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    Confesso que no come�o das discuss�es sobre o referendo eu levantei a bandeira do SIM e achava um absurdo pessoas defenderem o N�O. Mas pensando bem em pr�s e contras, pesando argumentos e tudo o mais (e ignorando solenemente a propaganda imbecil que est� passando na TV e nos r�dios), minha preocupa��o agora � exatamente qual barulho a urna eletr�nica far� se eu apertar o 3 (porque veja bem, eu sou uma pessoa t�mida e n�o quero passar vergonha com b�����s e tal).A situa��o para mim � a seguinte: o que exatamente vai mudar com o ‘sim’ ou com o ‘n�o’? Armas ser�o devolvidas se o ‘sim’ ganhar? Acontecer� uma procura hist�rica por armas caso o ‘n�o’ ganhe? N�o sei, acho que em nada esse referendo alterar� as probabilidades de qualquer um de n�s morrer com um tiro na cabe�a por causa de um babaca qualquer. Na verdade, deveria existir algum tipo de referendo sobre a exist�ncia dos babacas na Terra, he he…

    No final das contas acabo concordando com o Tio Churchill: “A democracia � a pior forma de governo imagin�vel, � exce��o de todas as outras que foram experimentadas”.

    ***

    Para comemorar meu 9,0 em Literatura Inglesa II vamos para o momento…

    GEE, EU AMAVA POESIA E N�O SABIA!!

    Lemos hoje em sala de aula uma poesia extremamente linda do e.e. cummings, chamada “somewhere i have never travelled, gladly beyond”. A Luci, que � uma professora batuta, levou para a aula uma vers�o em portugu�s e musicada que o sr. Zeca Baleiro fez dessa poesia que – pasmem – ficou linda tamb�m.

    Vou colocar a poesia em Ingl�s e depois a vers�o do Zeca, porque eu sei que se s� coloco os links a pregui�a impera e s� o Higor l�

    Vers�o Original

    somewhere i have never travelled, gladly beyond
    any experience, your eyes have their silence:
    in your most frail gesture are things which enclose me,
    or which i cannot touch because they are too near

    your slightest look easily will unclose me
    though i have closed myself as fingers,
    you open always petal by petal myself as Spring opens
    (touching skillfully, mysteriously) her first rose

    or if your wish be to close me, i and
    my life will shut very beautifully, suddenly,
    as when the heart of this flower imagines
    the snow carefully everywhere descending;

    nothing which we are to perceive in this world equals
    the power of your intense fragility: whose texture
    compels me with the colour of its countries,
    rendering death and forever with each breathing

    (i do not know what it is about you that closes
    and opens; only something in me understands
    the voice of your eyes is deeper than all roses)
    nobody, not even the rain, has such small hands.

    Vers�o do Zeca Baleiro – Nalgum Lugar

    Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente al�m
    de qualquer experi�ncia, teus olhos t�m o seu sil�ncio: no teu gesto mais fr�gil h� coisas que me encerram,
    ou que eu n�o ouso tocar porque est�o demasiado perto
    teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
    embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar
    me abres sempre p�tala por p�tala como a primavera abre
    (tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa (2X)
    ou se quiseres me ver fechado, eu e
    minha vida nos fecharemos belamente, de repente
    assim como o cora��o desta flor imagina
    a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
    nada que eu possa perceber neste universo iguala
    o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
    compele-me com a cor de seus continentes,
    restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
    (n�o sei dizer o que h� em ti que fecha
    e abre; s� uma parte de mim compreende que a
    voz dos teus olhos � mais profunda que todas as rosas)
    ningu�m, nem mesmo a chuva, tem m�os t�o pequenas.

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