Quero andar de bicicleta outra vez. Tirar um dia de chuva para ler Allan Poe embaixo do cobertor ouvindo Smiths como costumava fazer. Voltar a colecionar Dylan Dog. Aprender a fazer arroz branco soltinho. Me formar e encarar mestrado. Você sabe, o básico. Felicidade.
E tenho dito.
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Agora nos últimos dias do ano assisti bastante filmes, entre eles Flores Partidas. O filme é um Encontros e Desencontros para homens, acho. Fórmula idêntica: nada de extraordinário acontece, Bill Murray como “o cara comum”, final em aberto.
Acho que o charme do filme é a trilha sonora mesmo: desde o jazz etíope que a personagem de Bill Murray escuta durante suas viagens, até a deliciosa música que abre o filme, There Is An End, da banda The Greenhornes, que eu simplesmente não consigo parar de ouvir.
Para quem não conseguir ouvir a amostra da música: lembram de “Goodnight Moon” de Shivaree (trilha de Kill Bill)? Bom, tem um estilão bem parecido. Sério, eu ainda não sei se gostei do filme pelas músicas ou pelo filme mesmo.
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Uma boa surpresa foi o filme Os Inocentes, baseado em “A Volta do Parafuso”, do Henry James (acho que já comentei sobre esse texto por aqui). A adaptação é fidélissima e a criação da atmosfera de horror não deixa nada a dever para nenhum fã de “Os Outros”.
Agora, um dos pontos altos do filme é o menino Miles, interpretado por Martin Stephens, que aparentemente desistiu da carreira de ator em 1966. Crianças costumam ter atuações meio “fake”, digamos assim. Mas ele leva Miles de um jeito que não tem como se surpreender, especialmente no momento que ele lê uma poesia, cuja autoria ainda é um mistério para mim, mas que é tão bacana que vou colocar aqui:
What shall I sing to my lord from my window?
What shall I sing for my lord will not stay?
What shall I sing for my lord will not listen?
Where shall I go when my lord is away?
Whom shall I love when the moon is arisen?
Gone is my lord and the grave is his prison.What shall I say when my lord comes a calling?
What shall I say when he knocks on my door?
What shall I say when his feet enter softly?
Leaving the marks of his grave on my floor.
Enter my lord. Come from your prison.
Come from your grave, for the moon is a risen.
Enter, my lord.
Acreditem, dá medo!





Então, até onde eu cheguei a autoria do poema é de John Mortimer, que foi o responsável pelo cenas e diálogos não constantes no conto original. Não é de nenhum poeta famoso (o Google dedaria) e é um pouco “tosca” pra simular ter sido criada pelas próprias crianças :mrgreen:
Togo, é? :uhu:
Não achei tosca, e no contexto pareceu bem sombria. A leitura do moleque estava ótima, talvez isso tenha influenciado, não sei. ^^
Eu teno uma bici e naum ando nela, se quiser está à sua disposição =]
BjoS!
ueba \o/
agora só preciso saber se ainda sei ( :eek: ) andar de bicicleta hehehe
Ah! Tem coisas que a gente nunca esquece!
Eu que nem consigo colar uma etiqueta direito por ser o símbolo da falta de coordenação motora (será que eu tenho algum “pobrema”? :doh: ) ando na boa, ainda mais que é feminina e tal. Tem até cestinha rs…
BjoS!
é, eu lembro que da última vez que eu andei eu tinha passado um longo período sem andar de bicicleta, e foi estranho, pq eu fui andando normalmente lembrando direitinho e tudo o mais. Mas o medo do pacote é grande
:dente:
Va lá, tirando o fato do pirralho ter cara de esclerosado(literalmente) a poesia é legal.
A tal banda “The Greenhornes” é bem recente, ali de 1999. Acabou de lançar o terceiro CD em 2005
Ele é muitcho esquisito, na verdade poderia fazer parte de Freaks hehe. Os olhos não combinam, são grandes demais para o rosto dele :eek:
terceiro? e eu achando que eles só tinham um :eek:
Nós temos um só (sim, temos :joy:), mas precisamos procurar pelos outros
nossa, já temos é? :eek: