• No ano que passou…

    O ano nem virou e pelo visto eu já estou cumprindo algumas resoluções. Hohoho… Preciso de novas. Penso depois da meia noite. Aliás, eu só vou pensar na minha vida depois da meia noite: se eu estipulo um horário eu pelo menos penso nela, hehe.

    No final das contas é tipo casa em desordem, fica tudo tão virado que você não tem coragem de começar a faxina. Mas se vai aos poucos, acertando aqui e acolá… Ok, não é como casa em desordem. É sério, eu acho que depois que bati a cabeça eu fiquei um pouco pior do que o normal.

    Enfim, Ano Novo, né?

    ***

    No ano que passou fizemos o possível,
    o que acreditávamos, o que era incrível.
    Botes, submarinos, caravelas,
    comunas, castelos, favelas.
    A novidade é incapacidade
    de destruirmos a guerra.
    Não mudou o sonho,
    ora naufragou, ora ficou à deriva.
    O ano que passou alimentou o poema.
    Poetas voltam ao picadeiro da rua
    e gritam: a terra está nua,
    a mentira é uma fera solta.
    Mas a poesia faz acrobacia,
    vira cambalhota e inventa
    o novo estratagema:
    continuamos apaixonados pela vida
    e faremos, ano que vem,
    maior e mais forte investida.

    Mário Pirata

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