O Homem Invisível

Fui na Ghignone comprar minhas hqs do mês e acabei trombando com uma versão em Inglês de “O Homem Invisível” do H. G. Wells a um precinho beeeem camarada. Ok, eu compraria mesmo que o preço não fosse camarada, anyway, estou lendo.O que eu acho mais interessante a respeito da história criada pelo Wells, ou ainda, pela personagem criada (o Griffin) é o que se pode pensar sobre como funciona a moral humana.

Não é à toa que a história já foi recontada de diversas maneiras em outros livros, dezenas de filmes e até em HQs. Dava para fazer uma lista enorme de citações, mas deixemos isso de lado. A questão toda é: o que você pode fazer se não tem que encarar seu reflexo no espelho?

A idéia é de que uma vez que ninguém te vê (nem você mesmo), você não pode ser julgado. Se não é julgado, sua consciência não registra o delito (o que em outras palavras quer dizer, não se sente o tal do peso na consciência). Sem isso, certo/errado já não parecem tão opostos assim: na verdade, vale mais o que é bom ou ruim para a pessoa.

Ser invisível seria se livrar de qualquer sentimento de culpa? Se sim, tem um punhado de coisas que adoraria fazer se fosse invisível.



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