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(sexta-feira, 12 agosto, 2005 às 3:58 pm por Anica)
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No sei se alguma vez vocs j fizeram esse tipo de experincia: ler um livro logo aps uma pessoa bem prxima tenha lido tambm. Bom, como comentei h alguns dias atrs, eu estou lendo Gozo Fabuloso do Leminski, que o Fbio emprestou para mim pouco tempo aps ler.

Eu estou obviamente me deliciando com a leitura, mas no sobre isso que eu ia falar, mas sobre a tal da experincia. Bem, se vocs nunca fizeram isso, faam. bem interessante, e dessa vez nem a Anica f de Literatura que est falando.

A questo que voc comea a ler alguns contos, se identificar com alguns trechos e a se surpreende pensando no que essa pessoa prxima de voc (no meu caso, o Fbio) pensou enquanto lia o livro: se teve as mesmas sensaes, que tipo de recordao determinado conto pode trazer, etc.

Bem legal mesmo, sinceramente recomendo. E claro, recomendo a leitura do Gozo.

***

J que o papo aqui hoje Literatura, preciso deixar registrado que:

  • As aulas da Luci so muito fodas!!!!!
  • Eu tenho um novo Sonho de Consumo

    babar

  • 112378814238213724

    (quinta-feira, 11 agosto, 2005 às 4:10 pm por Anica)
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    Voc percebe que seu pas est em frangalhos quando no caminho da faculdade para o ponto de nibus topa com duas manifestaes diferentes… A eu estava pensando com meus botes, que algum provavelmente j deu uma de esperto e quis faturar sobre essas manifestaes, criando um tipo de CD MANIFESTATOR TABAJARA.

    No, srio. Eu no sei se vocs j perceberam, mas as msicas que tocam so sempre as mesmas: alguma coisa do Chico na poca da ditadura, ‘Brasil’ do Cazuza, ‘Pra No Dizer Que No Falei Das Flores’ do Geraldo Vandr, ‘Querem Meu Sangue’ do Cidade Negra, e por a vai.

    Deixo a idia registrada aqui. Caso ningum esteja faturando com isso at o momento, acho que vou fazer um CD MANIFESTATOR TABAJARA para vender por a. Depois que ouvi at gente pedindo impeachment do Lula, de repente agora que eu fico rica.

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    (quarta-feira, 10 agosto, 2005 às 11:54 am por Anica)
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    Hoje eu estava esperando o Cristo Rei e a lembrei que h quase seis anos atrs estava me despedindo de uma pessoa ali que disse um “Valeu, Ana Lovejoy. Foi um prazer te conhecer”. E a me dei conta que caraca, so seis anos usando esse apelido!!

    Sabe, o mais bizarro que se procuro pelo nome do meu irmo num google, por exemplo, encontro ele na lista de aprovados da UFSC, nos formandos do curso de Esperanto e por a vai. E o nico registro com meu nome real (e no Anicas e Anas Lovejoys da vida) a pgina da Equipe Valinor.

    *Medo*

    ***

    O F comentou sobre falarmos de episdios do Star Trek em nossos blogs (, daqui a pouco estarei usando roupa de ordenana hehe) e eu at pensei em fazer um top 5 de episdios dos quais mais gostei at agora, mas resolvi falar de um em especial para que seja possvel compreender como eu, aos 24 anos de idade, acabei sucumbindo a esse novo vcio.

    Ontem assistimos ao episdio Tomorrow is Yesterday, o meu favorito at agora. Por acidente a Enterprise acaba viajando no tempo e retornado ao ano de 1960.

    O que ficou realmente foda nesse episdio (fora o Kirko que todo fodo sempre, hehe) foi como colocaram os homens de 1960 vendo a Enterprise: como um OVNI. Legal mesmo, acabou rolando uma srie de jogos de palavras com relao ao tempo e acontecimentos.

    E o melhor de tudo: sem grandes piras absurdas na hora de concluir a histria. F me perguntou de qual eu gostava mais, se Star Wars ou Star Trek (pergunta inevitvel, n): confesso, atualmente gosto de ambos. A questo que Star Trek ganha pontos pela qualidade e por no subestimar minha inteligncia. Sabe como , nem s porque se trata de diverso que precisa ser uma droga.

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    (terça-feira, 09 agosto, 2005 às 11:35 pm por Anica)
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    Sabe, depois de ver tanta coisa acontecendo por causa de pessoas estpidas carregando armas e principalmente depois de ver Tiros em Columbine, eu no consigo entender como ainda tem pessoas idiotas o suficiente ao ponto de serem contra a lei de desarmamento.

    Srio, viver em sociedade uma merda. Pelo menos quando isso significa conviver com um bando de retardado que v uma arma como prolongamento do pnis. Esse tipo de coisa me deixa muito puta. E lgico, s d mais motivos para minha sociopatia.

    E-ca.

    Literalmente: se matem.

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    (segunda-feira, 08 agosto, 2005 às 2:58 am por Anica)
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    No sei. A sensao que d de que o blog fazia mais sentido quando tudo estava de cabea para baixo na minha vida. Vir choramingar aqui de certo modo era um tanto quanto reconfortante (mesmo porque meus leitores sempre foram educados o suficiente para no me mandar a merda por causa do choror ).

    Enfim, s para deixar registrado que hoje eu sou uma pessoa feliz, porque posso ficar embaixo do cobertor comendo sorvete de flocos direto do pote assistindo Fritz Lang com o namorado e sabendo que toda a novela das Literaturas Inglesas finalmente acabou. Ueba!

    (e viva eu sem sono de madrugada!)

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    (quinta-feira, 04 agosto, 2005 às 12:35 pm por Anica)
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    Uma vez eu estava lendo um texto na aula de Teoria da Literatura (cujo autor no lembro, sorry), que dizia que o maior problema para as pessoas compreenderem o trabalho de um crtico literrio que uma maioria de pessoas sabem escrever. Dessa forma costuma-se confundir os critrios de avaliao de uma obra, na maioria das vezes caindo naquele negcio de “ah, eu gostei da histria ento o livro bom”, o que sabemos que no exatamente por a.

    Comecei retomando esse texto para explicar um termo que uso para definir excelentes autores, que “arteso”. No meramente uma questo de contar uma histria (embora eu reconhea que contar uma boa histria algo difcil bagarai), mas realmente trabalhar naquilo, utilizar as palavras no s da forma como todos ns (pobres mortais sem talento) usamos.

    Vou citar trs exemplos disso que aproveito para deixar aqui como sugesto de leitura:

    a. “Grande Serto: Veredas”, de Guimares Rosa.
    Para falar sobre a dualidade humana, Rosa faz uma obra toda cheia de duplos em vrios detalhes da obra. Por exemplo, a linguagem utilizada por Riobaldo ao contar suas histrias tanto a do sertanejo quanto uma linguagem culta (o que d um toque atemporal para a narrativa, h de se frisar). O tempo da narrativa varia a todo momento entre presente e passado. E por a segue. Compreendem? Para provar seu ponto de vista, ele no conta simplesmente uma histria: ele trabalha essa histria.

    b. “Budapeste”, de Chico Buarque.
    o tipo de livro do qual no posso falar muito seno estrago (timas) surpresas. Mas adianto que todos os elementos da obra esto voltados para criar o efeito da concluso da obra, at mesmo a capa! algo para dar um n na cabea mesmo, um livro dentro de um livro. E digo: o melhor livro que saiu em Literatura Brasileira nos ltimos anos.

    c. “Laranja Mecnica”, de Anthony Burgess.
    Ah, acharam que eu no comentaria da experincia de leitura nem um tiquinho? realmente um livro impressionante, e o trabalho do Burgess foi alm de criar um vocabulrio para os adolescentes que ele queria retratar. A obra tem 21 captulos (21 a idade de maioridade plena na cultura anglo-americana), dividido em trs partes de sete captulos cada. Essa diviso baseada no mnologo sobre as sete idades do homem na pea “As Thou Like it” de Shakespeare.

    Esto a, trs casos de sujeitos que foram alm no uso das palavras. No meu nico critrio de avaliao, mas confesso que tenho uma queda por sujeitos que sabem inovar.

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    (quarta-feira, 03 agosto, 2005 às 12:36 pm por Anica)
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    Sinceridade intelectual isso: assisti O Co Andaluz ontem noite e confesso que no entendi nadica. Confesso tambm que foi uma experincia um tanto perturbadora. Enfim, diz a crtica que o negcio no compreender o filme, mas de qualquer forma pensarei melhor sobre ele antes de avali-lo ou coisa assim.

    ***

    Eu, Fbio, Lu e Marlo fomos assistir A Fantstica Fbrica de Chocolates ontem no cinema. Eu no cheguei a rever todo o filme de 71 conforme planejado, mas algumas coisas d para comparar sem medo de ser injusta.

    Primeiro, o toque “Tim Burton” que faz toda a diferena: impressionante como ele sempre consegue deixar um q de bizarrice no ar. Com isso acho que o filme perdeu um pouco do tom infantil da verso anterior.

    Por falar em ‘infantil’, o molequinho que colocaram no papel de Charlie est *bem* menos irritante do que o do filme de 71. Srio, eu no conseguia simpatizar com aquele loirinho, esse pelo menos foi tragvel.

    No vou entrar na comparao Depp X Wilder porque so dois contextos completamente diferentes: no filme de 2005 temos at flashbacks mostrando a infncia de Willy Wonka. E bem, convenhamos: Burton e Depp uma combinao bizarra que sempre d certo.

    S para completar: os Oompa Loompas esto hilrios!! As msicas mais engraadas ainda! Para quem no gostava muito do filme antigo por causa das cantorias (como eu, hehe), ficar feliz em saber que elas so mais raras nessa nova verso.