O Menino Maluquinho
Então. Colégios têm sempre tradições, e uma das tradições do Lourdão era ler “O Menino Maluquinho”, do Ziraldo. Acho que não teve gente que escapou de ler, mesmo porque ganhamos até versões de bolso do livro no Dia das Crianças.
Mas é um livro bacana bagarai. Simples e inocente, é claro, mas muito legal. Tem algumas sacadas, jogos de palavras, etc. que não aparecem em livro “de gente grande” digamos assim. No final das contas, o livro é todo poesia.
E agora a pergunta que não quer calar: o que faz essa doida lembrar de um livro da infância tão logo cai da cama?
Conseqüência dos acontecimentos do dia anterior mesmo. Ontem à noite foi impossível não lembrar de um trecho do livro, no qual aparecia um desenho do Menino Maluquinho se abraçando e dizia-se:
“Quando ficava vazio
ele inventava o abraço
porque sabia onde estavam
os braços que queria.”
É, esse livro é foda.




